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terça-feira, 28 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
Conheça Arecibo, o maior radiotelescópio fixo do mundo
Sua antena, construída em 1963 no interior de uma cratera vulcânica, tem 305 metros de diâmetro e é formada por 39 mil pequenas chapas de alumínio, cada uma medindo aproximadamente 1 x 2 metros. Foi projetado e construído sob a coordenação do cientista norte-americano Willian Gordon, da Universidade de Cornell, e a princípio tinha como objetivo o estudo da ionosfera terrestre.

Clique para ver no satMaps
Para o estudo, o professor Gordon utilizou poderosos pulsos de radar, que após se chocarem com a ionosfera eram rebatidos de volta à antena. Como os sinais refletidos eram extremamente débeis, uma antena de proporções avantajadas seria necessária.
Hoje em dia, apenas uma pequena fração do tempo de operação do radiotelescópio é usada para o estudo da ionosfera. Durante a maior parte do período o equipamento é utilizado para o estudo das galáxias e astronomia dos pulsares, além da busca constante de vida inteligente fora da Terra.
A grande vantagem do radiotelescópio de Arecibo é sem dúvida o seu tamanho, que permite que os mais débeis sinais emitidos a centenas de anos-luz possam ser captados. No entanto, seu tamanho gigante e sua tecnologia de construção fixa é um impedimento para que possa ser orientada em outras direções, ficando reservado à observação de uma área fixa no céu. A maior parte dos outros radiotelescópios pode observar de até 90% do céu, mas não têm a sensibilidade de Arecibo.
Descobridor do espaço
O radiotelescópio de Arecibo é um importante descobridor do espaço profundo. Em 7 de abril de 1964, alguns meses após sua inauguração, o pesquisador Gordon Pettengill e sua equipe determinaram com seu auxílio que o período de rotação de Mercúrio era de 59 dias e não de 88 como até então era estimado. Em 1989 o Observatório de Arecibo, a alguns quilômetros a oeste da antena, fez a primeira foto de um asteroide da história, ao registrar em detalhes o objeto 4769 Castalia. No ano seguinte o astrônomo polonês Aleksander Wolszczan descobriu o pulsar PSR B1257+12. Mais tarde Wolszczan identificou dois objetos que orbitavam o pulsar, tornando-se estes os dois primeiros planetas extrassolares descobertos.
Durante o período da Guerra Fria, forças norte-americanas utilizaram constantemente o radiotelescópio com a finalidade de localizar instalações de radares soviéticas, estudando a reflexão dos sinais após serem rebatidos pela Lua.
Arecibo é a também a fonte de dados para o projeto SETI, proposto pelos cientistas da Universidade de Berkeley, nos EUA, e que tem como objetivo a tentativa de captar sinais emitidos por possíveis civilizações exteriores.

Em 1974, cientistas liderados pelos astrônomos Frank Drake e Carl Sagan utilizaram o radiotelescópio para enviar em direção ao cúmulo globular M13, distante 25 mil anos-luz, aquela que ficou conhecida como a "Mensagem de Arecibo", uma emissão de rádio de 1679 bits (acima). O pacote de dados em formato binário representava imagens que pudessem, e ainda podem, ser interpretadas por outras civilizações. Entre as imagens estavam números, pessoas, fórmulas químicas e um telescópio.
Fonte: Apolo11
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Ultra Galaxy Gaiden: Ultraman Zero vs. Darclops STAGE II

