sexta-feira, 30 de abril de 2010

Plasma ou LCD: as diferenças

Atualmente, a tecnologia dominante do mercado de televisores de telas finas é o LCD, na sua versão tradicional ou na versão LED. Segundo a consultoria IT Data, foram produzidos 967 mil televisores de LCD no Brasil no primeiro bimestre, comparados a 49 mil televisores de plasma. "A tecnologia vencedora é a de LCD, porque usa o processo MOS (Metal Oxide Semiconductor) de fabricação, o mesmo dos processadores", afirma o professor Marcelo Zuffo, do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Poli/USP.

Os aparelhos de plasma ficaram concentrados principalmente em dois nichos: televisores mais baratos, para quem está comprando sua primeira tela plana, e televisores com as maiores telas, para quem quer reproduzir a experiência do cinema em casa.

Existem vantagens e desvantagens entre as duas tecnologias. O plasma tem contraste melhor que o do LCD, mas os televisores de LCD com iluminação de LED estão reduzindo essa diferença. Normalmente, o televisor de plasma é mais barato, principalmente em telas grandes. Mas, com o crescimento da escala do mercado de LCDs, essa diferença está diminuindo. De forma geral, o LCD é melhor para ser visto em ambientes claros, e o plasma, em ambientes escuros. Os aparelhos de LCD são mais leves e consomem menos energia.

O LCD usa um sistema de iluminação de fundo (backlight). Nos modelos tradicionais, são lâmpadas fluorescentes. Nos televisores mais novos, essas lâmpadas são trocadas por LEDs (sigla de diodos emissores de luz), colocados nas bordas dos aparelhos, o que permite que eles sejam mais finos e melhora o contraste, aproximando-os da qualidade do plasma.

"Em geral, os modelos de plasma são o primeiro preço nos hipermercados", diz Rafael Cintra, gerente sênior de TVs da Samsung. Um televisor de 50 polegadas, de alta definição (HD) de plasma, chega a custar R$ 3,3 mil no varejo. Um LCD de 52 polegadas, com alta definição plena (Full HD, o que significa resolução maior), sai por R$ 4,9 mil.

"No escuro, o plasma tem performance melhor", aponta Daniel Kawano, analista de Produtos da Panasonic. "O contraste estático pode ser 10 vezes superior ao do LCD. A tecnologia é muito procurada por cinéfilos." Ele explica que o televisor de plasma tem menos componentes que os de LCD, o que faz com que a tecnologia ofereça melhor custo-benefício nas telas mais amplas. Os maiores televisores de LCD têm tamanho próximo de 100 polegadas, enquanto os de plasma chegam a 150 polegadas.

Em modelos mais antigos, havia outras diferenças. A TV de plasma costumava ter uma vida útil menor que a do LCD. O LCD tinha efeito "blur", em que a imagem ficava borrada quando havia movimento rápido.
Isso não acontece mais. O plasma "queimava" quando eram exibidas imagens estáticas por muito tempo, fazendo com que, por exemplo, o logotipo da emissora continuasse a ser visto quando se mudava de canal. Nos modelos mais novos, o problema foi praticamente resolvido. Quando aparece, essa imagem "queimada" acaba sumindo em poucos dias.

terça-feira, 27 de abril de 2010

[Asteroides Próximos]



LEGENDA DE APROXIMAÇÃO:

Asteroide a mais de 2 LD Asteroide a menos de 2 LD Asteroide a menos de 1 LD Asteroide a menos de 64 mil km
Aproximação Asteroide Distância (LD) Tamanho Magnitude km/s
25/abr/2010 2004 US126.2190 m - 420 m20.718.07
Hoje 2005 XB153.6120 m - 260 m21.811.36
28/abr/2010 2010 GE359.968 m - 150 m23.013.42
28/abr/2010 164207 2004 GU976.7160 m - 350 m21.17.08
28/abr/2010 2010 GS726.3140 m - 310 m21.411.59
29/abr/2010 2008 UN362.1110 m - 240 m22.014.70
29/abr/2010 2002 JR1008.040 m - 90 m24.18.00
30/abr/2010 2010 FF1031.7120 m - 280 m21.614.47
01/mai/2010 2010 GU649.8200 m - 450 m20.617.80
01/mai/2010 2007 TD7174.5530 m - 1.2 km18.528.77
02/mai/2010 2009 YF58.131 m - 69 m24.73.71
02/mai/2010 2010 GT653.0130 m - 290 m21.615.82
02/mai/2010 2007 DB6135.055 m - 120 m23.49.96
03/mai/2010 2009 WA77.1150 m - 330 m21.316.22
05/mai/2010 2010 GU218.0170 m - 380 m21.010.60
05/mai/2010 2010 FA8117.794 m - 210 m22.28.34
06/mai/2010 2008 TE45.37.7 m - 17 m27.715.27
07/mai/2010 2009 BD9.15.7 m - 13 m28.30.89
09/mai/2010 2010 GA2420.0160 m - 360 m21.111.33
10/mai/2010 2010 AF3069.2140 m - 310 m21.48.90
14/mai/2010 2008 JP54.7190 m - 420 m20.822.69

