quarta-feira, 13 de março de 2013

Comparação entre PS4 e PS3; entenda o poder da nova geração da Sony

Com a revelação do PS4 e o material de imprensa liberado, a Sony nos permite agora falar sobre o novo console com certeza jornalística. A empresa surpreendeu o mundo com a inclusão de 8 GB de RAM GDDR5 em seu aparelho e, nas comunidades online de desenvolvedores, os ânimos estão em alta.

A conferência proveu as informações técnicas essenciais do PS4, mesmo sem a aparição do dito cujo (Foto: Reprodução)

Os pilares: RAM, processamento e vídeo
Entender essa animação não é difícil quando se olha os números brutos: em cada departamento, a Sony parece ter estufado potência párea com os melhores PC do mercado atual e algumas adições inéditas criam possibilidades muito convenientes para a plataforma. Um exemplo claro desse aprumo técnico é a RAM, com seus 8GB. Considerando que a densidade máxima para a tecnologia GDDR5 é de 512 MB por módulo, a Sony terá que dar um jeito de enfiar 16 placas de memória superiores em seu PlayStation 4. Comparadas com as duas placas de 256 MB do PS3, o salto é um triplo mortal carpado. Nessa configuração, o tráfego entre memória e processador poderá atingir até insanos 176 GB/s.
O departamento do processamento não recebe essa glorificação, mas é também impressionante. Enquanto o console atual traz o sistema Cell – um núcleo principal, seis auxiliares – com competente 0,218 TeraFLOP de força somada, o novo núcleo Jaguar trará oito processadores independentes com 1,84 TFLOPs. A mudança acontecerá também na arquitetura, que abandonará os formatos obscuros criados pela Sony para seguir o padrão x86-64 – um velho e acalorado pedido dos estúdios, que tinham dificuldades reais com o comportamento do Cell.
Menos surpreendentes, as capacidades de vídeo foram aumentadas para o padrão dos PCs mais modernos com a placa de vídeo “Liverpool” da ATI. Comparada com sua antecessora “Reality Synthesizer” da NVidia, o progresso é fácil de enxergar. Enquanto sua antecessora rodava a 550 MHz com 256 dos 512 MB de RAM do PS3 dedicados a ela, essa nova unidade gráfica traz o clock para 800 MHz com uso livre dos 8 GB de RAM do PS4. Em teoria, a nova placa poderia ocupar 100% dessa capacidade, aumentado seu poder bruto em mais de 40 vezes. Para completar, incluso na Liverpool está um circuito de simulação física que poderá remover do processador a pesada tarefa de calcular colisões e interferência de materiais. Essa flexibidade na distribuição de tarefas e poder deixou muitos desenvolvedores saltitantes.
Um Blu-ray melhor e o Ultra HD
Todo esse poder básico terá de ser alimentado com dados, e para tal a Sony fez um upgrade no drive de Blu-ray que acompanha a máquina. Frente aos antigos 2x CAV que definiam o limite de leitura do PS3 em 9 MB por segundo, o leitor que virá no PS4 terá velocidade máxima de 27 MB/s (6x CAV). Isso significará, por consequência, instalações e telas de carregamento até três vezes mais breves. Os discos em si, de capacidade 25 GB no PS3, saltarão para 50 GB como padrão. Não se sabe, nesse momento, se a Sony passará a usar os custosos discos de 100 GB em algum momento.
Para o formato 4K, conhecido popularmente como Ultra HD, a Sony decidiu jogar na defensiva nessa geração. Fotos e filmes poderão ser visualizados no novo formato, caso a TV possua tal capacidade, mas jogos em si se limitarão a 1080p. No lado positivo, eles poderão manter essa definição Full HD mesmo enquanto rodarem em 3D estereoscópico. Segundo o presidente dos estúdios da Sony, Shuhei Yoshida, essa tecnologia será usada no máximo em demos técnicas específicas, longe do consumidor final.
O novo (e defasado) PlayStation Eye
Outra mudança relevante é a estrutura do PlayStation Eye, alterado em sua versão do PS4 para incluir duas câmeras que trabalham juntas. A resolução básica aumentou, mas não o suficiente: enquanto a versão atual da câmera trabalha em resolução VGA (640×480) a 60 quadros, a nova usará duas captações paralelas de 1280×800 também a 60 Hz, falhando em atingir a captação Full HD.
O PS4 Eye observará constantemente a posição de cada controle em três dimensões (Foto: Divulgação)
Isso significa duas coisas: primeiro, que o PS4 Eye terá capacidade de capturar fotos e filmes em 3D, como faz o Nintendo 3DS; segundo, que as fotos e vídeos estarão todos borrados e com baixo detalhamento. É bem verdade que a Sony criou essa nova câmera para melhor captar o PlayStation Move e a luz constante da frente do novo controle Dual Shock 4, mas faltou capricho.
A surpresa: um processador secundário para facilitar a vida
Algumas coisas que apareceram no PlayStation 4 não têm parelelo direto com o PlayStation 3. Tome por exemplo o novo processador secundário embutido na máquina – essa ideia é inédita na família. Enquanto o PS3 obrigava o jogador a ficar esperando por longas horas por uma atualização ou download com o console ligado, o novo console terá um sistema totalmente independente para isso. Impulsionado por um processador ARM econômico e com um circuito apartado do principal, esse gereciador de tarefas poderá fazer essas tarefas chatas de sistema em segundo plano mesmo enquanto o PS4 estiver desligado. O consumo de energia será mínimo, nesse caso.
O mesmo sistema será responsável por algumas funções convenientes, como capturar fotos e vídeos de qualquer jogo instantaneamente, subí-los para a Internet e armazenar o estado do jogo para que o jogador possa desligar o console e retomar sua partida do exato instante em que parou. Alguns desenvolvedores sugeriram até mesmo que esse aparato possa fazer “instalações silenciosas” de seus jogos enquanto o console os roda pelo disco, eliminando a necessidade de um período inicial de instalação.
As novas funções da PSN e da XrossMediaBar
No plano de software, a nova interface se beneficiará de ter 512 MB só para si, cedidos do total de 8 GB. Com isso, navegador de Internet e outros aplicativos poderão rodar sem interromper a seção de jogo, efetivamente trazendo uma infinidade de ferramentas para o jogador. A XrossMediaBar atual, é bom lembrar, não permite que o jogador faça mais do que ver alguns troféus e mensagens antes de exigir o fechamento do jogo.
Apesar de manter o visual morno, a PSN traz novidades. Na foto, a imagem central é um vídeo em tempo real (Foto: Divulgação/Sony)
A PlayStation Network parece ter recebido a maior atenção da Sony, pois integrou a rede de streaming de jogos Gaikai em suas novas habilidades. Agora, o serviço de streaming passou a chamar “PlayStation Cloud”, e terá papel central na socialização entre jogadores: não apenas os jogos de amigos serão transmitidos ao vivo para os consoles, cada jogador poderá se tornar espectador de uma seção, comentar em tempo real sobre as ações tomadas por quem está no controle e até mesmo tomar para si o comando dos personagens, caso assim permita o dono.
Como previsto, jogos de PS1, PS2, PSP e até PS3 poderão ser disponibilizados para emulação via streaming, mas o foco da Sony estará na distribuição de demos neste formato. Com tempo de espera nulo e oferta imediata, a empresa espera usar a tecnologia para fisgar jogadores como quem vai zapeando pelos canais de uma TV.
Isso não quer dizer que o jogador terá que estar o tempo todo conectado na Internet, nem que a PSN vai verificar se o jogo é usado, como diziam os rumores. O jogador terá liberdade de usar o console como quiser, sem nunca conectar-se às transmissões de jogos ao vivo nem comprar um jogo zero-quilometro. Mas as opções estarão lá, como o estranho botão “Compartilhar” do Dual Shock 4.