Em primeiríssima mão !!!!!!!!!!!!!!
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
VIAGEM AO FUNDO DO MAR
Irwin Allen foi um dos produtores que reinventaram o gênero aventura para a televisão. As quatro séries produzidas por ele, na década de 1960, se transformaram em um marco, permitindo novas possibilidades para a exploração do gênero na TV.
Tendo um orçamento limitado, as produções televisivas perdiam para os filmes do cinema. Mas, na década de 1960, as superproduções cinematográficas começaram a cair em declínio, dando lugar a filmes mais intimistas e alternativos, fortemente influenciados pela produção europeia. Essa linha narrativa também chegou à TV, com séries dramáticas questionando o valor da sociedade, do governo e da vida. Mas também foi nesse período que a ficção científica passou a se dedicar mais ao público adulto.
Na década de 1960, com a corrida espacial dominando o imaginário do público e a abertura conquistada por produções como “Além da Imaginação” e “Quinta Dimensão”, um número maior de séries desse gênero surgiram. Assim, Irwin Allen trouxe para a TV o entretenimento das produções blockbusters. Suas séries ficaram marcadas como superproduções que dominavam a telinha. Todas utilizavam cenários grandiosos, alguns dos quais impressionam até hoje. Temos como exemplo “Terra de Gigantes”, a quarta série desta safra, também composta por “Viagem ao Fundo do Mar“, “Perdidos no Espaço” e Túnel do Tempo”.
Conhecido na década de 1970 como o mestre do cinema catástrofe, graças a filmes como “O Destino do Poseidon” (e sua sequência), “Inferno na Torre” e “O Dia em que o Mundo Acabou”, Irwin Allen deu início a uma carreira de sucessos na TV com a versão de seu filme “Viagem ao Fundo do Mar”.
Interessado pela vida marinha e vencedor do Oscar pelo documentário “The Sea Around Us”, de 1951, Allen escreveu e produziu o filme “Viagem ao Fundo do Mar” em 1961, para a 20th Century Fox. Visivelmente influenciado pela obra de Julio Verne, Allen introduziu ao público da época as aventuras de um submarino nuclear, que tinha a função de pesquisar a vida marinha e seus benefícios para a humanidade.
A história do filme tem como base a descoberta do Cinturão de Van Allen ocorrida em 1958. Trata-se de uma região no espaço que concentra partículas no campo magnético da Terra, provocando vários fenômenos atmosféricos. O nome do Cinturão foi uma homenagem ao Dr. James Van Allen, que conduziu as pesquisas que levaram à sua descoberta.
Impressionado com o fato, Irwin decidiu escrever um filme explorando a ideia do que poderia ocorrer caso as radiações provocadas pelo Cinturão atingissem a Terra em sua totalidade. Assim, na versão cinematográfica, a tripulação do submarino Seaview (que traduzindo significa ‘vista para o mar’) precisa salvar a Terra da ameaça de uma total incineração provocada pela radiação do cinto de Van Allen.
Com roteiro assinado por Allen e Charles Bennett, o filme foi estrelado por Walter Pidgeon, que interpretou o Almirante Nelson, responsável pela Fundação Nelson de Pesquisas Submarinas, que criou o Seaview.
A bordo estavam o Capitão Lee Crane (Robert Sterling), Comandante Lucius Emery (Peter Lorre), Tenente Chip Romano (Frankie Avalon), Tenente Cathy Connors (Barbara Eden, de “Jeannie é um Gênio”), que era a noiva de Crane, Dra. Susan Hiller (Joan Fontaine), psicóloga, e Miguel Alvarez (Michael Ansara, marido de Eden na vida real), cientista civil.
Bem como o restante da tripulação, na qual se encontravam os marinheiros Kowski (Del Monroe) e Smith (Mark Slade). Apenas os dois últimos atores migrariam para a série de TV, sendo que o personagem de Monroe passou a ser chamado de Kowalski e o de Slade, visto apenas na primeira temporada, chamava-se Malone.
O sucesso do filme fez com que Allen oferecesse ao estúdio o projeto de uma adaptação para a TV. Apontando a vantagem de que nenhum custo extra seria necessário para a fabricação do cenário e maquetes, Allen conseguiu a autorização do estúdio para produzir a série. Não querendo ficar preso a uma série, Walter Pidgeon recusou-se a voltar a interpretar o Almirante Nelson. Em seu lugar foi contratado Richard Basehart, mais jovem que Walter, mas com uma impressionante carreira no teatro e no cinema.
O ator esteve em clássicos como “A Estrada da Vida”, de Federico Fellini, “Os Irmãos Karamazov” e “Moby Dick” antes de migrar para as séries de TV no início dos anos de 1960. Depois de algumas participações especiais em várias séries de sucesso da época, Basehart aceitou estrelar “Viagem ao Fundo do Mar”, com o objetivo de conseguir dinheiro para produzir suas peças no teatro. Sua presença no elenco convenceu David Hedison a aceitar o convite de Allen para interpretar o Capitão Lee Crane, substituindo Sterling. Na versão para a TV, Crane não tinha noiva, ficando livre para viver suas aventuras e se envolver com outras mulheres. Curiosamente, Hedison tinha sido a primeira escolha de Allen para o personagem no cinema. Mas o ator recusara o papel.


No lugar de Peter Lorre entrou Henry Kulky, que interpretou o Chefe Curley Jones. Quando o ator morreu, em 1965, foi substituído por Terry Becker, que interpretou o Chefe Sharkey, personagem originalmente oferecido a James Doohan, que preferiu trabalhar em “Jornada nas Estrelas”, onde deu vida ao personagem Scotty. Em substituição ao ator e cantor Frankie Avalon, Allen contratou Robert Dowdell, como Tenente Chip Morton.
Entre os coadjuvantes estavam Paul Carr, como Bill Clark e posteriormente interpretando diferentes membros da tripulação; Derrick Lewis e Gordon Gilbert, alternando-se como o marinheiro O’Brien; Paul Trinka, como Patterson; Arch Whilling, como Sparks, responsável pelas comunicações; Richard Bull, como o médico de bordo; e Nigel McKeand, operador de sonar, que no episódio piloto foi interpretado por Christopher Connelly. O ator Allan Hunt uniu-se ao elenco a partir da segunda temporada, como Stu Riley.
A primeira temporada começou a ser filmada em novembro de 1963, estreando em setembro de 1964. Apenas o episódio piloto foi filmado a cores, os demais foram feitos em preto e branco. O motivo era simples. Ao vender a ideia para o estúdio, Allen alegou que poderia reutilizar cenas do filme, em especial aquelas que mostravam o submarino e o fundo do mar, poupando os gastos para a produção da série.
O submarino, criado por Jack Martin Smith, Herman Bluementhal, Lyle Abbott e Herbert Cheek, era a principal ‘estrela do show’. Sem conseguir o apoio da marinha, que temia revelar segredos em função da Guerra Fria, a equipe precisou recorrer a antigos filmes bélicos para criar o Seaview.
Sem ter visto um submarino por dentro e sem ter acesso às plantas, a equipe também fez uso dos recursos do Museu de Ciências de Chicago onde, através de visitas em grupos turísticos, faziam rápidas anotações e desenhos do interior de submarinos alemães, capturados no final da 2ª Guerra. Tudo às escondidas para não levantarem suspeitas.