Os asteroides
Asteroides são rochas irregulares cuja maioria orbita uma região do espaço entre Marte e Júpiter, conhecida como "Cinturão de asteroides". Elas existem aos milhares e por serem muito pequenas, não são considerados planetas.

É extremamente difícil estimar o risco real que os asteroides representam para nosso planeta. Diariamente, um grande número de desses objetos são observados e têm suas órbitas recalculadas, mas até mesmo os pesquisadores se surpreendem com alguns asteroides que se aproximam do nosso planeta sem que tenham sido observado anteriormente.


O mais Perigoso
Recentemente, os pesquisadores descobriram outro asteroide, batizado de 1950 DA. Ao que tudo indica, até agora esse é o objeto que maiores chances tem de impactar diretamente com a Terra.

Segundo dados do JPL, as chances de colisão são da ordem de 1 em 300 e deverá acontecer no ano de 2880. Esse objeto, um esferóide assimétrico, tem um diâmetro de 1.1 km e gira ao rodor do próprio eixo em 2.1 horas, o mais rápido movimento rotacional observado em um asteroide desse tamanho.


Asteroide Apophis
Devido ao seu grande tamanho e por sua órbita cruzar o caminho da Terra, Apophis é um dos mais vigiados asteroides do espaço. O objeto deve atingir a máxima aproximação no ano de 2036 e de acordo com um estudo elaborado em 2009, as chances de impacto são de 1 em 250 mil.

Antes de 2036, Apophis deverá se aproximar bastante da Terra em abril de 2029. Cálculos anteriores mostravam que o asteroide tinha cerca de 3% de chances de atingir a Terra nesta data, mas à medida que os modelos orbitais foram refinados essa possibilidade foi praticamente descartada, mesmo assim o asteroide deverá passar a apenas 29 mil quilômetros de distância da Terra, uma distância menor que a dos satélites geoestacionários.




sábado, 24 de abril de 2010

Leonard Nimoy Anuncia Aposentadoria



Será que agora é verdade? Na prática, o ator afastou-se da carreira no final dos anos 90, época em que passou a dedicar mais tempo à sua paixão pela fotografia. Desde 2000, Nimoy fez apenas alguns trabalhos como narrador e dublador. Como ator, teve participação em um episódio da sitcom "Becker" estrelada por Ted Danson, que trabalhou com ele no filme "Três Homens e um Bebê", do qual Nimoy foi diretor. Depois veio "Star Trek", novo filme da franquia no cinema, no qual ele reprisou, pelo visto pela última vez, o personagem que o tornou famoso, Sr. Spock. No filme, o ator passou o bastão para seu sucessor, Zachary Quinto, que agora será conhecido pelos trekkers como 'spockinho'.

Atualmente, Nimoy faz participações esporádicas em "Fringe", série que foi renovada para a terceira temporada. O ator ainda deverá ter uma última participação, provavelmente no final da atual temporada. É improvável que Nimoy retorne em novos episódios no ano que vem, afinal, além de estar se aposentando, ele já deixou claro que não gostou do desenvolvimento de seu personagem. Segundo o ator, William Bell não passa de um narrador que explica o que está acontecendo. Assim sendo, ou o personagem morre ou sofre uma transformação facial para que outro ator o interprete.

Esse mês Nimoy ainda fará uma participação em convenção trekker que se realiza na cidade de Vulcano, no Canadá, que o adotou como cidadão honorário. Lembra que falamos sobre isso?


Para a imprensa, o ator apontou a idade como justificativa de sua aposentadoria. Ele fez 79 anos em março. Mas é improvável que essa seja de fato a razão. Muitos outros atores mais velhos que ele estão na ativa. O próprio William Shatner, amigo e colega de Nimoy, que tem a mesma idade, nem cogita diminuir o ritmo de suas atividades profissionais, acumulando a cada ano vários projetos diversificados. Me parece que o motivo de Nimoy seja seu desinteresse visível pela indústria atual.

