domingo, 30 de outubro de 2011

Transforme suas fotos em imagens 3D !

O Start 3D é o mais simples e rápido para criar uma imagem em três dimensões e compartilhar com seus amigos e familiares. A primeira coisa a fazer é se cadastrar. E-mail, senha e pronto! Fácil assim. Depois, tudo o que você tem a fazer é subir para o site 2 fotos "quase" idênticas. O truque para criar a imagem 3D é capturar as duas fotos lado a lado movendo a câmera aproximadamente a mesma distância entre os olhos, algo em torno de 7 centímetros para o lado. Depois o site se encarrega do resto. Os resultados ficam bem legais.

Já o PhotoFace transforma seus retratos em uma espécie de 3D; e ainda tem uma dezena de opções para você incrementar e brincar com a imagem. Aqui, não é preciso se cadastrar, nem nada; basta acessar o site e fazer o upload do seu retrato. Mas atenção, para obter um resultado melhor, você deve estar sem cabelo no rosto, sem chapéu... nada de caretas! e, lógico, de frente para a câmera. A partir daí é só esperar alguns segundos e pronto, está criado seu novo avatar. Depois é deixar a criatividade fluir. Escolha o humor do seu clone, coloque barba, bigode, mude o cabelo, a roupa... brinque até cansar e depois compartilhe com a galera. Certeza que seus amigos vão se surpreender.

O 3Defy requer um pouquinho mais de dedicação, mas é sensacional! A primeira boa notícia é que aqui você também não precisa se cadastrar: é só sair usando. Basta escolher a foto que quer transformar em 3D e a diversão começa. Primeiro, determine através da função de "criar objetos" o que você quer destacar no primeiro plano. Isso, você faz fácil, pintando a área que deseja selecionar. Depois, na opção "Push and Pull", você destaca o objeto na imagem. Melhore a sensação de 3D adicionando textura aos objetos. Se quiser criar outros planos ou destacar mais objetos é só repetir o processo. O resultado é surpreendente, dá só uma olhada. Experimente, quanto mais você se familiariza com a ferramenta, melhores os resultados.

E aí, pronto para levar suas fotos para a 3ª dimensão? Quer começar a brincar e criar agora mesmo? Você já sabe: todos os links para esses sites estão junto com o texto desta matéria. Não perca tempo, acesse e faça suas fotos saltarem aos olhos da galera.

http://www.3defy.com/modeler
http://host-d.oddcast.com/php/application_UI/doorId=357/clientId=1/
http://www.start3d.com/pt/


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Morre o radialista Luiz Mendes, o 'comentarista da palavra fácil'

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Luiz Mendes radialista  (Foto: Divulgação Site PUC-RS)
Luiz Mendes participava da mesa-redonda aos domingos (Foto: Divulgação Site PUC-RS)

Por mais de 60 anos, Luiz Mendes iniciava suas transmissões, seja como locutor ou comentarista esportivo, com o conhecido bordão "Minha gente..." Era a forma que encontrava para invadir com simplicidade e gentileza a intimidade dos ouvintes e também telespectadores. Não à toa, ganhou logo o título de "comentarista da palavra fácil". A fala mansa, direta, simples e segura caiu no gosto popular. E nesta quinta-feira, esse público que tanto aguardava suas opiniões perdeu uma das mais admiradas e poderosas vozes do rádio brasileiro. O gaúcho de Palmeiras das Missões morreu no Rio de Janeiro aos 87 anos, deixando viúva a atriz e radialista Daisy Lucidi, com quem viveu por mais de 50 anos e teve um filho, que lhe deu netos e uma bisneta.

Luiz Mendes sofria há muitos anos com o diabetes. Ele estava internado no CTI do Hospital São Lucas, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, desde o dia 17 de outubro. A assessoria do hospital ainda não informou a causa da morte. Antes de o estado se agravar, Mendes já não saía mais de casa. Mas participava do "Enquanto a bola não rola", mesa-redonda da Rádio Globo aos domingos, e tinha um quadro chamado "Da pelada ao Pelé" no "Globo Esportivo", programa apresentado por José Carlos Araújo no fim de tarde, de segunda a sexta. Em "Da pelada ao Pelé", Mendes contava suas principais lembranças do mundo do futebol.