Mais tarde, a produção do filme conseguiu o apoio da Marinha, que chegou a enviar representantes para visitarem os cenários e darem opiniões. Quando a série foi produzida, a equipe responsável pela criação do Seaview não estava mais disponível. Utilizando os mesmos cenários, a série continuou atraindo o interesse de militares, entre eles, o então Presidente do Brasil Marechal Costa e Silva, que em 1967 visitou os bastidores de produção da série.
Situada uma década à frente, a primeira temporada trouxe histórias que exploravam tramas de espionagens e complôs, ambientadas em um cenário de ficção científica, em função da presença do submarino nuclear e seu arsenal. Alguns dos planos dos vilões vistos nesses episódios também acrescentavam uma visão futurística, na maioria das vezes mantendo-se dentro dos limites das possibilidades científicas.
Na época, os roteiristas não estavam acostumados a escrever para esse tipo de programa. Assim, produziam textos que giravam em torno daquilo que conheciam, com a diferença que as histórias eram situadas dentro de um submarino nuclear. Já na primeira temporada, começaram a surgir episódios que traziam monstros e seres espaciais, que destoavam na narrativa dos demais. Mas esse tipo de história passou a dominar a produção da série quando ela foi renovada para a segunda temporada, ganhando episódios a cores.
Buscando elevar sua audiência, Allen optou por roteiros mais voltados à ficção científica e à aventura, tendo em vista que produções como “O Agente da UNCLE”, que se apoiava na paródia explorando elementos de fantasia, ganhava cada vez mais popularidade. Assim, Allen alterou radicalmente o rumo de “Viagem ao Fundo do Mar”.
Trazendo roteiros que passaram a ser popularmente conhecidos como ‘o monstro da semana’, os episódios também trouxeram um novo veículo: o subvoador, que permitia aos membros da tripulação saírem do submarino para chegar mais rápido em Terra, ampliando as possibilidades de novas aventuras. Para acomodar o veículo à bordo, os cenários da sala de observações foram alterados, permitindo a inclusão de uma escotilha, que levava ao subvoador.


A série manteve sua popularidade, entrando em seu terceiro ano de produção. No entanto, nessa época, a rede ABC, que exiba “Viagem ao Fundo do Mar”, anunciou cortes no orçamento. Desta forma, foram reduzidos os gastos com efeitos especiais, cenários, figurinos e equipe de roteiristas. Profssionais já contratados pelo estúdio substituíram aqueles que formavam a equipe da série e foram dispensados (alguns foram parar na série “Missão: Impossível”). Os roteiros também contavam com os serviços de free lancers de baixo custo. Como resultado, aumentou o número de episódios com monstros e a reutilização de cenas já filmadas para a série ou outras produções da Fox.
Renovada para a quarta temporada, a série já estava com ’seus dias contados’. Nem tanto pela audiência, que ainda era boa, mas pelo desgaste e descontentamento de seus protagonistas, Richard Basehart e David Hedison, que manifestavam estar cansados do tipo de roteiros que lhes eram oferecidos.
Porém, o que pode ter determinado seu final foi o interesse de Irwin Allen em produzir “Terra de Gigantes”, série que tinha um orçamento elevado para a construção dos cenários e filmagens dos roteiros. Nessa época, a Fox produzia três séries de Irwin Allen: “Viagem ao Fundo do Mar” (ABC), “Perdidos no Espaço” (CBS) e “Túnel do Tempo” (ABC). Embora não exista uma razão única e definitiva para o cancelamento dessas produções, as negociações para conseguir produzir “Terra de Gigantes” podem ter determinado o fim de cada uma delas.
As séries “Viagem ao Fundo do Mar” e “Perdidos nos Espaço” saíram do ar em março de 1968, enquanto que “Túnel do Tempo”, que tinha uma audiência menor, exibiu seu último episódio em abril de 1967. “Terra de Gigantes” estreou em setembro de 1968, mas seu alto custo determinou o fim da série, que foi cancelada em 1970.