Foram 60 anos de carreira, iniciada no teatro amador, passando pelo cinema e pela televisão. Dividindo seu tempo entre testes para atores e trabalhos como taxista ou funcionário de lanchonete, Nimoy atuava em filmes classe B nos anos 50. Na mesma década, chegou à TV com participações em episódios de séries entre 1953 e 1965, quando surgiu a chance de integrar o elenco de "Jornada nas Estrelas".


Criada por Gene Rodenberry, a série transformou Nimoy em um ícone da cultura popular mundial ao interpretar o Sr. Spock, meio homem, meio vulcano, que busca o domínio da razão sobre a emoção, embora muitas vezes precise dela.

Profundamente marcado por esse papel, em especial a partir da década de 70 quando o movimento trekker de fato tornou-se forte, Nimoy buscou outros trabalhos, que incluíram a série "Missão: Impossível". Através dela, teve a oportunidade de interpretar um personagem que mudava de 'rosto e personalidade' a cada missão. Mas, nenhuma de suas tentativas posteriores, fosse na TV, no cinema ou no teatro, conseguiram suplantar a imagem de Spock junto ao público. O ator ficou ligado ao personagem para o resto da vida, sendo que ele, Spock, sempre esteve em primeiro plano.

Sua relação com o personagem o levou a publicar o livro "Eu Não Sou Spock", em 1975, no qual, através de um texto biográfico e de auto ajuda (ao menos para ele) Nimoy trava diálogos com Spock, tentando lidar com sua crise de identidade que o acompanha desde que o personagem se tornou figura pública. Parecia que os conflitos internos de Spock tinham se tornado realidade: ele era a razão e Nimoy a emoção.


Somente em 1995, com o livro "I am Spock", é que Nimoy chegou a uma relação harmoniosa com o personagem da TV, que também fez carreira no cinema. Como duas almas gêmeas, eles finalmente tinham se unido. Essa relação interna do ator se refletiu não só em sua carreira, da qual ele começou a se afastar, mas, também nos interesses pessoais. A partir de meados dos anos 90, Nimoy passou a dedicar-se cada vez mais à fotografia, especializando-se em imagens em preto e branco.

Com seu afastamento, como ficará "The Big Bang Theory"? O pobre coitado do Sheldon tem 'orgasmos' só de sonhar em encontrar seu ídolo-mor, Leonard Nimoy. Será que o ator não daria esse gostinho aos fãs? Sabemos que mesmo tornando oficial algo que ele já vinha fazendo na prática, o ator sempre poderá ser persuadido a fazer alguma participação, seja em série ou filme. Nem que seja para lembrar ao público que ele ainda está entre nós! ...ou será que foi por isso que só agora ele abriu uma conta no Twitter?

A Volta de Mulder e Scully



Os agentes do FBI, Fox Mulder and Dana Scully, voltarão a investigar o bizarro quando a editora WildStorm lançar uma nova série de quadrinhos que mistura Arquivo X/The X Files com os vampiros de 30 Dias de Noite/30 Days of Night. A aventura em seis volumes será escrita por Steve Niles, criador de 30 Days of Night, e Adam Jones, guitarrista da banda Tool. Tom Mandrake ficará responsável pela arte.

Na estória, evidências de um assassino canibal levam Mulder e Scully a Wainright, no Alasca. Com a chegada do período da escuridão, eles ficam intrigados com o comportamento dos habitantes e a possível conexão entre os crimes e uma misteriosa ovelha preta. O primeiro volume da trama chega às bancas americanas dia 14 de julho.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Meteoro risca o céu e explode no meio-oeste americano

Uma grande bola de fogo vinda do espaço cruzou o céu de pelo menos cinco estados americanos e em seguida explodiu na alta atmosfera produzindo um forte clarão. O evento ocorreu na noite de quinta-feira e foi testemunhado por milhares de pessoas, além de ter sido detectado por diversos radares meteorológicos dos EUA.

Meteoro sobre os EUA em abril de 2010l
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Como não havia qualquer informação sobre reentrada de satélites ou lixo espacial, é possível que o bólido seja proveniente do espaço e tenha penetrado a atmosfera terrestre a mais de 40 mil quilômetros por hora. Considerando-se eventos anteriores, o clarão parece ter sido provocado por um objeto de grandes proporções, de aproximadamente 1 metro de comprimento com 1 tonelada de peso.

Não se sabe exatamente a origem do meteoroide, mas existe a possibilidade do bólido ser um fragmento da chuva de meteoros Gamma Virgem, que vai de 14 a 21 de abril, com pico entre quarta-feira e quinta-feira passadas, mas essa é apenas uma das hipóteses levantadas.