Torcedor do Grêmio e do Botafogo - o clube alvinegro já decretou luto oficial de três dias -, Luiz Mendes teve uma trajetória intimamente ligada à história do rádio e da TV. Afinal, das 19 Copas do Mundo, participou simplesmente de 16. Ficou fora apenas das de 1930, 1934 e 1938 por ainda ser garoto. Mas em 1950 já era o locutor que narrou com a voz embargada o gol de Gigghia no Maracanazo da Copa de 1950, quando o Uruguai bateu o Brasil por 2 a 1 na final e deixou o país em profunda tristeza.

http://s.glbimg.com/es/ge/f/original/2011/10/27/imagem2.jpg

Se no rádio Luiz Mendes teve sua marca registrada, na TV sua passagem também foi marcante. Ele participou da primeira transmissão de TV colorida no Brasil, em 1972. Ainda na telinha, pela TV Rio, apresentou programas como TV-Rinque e a Grande Revista Esportiva Facit. Depois, participou por muito tempo da mesa-redonda da TV Educativa, no Rio.

Grande Resenha Facit

Mas a participação na TV mais emblemática foi como âncora da Grande Resenha Facit, primeira mesa-redonda da TV, apresentada nas TVs Rio e Globo nos anos 60. a mesa era uma reunião de comentaristas de renome. Craques como João Saldanha, Armando Nogueira, Nelson Rodrigues, José Maria Scassa, Hans Henningsen (o “Marinheiro Sueco”), Vitorino Vieira, o ex-artilheiro Ademir de Menezes discutiam, com paixão de torcedor, de forma acalorada, o desempenho dos clubes cariocas, principalmente nos jogos disputados no Maracanã.

A ideia da mesa-redonda foi do então diretor da TV Rio, Walter Clark, depois de assistir a um debate político entre os comentaristas Oliveira Bastos, Murilo Mello Filho e Villas-Boas Corrêa.

A primeira versão do programa foi em 1963, na TV Rio, com o nome de Grande Revista Esportiva. Passou a se chamar Grande Resenha Facit após receber patrocínio da empresa Facit, fabricadora de máquinas de escrever. A mesa-redonda foi levada para a TV Globo em setembro de 1966.

Luiz Mendes radialista  (Foto: Divulgação Flick Karine Viana)
Locutor que narrou no rádio o gol de Gigghia na final da Copa de 1950, Luiz Mendes foi na TV âncora da melhor mesa-redonda, a da Facit, nos anos 60 (Foto: Divulgação Flick Karine Viana)

Grandes paixões

A grande paixão de Luiz Mendes, no entanto, foi o rádio. Em 1944, Luiz, aos 19, chegava à Rádio Globo vindo da Rádio Farroupilha cheio de sonhos. Um deles era conhecer a menina atriz Daysi Lucidi, que ouvia numa peça de rádio-teatro. Luiz, que havia se encantado com aquele trabalho, nunca poderia imaginar que mais tarde viveria com ela um conto de fadas.

Apoiado pelo brilhante Heron Domingues, um dos bambas do rádio brasileiro e depois da TV, com quem dividiu quarto numa pensão, Luiz Mendes teve logo a bênção de ninguém mais ninguém menos do que Roberto Marinho. Em 1946, já ganhava concurso popular de melhor locutor esportivo. Anos depois, como comentarista, seja pela Rádio Globo, onde trabalhou por grande período de sua carreira, seja pela Rádio Tupi, onde teve boa passagem, conquistou milhões com seu jeito simples e o profundo conhecimento sobre futebol. Considerado uma enciclopédia ambulante, era carinhosamente chamado pelos colegas de trabalho de "Mestre".

Homenagem de Luxa

O técnico do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo, postou no seu blog homenagem a Luiz Mendes com o título de "Adeus, comentarista da palavra fácil".

"Meus sentimentos a toda família do radialista e jornalista Luiz Mendes. Desde que comecei no futebol aprendi a respeitá-lo e reverenciá-lo pelo seu conhecimento no futebol e pelo equilíbrio em suas análises ao longo de sua carreira. Estou triste porque ele marcou uma fase importante da minha vida no futebol. É sem dúvida uma grande perda no meio de comunicação, principalmente no rádio, do Brasil. Descanse em paz, comentarista da palavra fácil."

12 códigos antispam engraçados ou difíceis de ler

Sabe aquelas imagenzinhas distorcidas que alguns sites pedem para você escrever quando vai completar um cadastro, postar um comentário em rede social ou enviar qualquer tipo de informação pela web? Elas se chamam CAPTCHAs. O acrônimo significa “Teste Turing Público Completamente Automático Usado para Diferenciar Humanos de Computadores”, em tradução livre.

O CAPTCHA é usado em sites para que seja possível discernir se você é um robô programado para fazer spam ou uma pessoa de verdade. Não que isso seja alguma garantia, já que alguns spammers burlam tanto o programa quanto o trabalho de digitar as letrinhas para poder infernizar a vida de alguns sites.

Em homenagem aos queridos CAPTCHAS que já encontramos por aí, o site Oddee resolveu listar 12 que são, no mínimo, curiosos. Divirta-se com a lista.