“Viagem ao Fundo do Mar” teve um total de 110 episódios produzidos. Passando de thriller psicológico para série de aventura e fantasia, a produção conseguiu se transformar em uma das mais populares e cultuadas pelos fãs do gênero. Episódios como “O Exílio”, “O Motim”, “Os Inimigos”, “A Vigília da Morte”, “A Nave Fantasma”, “O Soro da Juventude”, “O Homem das Mil Faces”, “A Bomba Humana”, “Fuga de Veneza”, “As Bonecas Mortais” e tantos outros, fazem parte da memória afetiva de uma geração.
A série já teve seus episódios lançados em DVD no mercado americano. O segundo e último volume, da quarta temporada será disponibilizado em janeiro de 2011. Por aqui, ‘nem cheiro’. Segundo a distribuidora Fox, eles não estão autorizados a lançarem as produções de Irwin Allen no Brasil.
Mesmo sabendo que teria boa venda, à exemplo de “Perdidos no Espaço”, que após seis anos de seu lançamento original ainda parece dar lucro à distribuidora (que continua disponibilizando novas unidades no mercado), a Fox não libera os demais títulos produzidos por Irwin Allen para a TV.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
A TURMA DA MARE MANSA
Este programa foi ao ar pela antiga rádio Mauá inicialmente, depois passou para a rádio tupi com a apresentação do locutor Antônio Luís. Mais tarde o programa passou a ser irradiado pela rádio globo. A turma da maré mansa era patrocinada pela cadeia de lojas impecável maré mansa. A impecável maré mansa vende roupas e calçados e enfatizava a possibilidade do cliente fazer compras a prazo e sem limites de renda. Muito frequentada pelos nordestinos que moram no rio de janeiro. O programa se constituía além do bom humor do apresentador, de quadros humorísticos e pequenos spots de piadas. Praticamente todos os quadros foram apresentados em programas de humor na TV. Programa que ia ao ar na rádio globo das 21 até às 22 horas de segunda a sexta-feira.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Tudo pronto para o lançamento do foguete brasileiro VSB-30

Inicialmente marcado para terça-feira, dia 7, o lançamento-piloto do Orion foi antecipado devido às boas condições do tempo. Com cinco metros de comprimento, o Orion riscou o céu durante 5 minutos e 16 segundos, atingindo 104 quilômetros de altitude. Em seguida caiu no oceano Atlântico a cerca de 73 quilômetros da costa maranhense.
O lançamento serviu para testar os sistemas de telemetria tanto do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), como do Centro de Lançamento Barreira do Inferno, em Natal, no Rio Grande do Norte, que também participou da atividade. Segundo as autoridades, todos os radares de acompanhamento também foram checados.
"Tudo ocorreu conforme o esperado. É um padrão realizar a contagem regressiva simulada e, como vimos que havia a possibilidade de fazer o lançamento, nós o fizemos", comemorou o diretor-geral do CLA, coronel Ricardo Rodrigues Rangel.
A operação da última segunda-feira foi estimada em R$ 180 mil e é uma parceria da Agência Espacial Brasileira com a Agência Espacial Alemã.
"O lançamento de um VSB-30 é bem mais trabalhoso, a cronologia simulada dele demora cerca de 10 horas para testar todos os equipamentos. Por isso, é necessário uma série de cuidados para que o lançamento seja um sucesso”, afirmou Rangel.
Objetivo
Batizada de Operação Maracati II, a missão pretende levar diversos experimentos científicos para testes em microgravidade.
Serão 10 experimentos ligados às áreas de tecnologia, biologia e desenvolvimento de sistemas para atividades espaciais criados por universidades, institutos de pesquisas e por alunos do ensino fundamental.
Grande parte da carga de experimentos precisará ser recuperada posteriormente, por isso as equipes responsáveis pelo resgate têm uma grande preocupação. A carga cairá em alto mar freada por um sistema de paraquedas e para seu resgate foram colocados à disposição um navio e dois helicópteros da Aeronáutica e da Marinha.
Lançamento
A primeira janela de lançamento está prevista para sábado às 15h00 no horário de Brasília, caso as condições do tempo sejam favoráveis. Se a primeira tentativa não for possível, uma segunda janela será aberta no domingo, também às 15 horas. Outra possibilidade ainda é adiantar em uma hora o lançamento deste sábado.
"Nossa expectativa é de que as condições de vento ajudem a realizar esse lançamento já no sábado", disse Rangel.

Conheça o VSB-30
O VSB-30 está em operação desde 2004 e deverá em breve ser utilizado em programas espaciais europeus.
Trata-se de um lançador de pequeno porte de dois estágios, estabilizado rotacionalmente. Tem 12.7 metros de comprimento e é capaz de atingir uma altitude de até 250 quilômetros com uma carga de até 450 quilos. Ao contrário dos foguetes tradicionais, não existe uma torre de lançamento e o VSB-30 decola apoiado por trilhos. Depois de lançado, o artefato supera a velocidade Mach 6 (seis vezes a velocidade do som).