Além das testemunhas oculares, o bólido também foi registrado pelo radar Doppler do NWS, o Serviço Meteorológico dos EUA, que detectou a trilha de fumaça deixada pela fulgurante passagem na atmosfera. Observadores em Minnessota reportaram que o evento foi acompanhado por um estrondo similar ao produzido por aviões quando quebram a barreira do som e fez balançar casas, janelas e vários outros objetos.

A bola de fogo permaneceu visível por aproximadamente 15 minutos e foi vista no céu de Minnesota, Wisconsin, Iowa, Illinois e Missouri.


Meteoroides
Os meteoróides derivam de corpos celestes como cometas ou asteróides e podem ter origem em ejeções de cometas que se encontram em aproximação ao sol, na colisão entre dois asteróides ou até mesmo ser um fragmento do que sobrou da criação do Sistema Solar.

Ao penetrar em alta velocidade na alta atmosfera terrestre, o material incandesce com o atrito, fragmenta e desintegra, tornando-se um meteoro. Se pedaços grandes desse objeto conseguem resistir ao calor e chegar até a superfície, recebe o nome de meteorito.


Estatísticas
Diariamente, a Terra é constantemente bombardeada por pequenos asteroides e outros detritos espaciais, criando uma espécie de garoa de meteoros, alguns deles muito brilhantes.

De acordo com o cientista Bill Cooke, ligado à Nasa e um dos maiores especialistas no assunto, aproximadamente 150 mil objetos atingem a Terra todos os anos. Normalmente os fragmentos não ultrapassam 10 gramas e chegam à superfície numa média de 1 fragmento para cada 2.590 km².

Segundo Cooke, bolas de fogo tão brilhantes quanto o planeta Vênus ocorrem mais de 100 vezes ao dia. Outras, mais brilhantes ainda e comparadas ao brilho da Lua crescente cruzam o céu pelo menos uma vez a cada dez dias. De acordo com o especialista, existem bolas de fogo extremamente grandes e brilhantes, com magnitude visual que pode chegar a -13 e que acontecem a cada cinco meses. Apenas para lembrar, magnitude negativa de -13 equivale ao brilho da Lua Cheia!

quantidade de meteoros por dia

Meteoros de grande porte, como o que atingiu o Canadá em novembro de 2008 são raros e a cada ano menos de cinco são registrados.

Apesar de comuns, nem sempre essas enormes bolas de fogo são vistas. A maioria delas, cerca de 70%, cruza o céu sobre áreas inabitadas ou sobre os oceanos. A metade ocorre durante o dia, praticamente imperceptíveis devido à presença do Sol. Outra grande parte também não é vista simplesmente porque ninguém está olhando o céu naquele momento.


domingo, 18 de abril de 2010

Botafogo acaba com o tabu, e é campeão carioca



Depois de três anos de espera e decepção, o torcedor alvinegro pode soltar com toda a força o grito! O Botafogo é o campeão do Campeonato Carioca de 2010! Um título incontestável e, o melhor, em cima do grande rival: o Flamengo. Com a vitória por 2 a 1, neste domingo, no Maracanã, o Alvinegro conquistou a Taça Rio. E como também já havia ganho a Taça Guanabara levanta a taça sem a necessidade de uma final. A última vez que um clube venceu os dois turnos do Estadual foi em 1998, com o Vasco.

A vitória veio com dois gols de pênaltis. E dos dois artilheiros. Herrera e El Loco Abreu cobraram muito bem, sem chance para o goleiro Bruno, conhecido por ser um grande pegador de penalidades. Vagner Love, que termina como artilheiro do Campeonato Carioca com 15 gols, descontou.

Os últimos minutos foram emocionantes, com o goleiro Jefferson defendendo um pênalti cobrado por Adriano, o maior ídolo rubro-negro. Após o apito final, os alvinegros caíram emocionados no gramado, se abraçaram como nunca. O presidente Maurício Assumpção desceu para o campo chorando de emoção.

O título vem com gosto de vingança. O Botafogo havia perdido as últimas oito decisões para o Flamengo: a Taça Rio de 1991 e 2009, o Campeonato Brasileiro de 1992, a Taça Guanabara de 1995 e 2008, e o Campeonato Carioca de 2007, 2008 e 2009. Mas o trauma acabou. O choro, agora, é de alegria! Muita alegria.

É o 19º título carioca do Botafogo. Dos atuais jogadores, apenas Lúcio Flávio participou da última conquista alvinegra em 2006. E pensar que tudo começou após o time sofrer uma desastrosa goleada de 6 a 0 para o Vasco na terceira rodada. Após aquela partida, o elenco deu a volta por cima com a chegada do técnico Joel Santana, o "Rei do Rio". O título também tem um sabor especial para o treinador, que saiu pela porta dos fundos da seleção da África do Sul e perdeu a chance de comandar o país na Copa do Mundo de 2010.