segunda-feira, 4 de março de 2013

Cientistas anunciam possível cura do HIV em criança nos EUA


Cientistas do Centro da Criança Johns Hopkins, de Nova York, das universidades do Mississipi e de Massachusetts apresentaram neste domingo em uma conferência nos Estados Unidos o que chamaram do primeiro caso de uma "cura funcional" de uma criança infectada pelo HIV. O paciente de 2 anos foi tratado com drogas antivirais nos primeiros dias de vida e não tem mais níveis detectáveis do vírus nem sinais da doença. A criança não recebe mais tratamento contra aids há 10 meses.
Segundo os pesquisadores, o paciente recebeu uma terapia antirretroviral nas primeiras 30 horas de vida. Os pesquisadores afirmam que a pronta administração dos medicamentos pode ter levado à cura do bebê por ter impedido a formação de "reservas" do vírus - células dormentes responsáveis por reiniciar uma infecção de HIV semanas após a interrupção da terapia tradicional com o coquetel.
"A pronta terapia antirretroviral em recém-nascidos que começa nos primeiros dias de exposição (ao vírus) pode ajudar crianças a limpar o vírus e alcançar uma remissão de longo prazo, sem (a necessidade de) um tratamento por toda vida, ao prevenir a formação de tais esconderijos virais", diz Deborah Persaud, do Johns Hopkins, que participou do estudo.
A criança que passou pelo tratamento recebeu o HIV da mãe. O tratamento nas primeiras horas de vida resultou em um decréscimo gradativo da presença do vírus no organismo do paciente. Com 29 dias, o bebê não tinha mais níveis detectáveis do micro-organismo no sangue. Com 18 meses, o tratamento foi interrompido e, 10 meses após a interrupção, novos testes não conseguiram detectar a presença do HIV. 
Atualmente, recém-nascidos de alto risco (cujas mães têm infecções pouco controladas ou cuja infecção foi descoberta próxima ao parto) recebem uma combinação de antivirais e em doses profiláticas para prevenir a infecção durante seis semanas e, se o vírus for detectado, começam o tratamento tradicional com o coquetel de drogas. O novo estudo pode mudar essa prática, já que mostra a cura potencial do tratamento nas primeiras horas de vida.
O próximo passo, afirmam os cientistas, é descobrir se o caso é uma resposta muito incomum ou algo que possa ser replicado em demais pacientes. Os pesquisadores destacam que existe somente um caso de cura "esterilizadora" conhecido do HIV, de um paciente que recebeu um transplante de medula.
Em nota, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) afirmam que este é o primeiro caso bem documentado de uma criança que - aparentemente - foi "funcionalmente" curada de uma infecção de HIV, ou seja, sem níveis detectáveis do vírus e sem sinais da doença na falta de terapia contra o mal - ao contrário da cura "esterilizadora", na qual todos os traços do vírus são completamente erradicados do corpo, mesmo em testes ultrassensíveis. A instituição destaca, contudo, que são necessárias mais pesquisas para entender se o caso pode ser replicado em testes clínicos com outras crianças infectadas pelo HIV.
"Apesar do fato que pesquisas nos deram as ferramentas para evitar a transmissão mãe-filho do HIV, muitas crianças infelizmente nascem infectadas. Neste caso, aparentemente nós temos não apenas um desenlace positivo para esta criança em particular, mas também uma pista promissora para pesquisa adicional para curar outras crianças", diz em nota Anthony S. Fauci, diretor do Instituto Nacional para Alergias e Doenças Infecciosas dos NIH.

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