Esse já o terceiro lançamento realizado no Brasil e o décimo no total. Os outros lançamentos ocorreram da Suécia e foram bem-sucedidos. Em território brasileiro, o único lançamento ocorreu em julho de 2007. Na ocasião o foguete alcançou 280 km de altitude, mas a carga útil não foi recuperada e apenas parte dos resultados dos experimentos foi obtida.
Fonte: Apolo11
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Tropa de elite 2' é o filme mais visto da história do cinema brasileiro
O longa ultrapassou o antigo campeão, "Dona Flor e seus dois maridos" (1976), em 1.470 ingressos vendidos. "Dona Flor" foi visto por 10.735.525 de pessoas.
Em cartaz desde outubro deste ano, "Tropa 2" se mantém nos cinemas com 331 cópias.
Segundo Marco Aurélio Marcondes, responsável pela distribuição, os números de exibição dos últimos dias ainda não estão completos e vão aumentar. “Estamos muito felizes. Nas últimas semanas liberamos mais cópias para cidades do interior, como Cruzeiro do Sul, no Acre, e Machado, em Minas Gerais”, explica.
Em novembro, o filme de Padilha atingiu a marca dos 10 milhões de espectadores e sagrou-se o mais visto de 2010 no Brasil, entre longas nacionais e internacionais. "É milagroso", disse Padilha quando o filme ultrapassou os 10 milhões e já vislumbrava o recorde. "Eu não sou aquele tipo de diretor que fica acompanhando números, não entro nessa ansiedade não. Mas é um resultado muito especial, que entra para a história", afirmou o cineasta.
Continuação do longa de 2007, premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim, "Tropa de elite 2" mostra seu protagonista, o policial do Bope Nascimento (Wagner Moura), combatendo novos inimigos: políticos corruptos e as milícias que agem nas favelas cariocas.
A segunda parte do longa dá um salto de 15 anos em relação à trama original e traz o ex-capitão do Bope, promovido a subsecretário da Segurança Pública, também em confronto com um ativista dos direitos humanos, vivido por Irandhir Santos.
"Tropa 2" foi lançado sob forte esquema antipirataria, que incluiu instruções do Bope segundo o diretor José Padilha. Além de não ter produzido cópias digitais, somente película, a sessão première no Teatro Municipal de Paulínia, no interior paulista, incluía revista em bolsas com apreensão de câmeras e celulares de convidados, além e portas com detectores de metais na sala de exibição.
Segundo o diretor, tanta precaução se referia ao "trauma" sofrido em 2007, quando o filme foi pirateado e se tornado fenômeno nos camelôs. Estima-se que 11 milhões de pessoas tenham assistido a um DVD pirata do filme antes de sua estreia.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Supercomputador caça pedófilos na internet
Cientistas se uniram a agência de proteção infantil para encontrar produtores de material ilegal
por New Scientist
Com a ajuda de um supercomputador de 1,8 petaflop chamado Jaguar, capaz de fazer mais de 1 quatrilhão de cálculos por segundo, pesquisadores do Laboratório Nacional de OAK Ridge, nos Estados Unidos, estão procurando por padrões suspeitos de tráfego de informações na internet para encontrar pessoas que espalham pornografia infantil pela rede.
Geralmente, o que a polícia faz em investigações deste tipo é vasculhar o disco rígido do internauta para saber se ele fazia produzia ou fazia o download de conteúdo ilegal. Mas o foco desta pesquisa é encontrar os produtores deste material, uma vez que eles poderiam levar às crianças que são abusadas. Mas não é fácil saber quem fez as imagens armazenadas em um computador.
O problema é que existe muita pornografia infantil na internet e ela se espalha com muita facilidade para computadores do mundo inteiro em segundos, o que complica as investigações. A Associação Nacional de Proteção das Crianças, localizada também nos EUA, procurou os cientistas do Laboratório OAK Ridge para encontrar uma solução.
O chefe do projeto, Robert Patton desenvolveu um algoritmo para analizar o tráfego de informações na internet focado nas palavras que as pessoas usavam em sites e redes de compartilhamento de arquivos. Expressões indicativas de que o internauta busca por pornografia infantil são marcadas e o algoritimo faz o rastreamento de quantos endereços de IP diferentes respondem ao pedido.
Assim, o sistema mostra às organizações de proteção infantil quais computadores provavelmente estão colocando novos materiais pornográficos em sites de compartilhamento. O projeto permanecerá em atividade por um ano e usará um milhão de horas de processamento do supercomputador.
Nave secreta americana retorna à Terra após sete meses em órbita
Durante os 220 dias que permaneceu em órbita, o X-37B não teve sua posição revelada pelas autoridades, mas foi rastreado quase que diariamente por diversos observadores amadores, que informavam diariamente a localização da nave. De acordo com as observações, X-37B circulava a Terra a 410 km de altitude e completava uma órbita ao redor do globo a cada 90 minutos. Elementos orbitais divulgados informalmente revelaram que a inclinação de X-37B com relação ao equador era de cerca de 35 graus, o que confirmava que a nave se manteve na mesma órbita desde que foi lançada.
Batizado oficialmente de OTV-1 (Veículo de Teste Orbital), a nave lembra em muito o desenho dos ônibus espaciais, mas em menor escala. Todo o conjunto pesa aproximadamente 5 mil quilos e possui 8.9 metros de comprimento por 4.5 de largura, além de duas aletas bastante inclinadas na cauda. Toda a alimentação é provida por um conjunto de painéis solares e baterias de íons de lítio e a exemplo dos cargueiros espaciais, a nave também é reutilizável.
O projeto do X-37 começou na Nasa em 1999 e foi transferido para o DOD, departamento de defesa dos EUA, em 2004. Segundo o governo americano, a nave não carrega armamentos e o único objetivo das missões é avaliar a capacidade das tecnologias empregadas, entre elas os novos dispositivos de proteção térmica e capacidade de orientação e pouso autônomos, que permitiram que o artefato pousasse sem qualquer comando ou intervenção humana.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Não tem 3G na sua cidade? No topo do Everest tem!
Esta notícia deve irritar muita gente que sofre no Brasil com uma cobertura 3G que muitas vezes fica aquém das expectativas. Talvez você até more em uma cidade que não seja coberta por essa tecnologia. Pois bem, informo que, se na sua cidade não tem 3G, no topo do Everest tem.
A Ncell, subsidiária da TeliaSonera, colocou uma torre de transmissão 3G lá no alto do Everest, a 5.200 metros de altura. O alcance da cobertura da torre chegará até o pico da montanha, promete a Ncell.
Os alpinistas enfim poderão fazer check-in pelo Foursquare no topo do EverestO serviço de 3G será suficientemente rápido para navegar na internet e até mesmo fazer vídeo-chamadas, disse a empresa. Ela também é a mesma que se orgulha de ter a estação de transmissão de sinal 3G mais baixa do mundo, a 1.400 metros abaixo do nível do mar em uma mina na Europa.
Espera-se que o serviço seja útil para que os alpinistas possam se comunicar com suas famílias e equipes com mais facilidade, além de que pode ajudar muito em caso de acidentes ou imprevistos.
domingo, 28 de novembro de 2010
Morre o ator canadense Leslie Nielsen