Joel Santana conquistou o oitavo título carioca como treinador (1987, 1992 e 1993 pelo Vasco; 1995 pelo Fluminense; 1996 e 2008 pelo Flamengo; 1997 e 2010 pelo Botafogo). Ele iguala a marca de Flávio Costa, que era, até então, o maior vencedor do Campeonato Carioca com oito taças (cinco pelo Flamengo e três pelo Vasco). Vale registrar que em 1987, Joel Santana dirigiu o Vasco em 26 jogos do Carioca, porém o técnico desligou-se da equipe para trabalhar no Al Hilal, da Arábia Saudita, e não comandou o Time da Colina nos últimos cinco jogos. Sebatião Lazaroni ficou com a missão.

- Ninguém conquista oito títulos por acaso! - desabafou o técnico Joel Santana durante a comemoração.

Agora, o Botafogo vai ter muito tempo para comemorar o título. Vão ser 20 dias até a próxima partida. E logo um clássico contra o Santos, que vem encantando o Brasil com um futebol alegre e ofensivo, no dia 8 de maio, às 18h30m, no estádio João Havelange, no Rio de Janeiro.

Já o Flamengo precisa se recompor porque tem um duelo decisivo pela Taça Libertadores na próxima quarta-feira, no Maracanã, contra o Caracas, da Venezuela. O Rubro-negro tenta a classificação para as oitavas-de-final da competição.


Herrera abre o placar; Vagner Love empata no fim do primeiro tempo

Os dois times entraram juntos em campo. Os alvinegros estavam de mãos dadas. El Loco Abreu veio acompanhado dos quatro filhos e fez questão de registrar o momento histórico tirando fotos. Leandro Guerreiro ganhou o primeiro duelo. Na moeda. Escolheu o campo esquerdo das cabines de rádio, onde o Flamengo normalmente gosta de começar a partida.

Adriano deu o primeiro toque na bola. E a decisão começou. Com 30 segundos, Fahel já fez a primeira falta. Vagner Love ficou caído no chão. Mas o Botafogo começou melhor. E insistia na velha e conhecida tática de cruzar bolas para a área rubro-negra. Logo aos dois minutos foi a primeira. Adriano, que estava ajudando a defesa, cortou de cabeça.

Com sete minutos de jogo, o Alvinegro já havia tentado quatro cruzamentos contra o gol de Bruno. Um deles com muito perigo. Falta em Herrera. Renato Cajá bateu para o meio da área. El Loco passou pela bola, que foi direto para o gol. Bruno, atento, defendeu.

Aos 12 minutos, Gutemberg de Paula não marcou uma falta escandalosa de Ronaldo Angelim em Herrera, que entrava na área rubro-negra. Lance para cartão amarelo, mas o árbitro preferiu dar apenas o tiro de meta para o Flamengo.

Logo depois, Herrera foi derrubado novamente, agora na entrada da área. Falta muito perigosa. Renato Cajá cobrou por cima da barreira, mas Bruno espalmou para escanteio. Antes da cobrança, Gutemberg de Paula avisou que não iria permitir o agarra-agarra na área. Mas parece que Ronaldo Angelim ignorou. E quando a bola viajou para a área, o zagueiro rubro-negro puxou com o braço direito o alvinegro Fábio Ferreira. Pênalti claro. Os rubro-negros ainda tentaram reclamar. Em vão. Herrera foi para a cobrança. Não pegou muita distância. Chute seco e forte no meio do gol. Bruno caiu no canto direito. Botafogo 1 a 0. Foi o 12º gol do atacante argentino pelo Botafogo, o nono no Carioca.

André Durão /GLOBOESPORTE.COM

Logo após o gol alvinegro, Andrade surpreendeu e chamou Vinícius Pacheco. O meia entrou no lugar de Toró logo aos 24 minutos do primeiro tempo. O Flamengo ficou mais ofensivo e passou a pressionar. Principalmente com Léo Moura pela direita. Aos 27, Adriano aproveitou o cruzamento e cabeceou por cima do gol de Jefferson. Foi a primeira chegada com perigo do Rubro-negro na partida.

Já Vinícius Pacheco caia pela esquerda. Fazia boas jogadas, mas errava no último passe. O Botafogo, com muita raça, defendia-se e buscava encaixar um contra-ataque. Mas tinha dificuldade de sair tocando a bola. Nervoso, Joel Santana agarrava a prancheta contra o corpo e não parava de olhar para o relógio na área técnica. Queria logo o fim do primeiro tempo. Enquanto isso, Adriano tentou outras duas conclusões. As duas para fora, sem muito perigo.

Vagner Love comemora o gol de empate

Aos 43 minutos, o Botafogo foi prejudicado. Somália recebeu em ótimas condições para marcar o segundo gol. Mas a arbitragem marcou impedimento. Para piorar, em seguida, o Flamengo empatou. Michael fez ótima jogada pela direita em cima de Fahel e cruzou. Adriano, que foi seguro por Fábio Ferreira, ainda conseguiu desviar de cabeça. David apareceu na segunda trave e se abaixou todo para cabecear. Jefferson ainda conseguiu defender. Mas a bola ficou limpa na pequena área e Vagner Love, o artilheiro do Campeonato Carioca, só empurrou para o fundo da rede. Tudo igual. E o atacante correu para comemorar com a torcida. Foi o 15º gol do rubro-negro na competição. O intervalo veio com a torcida rubro-negra avisando que "vai começar a festa".

Segundo tempo

Os dois times voltaram para o segundo tempo sem alterações. Mas o jogo caiu de qualidade. Eram muitos passes errados. Joel Santana resolveu colocar o talismã Caio em campo aos 15 minutos. Logo depois, Herrera girou na área e a bola saiu com perigo pela esquerda de Bruno.

O Flamengo respondeu com Vinícius Pacheco. Ele fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro. Vagner Love chegou desviando para o gol, mas Fábio Ferreira conseguiu tocar na bola, que saiu para escanteio.

O Botafogo voltou a insistir nos cruzamentos para a área. Mas sem tanto perigo.

Só que aos 25 minutos, o árbitro marcou uma falta inexistente de Willians em Edno. Na cobrança, após o cruzamento para a área, Maldonado puxou Herrera. Pênalti. E o rubro-negro, que já tinha cartão amarelo, acabou expulso.

E aí Loco Abreu fez jus ao apelido. Como Herrera já havia cobrado o primeiro, o uruguaio pegou a bola. Correu como se fosse soltar a bomba. Mas deu um toquinho de leve, com categoria, no meio do gol. A bola ainda beijou carinhosamente o travessão antes de entrar. Bruno caiu no canto esquerdo.

O jogo voltou a ganhar emoção. O Flamengo passou, mesmo desorganizado, a tentar pressionar. E após um cruzamento para a área, Fahel segurou Ronaldo Angelim na área. Outro pênalti bem marcado. Herrera perdeu a cabeça e peitou o árbitro. Acabou expulso.

Adriano, que voltava ao time após quatro partidas, pegou a bola. Foi bater. Mas do outro lado estava Jefferson. Bola rasteira no canto esquerdo. E o goleiro alvinegro se esticou para espalmar. Explosão de alegria na torcida do Botafogo. Jefferson deu pulos de alegria e foi logo abraçado pelos companheiros.

- Nunca perdi um pênalti e isso foi acontecer logo agora - lamentou Adriano, que foi consolado com a lembrança de que até Zico, maior ídolo da história do Flamengo, perdeu um pênalti na Copa do Mundo de 1986.

Petkovic só entrou em campo aos 40 minutos do segundo tempo. O Flamengo melhorou. Mas já era tarde. Faltava pouco tempo para a partida terminar. Vagner Love ainda aproveitou sobra na área e chutou rasteiro. Jefferson, de novo, defendeu. Sem direito a rebote. Até o goleiro Bruno tentou ir duas vezes para a área alvinegra cabecear. Mas sem sucesso. O Botafogo é campeão!

Leandro Guerreiro levantou a taça. Lucio Flavio, que acompanhou a partida da tribuna, também correu para o gramado para a festa.

Ficha técnica:

FLAMENGO 1 x 2 BOTAFOGO
Bruno, Leonardo Moura (Petkovic), David, Ronaldo Angelim e Rodrigo Alvim; Toró (Vinícius Pacheco), Maldonado, Willians e Michael (Fierro); Vagner Love e Adriano. Jefferson, Fahel, Antônio Carlos e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Renato Cajá (Edno), Túlio Souza (Caio) e Somália; Herrera e Loco Abreu.
Técnico: Andrade. Técnico: Joel Santana.
Gols: Herrera aos 23 minutos e Vagner Love aos 45 minutos do primeiro tempo; Loco Abreu aos 27 minutos do segundo tempo

Cartões amarelos: Renato Cajá, Somália, Alessandro, Túlio Souza, Fábio Ferreira, Leandro Guerreiro, Fahel (Botafogo); Bruno, Toró, Maldonado, Vagner Love, Vinícius Pacheco, Rodrigo Alvim, David, Vinícius Pacheco (Flamengo).