O ator Leslie Nielsen morreu neste domingo (28) aos 84 anos em um hospital de Fort Lauderdale, no estado americano da Flórida. O canadense teria morrido de complicações devido a uma pneumonia.
Segundo um comunicado emitido por seu agente, John Kelly, o artista morreu em um hospital local por causa de complicações derivadas de uma pneumonia.
"Estamos tristes pelo falecimento do querido ator Leslie Nielsen, provavelmente melhor lembrado como o tenente Frank Drebin na saga "Corra que a polícia vem aí", embora tenha desfrutado de uma carreira no cinema e na televisão durante mais de 60 anos", diz o comunicado, escrito pela família de Nielsen.
Seus familiares pedem ao público que, em vez de enviar flores, remetam doações em seu nome a organizações beneficentes.
Previamente Doug Nielsen, sobrinho do ator, comentou a uma rádio local que o ator tinha permanecido hospitalizado durante 12 dias e que sua situação piorou nas últimas 48 horas. Segundo disse, Nielsen morreu rodeado por sua família e amigos às 17h30 hora local.
Nascido em Regina em 11 de fevereiro de 1926, Nielsen apareceu em mais de 100 filmes e centenas de programas de televisão ao longo de sua carreira. Chegou a Hollywood em meados da década de 1950 após aparecer em dezenas de dramas para televisão em Nova York.
Começou a trabalhar como galã em uma variedade de filmes devido a sua altura e sua presença, e entre alguns de seus trabalhos dramáticos mais conhecidos estão "O planeta proibido" (1956) e "O destino do Poseidon" (1972).

Em cena de 'Corra que a polícia em aí', em 1988, Leslie Nielsen contracena com Jeannette Charles (Foto: Divulgação)
Mas por dentro havia uma veia cômica que explodiria no sucesso mundial "Apertem os cintos, o piloto sumiu!" (1980), de Jim Abrahams e dos irmãos Jerry e David Zucker.
Posteriormente, seguiriam outras comédias como "Corra que a polícia vem aí", "Corra que a polícia vem aí 2½", "Corra que a polícia vem aí 33⅓", "Drácula – morto, mas feliz", "Todo mundo em pânico 3" e "Todo mundo em pânico 4".
Casado quatro vezes, teve duas filhas com sua segunda mulher, Maura e Thea Nielsen.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Guerra no Rio - CRIME ORGANIZADO x GOVERNO DESORGANIZADO
O cruzamento de informações de quatro delegacias revela uma perigosa ligação que há tempos vinha sendo especulada: a de que as facções Comando Vermelho (CV) e Amigos dos Amigos (ADA) estariam costurando uma trégua. A investigação indica que um encontro teria ocorrido sábado, no baile da Rua 1, na Favela da Rocinha.
Um dos gerentes do tráfico do Complexo do Alemão, Diego Raimundo da Silva Santos, o Mister M, e alguns de seus seguranças teriam sido recepcionados por Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, o chefão da Rocinha, e apresentados com toda a pompa no sistema de som do evento. No dia seguinte, criminosos da comunidade da Zona Sul teriam ido a um baile no Alemão.
A costura do acordo teria sido feita por um dos maiores fornecedores de drogas (matutos) do Rio, Cristiano de Sá Silva, o Abelha. Em outubro, ele fugiu da cadeia após receber o benefício de visitar a família. Ex-integrante do CV, ele mudou de lado depois da ascensão de seu irmão, Saulo de Sá Silva, como matuto da Rocinha, preso em Bangu 1.
Mídia internacional noticia onda de violência no Rio
Edição on-line do argentino 'Clarín' traz galeria de fotos de operação policial.
Jornal americano diz que ataques renovam preocupações com Copa 2014.
Jornais e sites internacionais deram destaque, nesta terça-feira (23), à onda de ataques criminosos nas últimas 48 horas no RIo, que levou o governo reforçar o polilciamento com mais 450 homens nas ruas.
O argentino "Clarín", em sua edição on-line, trouxe uma galeria de fotos dos ataques e das operações policiais na favela do Jacarezinho. Sob o título "Polícia brasilleira enfrenta violência de gangues no Rio", o site da rede inglesa BBC relata que "nos últimos três dias, supostos integrantes de quadrilhas bloquearam estradas, queimaram carros e atiraram contra postos da policia".
Já o americano "Los Angeles Times" reproduziu reportagem da agência de notícias Associated Press, em que relata que os ataques renovaram as preocupações com relação à segurança para a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016.
Galeria de fotos publicada pelo jornal argentino 'El Clarín' mostra imagens da ocupação de morros do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (23) (Foto: Reprodução
O americano 'Los Angeles Times' reproduziu matéria da agência de notícias Associated Press sobre os ataques no Rio (Foto: Reprodução)
Onda de violência no Rio também foi destacada pelo site da rede inglesa BBC (Foto: Reprodução)
domingo, 21 de novembro de 2010
Novo Trailer Ultraman Zero
Este é o ultimo trailer do novo filme do Zero, onde podemos ver mas detalhes da trama, e podemos ouvir a participação do Girl Next Door que canta o tema do filme que tem o nome de Unmei no Shizuku Destiny's Star.E para curiosidade esta é forma Ultra do Belial antes de passar para o lado negro da força.