Cartões Vermelhos: Maldonado, (Flamengo); Herrera (Botafogo)

Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

Data: 18/04/2010.

Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca.

Auxiliares: Wagner de Almeida Santos e Jackson Lourenço Massara dos Santos.

Público: 50.303 pagantes / 60.748 presentes

Button repete o show da Austrália, vence a segunda e vira líder

Pista molhada, ousadia na estratégia, champanhe no alto do pódio. Com os mesmos ingredientes da Austrália, Jenson Button repetiu a receita no GP da China e conseguiu neste domingo sua segunda vitória na temporada da Fórmula 1, liderando a dobradinha da McLaren à frente de Lewis Hamilton. A diferença desta vez é que o triunfo no circuito de Xangai coloca o atual campeão mundial no topo da classificação. Para chegar lá, ele caprichou na tática dos pneus e atravessou 56 voltas de uma corrida cheia de episódios polêmicos.

O maior deles - ao menos para os brasileiros - foi o fogo amigo de Fernando Alonso para cima de Felipe Massa. O espanhol ultrapassou o companheiro da Ferrari na entrada dos boxes, numa manobra pouco comum entre colegas de equipe. Massa acabou não conseguindo se recuperar na chuva e terminou em nono. Alonso, que já tinha queimado a largada, foi o quarto, logo atrás de Nico Rosberg, da Mercedes, que completou o pódio atrás das McLarens.

agência /Reuters

Chuva de champanhe: Button festeja a vitória no GP da China, que o coloca na liderança do campeonato

Classificação do Mundial de Pilotos:
1 Jenson Button (ING) 60
2 Nico Rosberg (ALE) 50
3 Fernando Alonso (ESP) 49
4 Lewis Hamilton (ING) 49
5 Sebastian Vettel (ALE) 45
6 Felipe Massa (BRA) 41
Clique aqui e veja a tabela completa

Massa chegou à China como líder do campeonato e deixará o país – assim que o caos aéreo permitir – na sexta posição, com 41 pontos. Button lidera com 60, seguido por Rosberg (50), Alonso (49) e Hamilton (49). Quem também não teve motivos para sorrir em Xangai foi o pole Sebastian Vettel, da RBR, que novamente não conseguiu comprovar na corrida a qualidade da equipe. O alemão terminou em sexto, logo à frente do companheiro Mark Webber.

Por falar em alemão, Michael Schumacher voltou a sofrer com a nova geração da F-1. Após brigar com os mais jovens durante toda a corrida, ele foi superado por Massa no fim e ficou em décimo, à frente de Adrian Sutil, da Force India. Rubens Barrichello, da Williams, veio na 12ª posição. Bruno Senna, da Hispania, cruzou em 16º, e Lucas di Grassi, da VRT, abandonou.

Agência/Reuters

Fernando Alonso (à direita) queimou a largada e, em seguida, foi punido pela direção da prova

Assim como na Austrália, a chuva deu as caras na China poucos minutos antes da largada. A direção da prova, no entanto, não considerou o asfalto molhado o suficiente para obrigar a troca dos pneus, e as equipes optaram por manter os slicks.

Alonso queima a largada

Antes de as luzes vermelhas se apagarem, um afobado Alonso se movimentou e assumiu a ponta, seguido por Webber, Vettel e Rosberg. Button se manteve na quinta posição, e Massa continuou em sétimo em meio a várias brigas por ultrapassagens.

Uma delas, ainda na primeira volta, fez Vitantonio Liuzzi, da Force India, rodar e atingir em cheio Sebastien Buemi, da STR. A confusão também forçou o abandono de Kamui Kobayashi, da Sauber, e provocou a primeira entrada do safety car, enquanto a chuva começava a aumentar novamente.

Com a pista úmida, Rubens Barrichello, Adrian Sutil e Jaime Alguersuari entraram nos boxes para colocar pneus intermediários, decisão seguida por quase todos os outros pilotos. Quase todos. Button permaneceu na pista com os slicks, e foi neste momento que ele começou a ganhar a corrida. O inglês pulou para a segunda colocação, atrás de Rosberg, que também não foi para os boxes, assim como Robert Kubica e Vitaly Petrov.

Alonso superou Pedro de la Rosa e assumiu a quinta posição, mas teve de passar pelos boxes no fim da quarta volta, punido por ter queimado a largada. Schumacher foi o primeiro a trocar os pneus intermediários pelos slicks, seguido pela maioria do grid na sexta volta.

Hamilton e Schumi travam duelo

A chuva e a troca de pneus deixaram Hamilton para trás, mas o campeão de 2008 começou a dar seu show particular. Ganhou a 11º posição ao ultrapassar Barrichello e partiu para cima dos carros da RBR. Primeiro superou Webber. Depois Vettel. E na 15º volta passou a travar com Schumacher o melhor duelo da corrida. Durante duas voltas o inglês da McLaren atacou o heptacampeão, mas só conseguiu passar na 17ª, após várias trocas de posição na pista. Schumi, por sinal, sofreu na mão dos pilotos mais jovens e foi superado pelo compatriota Vettel numa manobra espetacular.

O destino da prova mudou quando Rosberg cometeu um erro e saiu da pista. Button aproveitou para tomar a liderança. Foi quando a chuva começou a apertar, e os pilotos voltaram aos boxes, colocar os pneus intermediários e provocaram mais mudanças de posições.

O safety car apareceu outra vez na 21ª volta, quando Alguersuari tocou em Bruno Senna e ficou com a asa dianteira solta, deixando detritos pelo caminho. Notícia ruim para Button, que viu evaporar uma vantagem superior a 40 segundos.

Agência/Reuters

Mais uma vez, Button conseguiu poupar os pneus na chuva e garantiu a vitória no GP da China

Cinco voltas depois, na relargada, Hamilton superou Schumacher de novo e assumiu o quinto lugar. O inglês continuou escalando o pelotão da frente e deixou para trás os dois pilotos da Renault: Petrov, na 27ª volta, e Kubica, na 29ª. A partir daí, passou a brigar com Rosberg pela segunda posição. O alemão chegou a ser superado e deu o troco na pista, mas perdeu a disputa nos boxes. Lewis parou primeiro e trocou os intermediários. Na volta seguinte, foi a vez de Rosberg e Button, que já estavam com seus compostos desgastados. O líder conseguiu manter sua posição no retorno, mas o piloto da Mercedes foi superado pelo rival da McLaren.

Fernando Alonso também conseguiu uma bela recuperação ao ganhar as posições de Sutil, Petrov e Kubica para chegar à quarta colocação na 37ª passagem. A nove voltas do fim, Massa assumiu a décima posição ao superar Alguersuari. Em seguida, ele aproveitou que Schumi corria com os pneus desgastados e pulou para o nono lugar. Bem antes disso, o brasileiro tinha sido superado por Alonso na entrada dos boxes. Apesar da manobra polêmica, Felipe preferiu não criticar o companheiro (veja no vídeo).

Já praticamente sem pneus, Button viu a aproximação de Hamilton e quase colocou tudo a perder com um erro a quatro voltas da bandeirada final, mas retornou à pista e se manteve à frente. Com a repetição do roteiro da Austrália, a Fórmula 1 agora tem novo líder - um líder, por sinal, bem acostumado com o topo da classificação.

Confira o resultado final do GP da China:

Melhor volta: Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m42s061, na 13ª
Pos Piloto País Equipe Tempo
1 Jenson Button ING McLaren-Mercedes 56 voltas em 1h44m42s163
2 Lewis Hamilton ING McLaren-Mercedes a 1s530
3 Nico Rosberg ALE Mercedes a 9s484
4 Fernando Alonso ESP Ferrari a 11s869
5 Robert Kubica POL Renault a 22s213
6 Sebastian Vettel ALE RBR-Renault a 33s310
7 Vitaly Petrov RUS Renault a 47s600
8 Mark Webber AUS RBR-Renault a 52s172
9 Felipe Massa BRA Ferrari a 57s796
10 Michael Schumacher ALE Mercedes a 1m01s749
11 Adrian Sutil ALE Force India-Mercedes a 1m02s874
12 Rubens Barrichello BRA Williams-Cosworth a 1m03s665
13 Jaime Alguersuari ESP STR-Ferrari a 1m11s416
14 Heikki Kovalainen FIN Lotus-Cosworth a 1 volta
15 Nico Hulkenberg ALE Williams-Cosworth a 1 volta
16 Bruno Senna BRA Hispania-Cosworth a 2 voltas
17 Karun Chandhok IND Hispania-Cosworth a 4 voltas
Não classificados:
Jarno Trulli ITA Lotus-Cosworth a 30 voltas/abandono
Lucas di Grassi BRA VRT-Cosworth a 48 voltas/mecânico
Pedro de la Rosa ESP Sauber-Ferrari a 49 voltas/motor
Sebastien Buemi SUI STR-Ferrari a 56 voltas/acidente
Kamui Kobayashi JAP Sauber-Ferrari a 56 voltas/acidente
Vitantonio Liuzzi ITA Force India-Mercedes a 56 voltas/acidente
Timo Glock ALE VRT-Cosworth a 56 voltas/mecânico

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