terça-feira, 16 de novembro de 2010
UPP sem investimento é apenas uma aspirina para enxaqueca
Pode haver exagero e um certo ranço da "turma do contra", mas ao defender o modelo com unhas e dentes e sequer admitir alguma atividade migratória dos criminosos, os governantes cariocas estão assumindo um risco muito grande, pois pode ser que mais adiante tenham que vir a público admitir que se enganaram e nada poderão fazer em relação a todos que foram prejudicados enquanto durou o surto de prepotência.
O programa é bom, deve continuar, mas está longe de ser a panaceia que o Brasil todo procura para curar essa epidemia que assola todo o país.
Agora, diante das críticas, vem outra medida de impacto: a compra de dezenas de motocicletas para coibir os arrastões. Pergunto: quem vai operar esse sistema? A atividade policial é sobretudo uma ação humana, de modo que jamais brotará uma solução decente sem passar pelo servidor policial que estará por trás de toda estratégia.
Digo com toda certeza: uma polícia bem paga, bem selecionada, bem treinada e bem fiscalizada, mesmo que com poucos meios, faz muito mais que uma polícia com os melhores equipamentos e as melhores estratégias, mas com policiais passando necessidade.
A presidente Dilma Rousseff declarou que uma de suas prioridades será a segurança. Vamos torcer para que ela não se deixe levar pelo apelo demagógico de medidas superficiais, de pura cosmetologia, e se debruce verdadeiramente sobre o tema, buscando uma solução para a sociedade brasileira que não vise a apenas o próximo mandato.
Isso passa, sem dúvida alguma, por uma grande reforma na estrutura da polícia brasileira, que desde o Império ninguém ousa questionar.
Um país que caminha para ser uma das primeiras economias do planeta não pode ter uma polícia todos os dias na páginas dos jornais nacionais e internacionais, protagonizando cenas de violência e escândalos envolvendo corrupção, como acontece por aqui.
Em países de Primeiro Mundo há centenas de lojas vendendo bonequinhos, camisetas, bonés e demais lembranças da polícia local. Não se trata de marketing barato. É a indústria da oferta suprindo a crescente demanda por dignidade.
sábado, 13 de novembro de 2010
Drama e virada: Brasil supera Japão e vai reeditar final contra a Rússia

Fabiana, Fabíola e Sheilla esbravejam na viradabrasileira em Tóquio (Foto: agência Reuters)
Era um caldeirão japonês. Praticamente lotado, com cerca de 12 mil pessoas, o estádio nacional Yoyogi tinha, por todo lado, rostos cheios de esperança por verem o Japão nas semifinais do Mundial pela primeira vez em 28 anos. A cada ponto, gritos de apoio. Um barulho ensurdecedor. Na quadra, a seleção brasileira tentou fechar os ouvidos e ignorar a torcida, mas se deixou levar. Dois sets perdidos, o sonho do título inédito escapando pelos dedos. A virada, enfim, veio. Emocionante, quando a esperança estava pendurada por um fio. As brasileiras superaram os muitos erros de recepção e mostraram que estão em Tóquio para tentar conquistar o troféu perdido em 2006, para a Rússia. Vitória por 3 sets a 2 (22/25, 33/35, 25/22, 25/22 e 15/11) contra as donas da casa, e silêncio nas arquibancadas.
Neste domingo, às 8h30m (de Brasília), o Brasil reeditará a última decisão do Mundial. A Rússia venceu os Estados Unidos por 3 sets a 1 na outra semifinal. Já o Japão disputará a medalha de bronze com as americanas.
Com 28 acertos, Ebata foi a maior pontuadora do jogo. Já pelo Brasil, Natália marcou 25 pontos. Veja a galeria de fotos da partida.
- Não fico feliz com o jogo de hoje. Foi um desgaste muito grande. Mas ao menos a gente conseguiu a passagem para a final - disse o técnico José Roberto Guimarães.

Ginásio praticamente lotado: caldeirão japonês nas semifinais (Foto: divulgação / FIVB)
Seleção mostra muitas falhas na recepção
O Japão já começou o jogo assustando. Depois de Natália acertar três ataques seguidos, o Brasil não conseguiu mais pontuar pela entrada de rede. Do outro lado, encontrava barreiras de menos de 1,80m, que brilhavam na defesa, aplicando com eficiência um sistema defensivo que recuperava bolas a milímetros do chão. Takeshita teve a oportunidade de distribuir as jogadas com facilidade e colocar Saori e Ai no jogo.
Thaisa tenta fazer uma defesa (Foto: FIVB) A seleção, por sua vez, pecou muito na recepção e no bloqueio - fundamentos intensivamente treinados nos últimos dias. As centrais não conseguiram achar as baixinhas japonesas e perderam o tempo da bola.
Com isso, o jogo foi equilibrado no primeiro set. Até um erro de levantamento de Fabíola para Jaqueline, que rendeu um pedido de tempo técnico e uma grande bronca. Sem responder a Zé Roberto, que a sacudia pelo braço, a levantadora jogou a toalha no chão e seguiu para a quadra. Mas o placar já mostrava 24/21. No erro de Sassá, o Japão fechou: 25/22.
Brasil perde oito oportunidades de vencer o segundo set
Brasil quase viu a vitória escapar (Foto: FIVB) O Brasil continuou jogando mal no segundo set. Depois de defender três ataques de Natália, as japonesas aproveitaram a desatenção brasileira para abrir vantagem. Tudo dava certo para as donas da casa. No saque de Ebata, Jaqueline nem viu a bola. Takeshita, levantadora de 1,59m, mandou uma jogada de segunda... e funcionou.
A seleção tentou uma reação com as centrais. Thaisa e Fabiana, com a ajuda de Jaqueline no bloqueio, chegaram a abrir três pontos. Porém, as japonesas não erravam nada. Nunca. Inoue pegou Jaqueline no bloqueio e aproveitou erro de recepção para mandar um torpedo de primeira. Saori desceu a mão no saque. Lá estava o Japão na frente de novo.
Sem a bola vindo na mão da Fabíola, o Brasil não via o caminho para a vitória. Chegou a ter 24/23, com um belo bloqueio de Fabiana em Ebata. Mas, a partir daí, um belo rali marcou o jogo. Com muitos erros, como um levantamento de Thaisa e o saque de Sheilla, a seleção perdeu oito oportunidades de fechar o set. Takeshita e Sano rolavam pelo chão para não deixar a bola cair. E não deixaram. No ataque de Saori, o Japão ficou a um passo da final (35/33).
Seleção vence set no ritmo da compensação
Brasileiras reagem no terceiro set (Foto: FIVB) Na volta à quadra, o jogo continuou equilibrado. As japonesas não davam chances ao ataque brasileiro. Fabi defendeu com o pé, mas a bola não desceu do outro lado, voltando com um belo ponto de contra-ataque. A sorte queria ajudar. Fabiana sacou, e a bola tocou na fita antes de cair na quadra nipônica. Natália deixou a seleção com dois pontos de vantagem. Mas a diferença foi logo anulada, com erros de ataque de Jaqueline.
Natália pegou Yamaguchi sozinha no bloqueio, e o set voltou a ficar empatado. Sheilla e Sassá viraram na rede. Mas as brasileiras continuaram perdendo para elas mesmas. Natália mandou duas bolas erradas, uma parada por Ai e outra para fora. A recepção ainda falhava muito, mas Sassá consertava. Marcou dois pontos para deixar a seleção em vantagem. Thaisa errou o saque, e Fabiana acertou três no ataque. No ritmo da compensação, o Brasil venceu o terceiro set por 25/22.
Brasil empata o jogo e reacende as esperanças
Dois erros seguidos de saque, de Natália e Fabiana, deixam a seleção em desvantagem no início da quarta parcial. Ebata, no entanto, fez Thaisa e Sassá irem ao chão, com um belo ataque, que empatou o jogo em 7 a 7. Inoue foi para o saque, após o tempo técnico, e quebrou o passe brasileiro. A bola não caía na quadra japonesa. Até Natália sacar, e Saori mandar a recepção para fora, o que deixou o Brasil com 12/11.
Porém, Ai respondeu da mesma forma, com bons saques, e o Japão virou, no erro de ataque de Sheilla. Takeshita continuou distribuindo as jogadas com maestria, confundindo o bloqueio brasileiro. Ebata aproveitou e soltou a mão na rede. A partir 17° ponto, porém, as japonesas começaram a errar na defesa. Fabiana aproveitou e marcou dois para o Brasil (19/17). Mas elas voltaram ao ritmo normal. Depois de uma linda recepção de Ai, Saori deixou tudo empatado em 22 pontos.
Natália decidiu que era a hora de assumir a responsabilidade e voou na rede. A oposta colocou o Brasil de novo no jogo. Sassá sacou, Jaqueline defendeu e Sheilla deu esperanças à torcida brasileira ao fechar o set com 25/22.
Era a hora do ou tudo ou nada. Ebata liderou o Japão no tie-break, com belos ataques após levantamentos precisos de Takeshita. Mas Thaisa e Sheilla fecharam a porta no bloqueio, deixando a seleção com quatro pontos de vantagem (9/5). O técnico japonês parou o jogo para tentar acertar o time. O bloqueio entrou em cena e diminuiu a diferença pela metade. Foi o momento de Zé Roberto pedir tempo também. Deu certo. Sheilla foi para o saque, Natália voou na rede, Fabíola cresceu no bloqueio e Fabiana finalizou a vitória brasileira. Agora, quem fazia muito barulho era o Brasil. Que venha a Rússia.

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