1 - Já teve a sensação de estar sendo xingado pelo CAPTCHA? Em alguns casos a montagem aleatória de letras ou palavras dá resultados bem engraçados e inusitados.

Inclusão de CAPTCHA no Google. (Foto: Oddee)
Inclusão de CAPTCHA no Google. (Foto: Oddee)

2 – Esse é outro caso em que as letras aleatórias do CAPTCHA acabaram formando uma expressão no mínimo embaraçosa.

Outra inclusão de código no Google. (Foto: Oddee)
Outra inclusão de código no Google. (Foto: Oddee)

3 – Aqui, o site brinca com o CAPTCHA cujas letras poderiam formar as palavras “shot jews” que significa “atiramos em judeus” em inglês.

Inclusão de código no Google Adwords. (Foto: Oddee)
Erro padrão no Google, com código. (Foto: Oddee)

4 – Outra expressão formada pelas letras, dessa vez com palavras que poderiam ser “kill its family”, que significa “mate a família dele(a)”.

Erro padrão no Google, com inclusão de código. (Foto: Oddee)
Inclusão de código em fórum. (Foto: Oddee)

5 – Esse CAPTCHA certamente acha ou que os usuários têm muito tempo na web ou que é realmente divertido ficar inserindo símbolos.

Inclusão de código em fórum. (Foto: Oddee)
Inclusão de código com símbolos. (Foto: Oddee)

6 – Esse código é tão difícil de enxergar, mas tão difícil, que nem spammers e nem usuários... Aliás, ninguém deve conseguir passar pelo site.

Inclusão de código com símbolos.  (Foto: Oddee)
Inclusão de código em cadastro. (Foto: Oddee)

7 – Esse é mais um caso em que a ordem aleatória de letras forma uma palavra engraçada.

Formação de palavra em CAPTCHA. (Foto: Oddee)
Formação de palavra em CAPTCHA. (Foto: Oddee)

8 – Esse aqui queria dificultar também. O problema é que fica difícil saber quais são as letras em destaque e quais não são.

Inclusão de código com letras embaralhadas. (Foto: Oddee)
Código com letras embaralhadas. (Foto: Oddee)

9 – Um CAPTCHA para fãs de matemática. Outro site que aposta no tempo do usuário para ficar inserindo CAPTCHAs.

CAPTCHA com símbolos de matemática. (Foto: Oddee)
CAPTCHA com símbolos de matemática. (Foto: Oddee)

10 – É realmente difícil ver texto nessa imagem. Outra que dificulta a vida de spammers e usuários normais.

CAPTCHA com símbolos de matemática. (Foto: Oddee)
CAPTCHA mesclado com cores. (Foto: Oddee)


11 – Esse CAPTCHA do Delicious também parece testar a visão dos internautas.

CAPTCHA mesclado com cores. (Foto: Oddee)
CAPTCHA no Delicious. (Foto: Oddee)

12 – Esse é quase uma mistura de CAPTCHA com teste de aptidão de Q.I. E dá-lhe tempo para ficar inserindo códigos antispam na web...

CAPTCHA com símbolos e figuras. (Foto: Oddee)
CAPTCHA com símbolos e figuras. (Foto: Oddee)

Agora, depois de ver esses, você certamente vai lembrar daquela vez em que topou com uma sequência de cinco ou mais CAPTCHAS que simplesmente não conseguiu entender, até simplesmente desistir e sair do site. Tudo para manter (ou tentar manter) nossos queridos spammers fora da web.

sábado, 22 de outubro de 2011

ULTRAMAN SAGA


ULTRAMAN SAGA O longa-metragem Ultraman Saga, que havia sido anunciado para fevereiro de 2012, foi reprogramado para 24 de março de 2012. O último filme não fez grande bilheteria ao concorrer na disputada temporada de Natal no Japão e a Tsuburaya preferiu lançar seu novo filme em uma época mais neutra. O filme terá versões em 2D e 3D.
Mas a grande notícia para os fãs brasileiros é que Susumu Kurobe, o Hayata, voltará para se transformar no primeiro Ultraman. Aos 72 anos, ele irá interpretar o icônico personagem, sendo o recordista no Japão a viver um mesmo personagem por tanto tempo (desde 1966).
Agora no campo das especulações, é difícil que outros atores clássicos não apareçam, ao menos um pouco. E provavelmente, o dublador de Ultraman Zero, o badalado astro Mamoru Miyano, será oficializado como o rosto humano do herói. Ele apareceu como alter ego humano de Zero num stage show recentemente e deve finalmente aparecer se transformando na nova aventura. Sobre esse novo filme, pouco tem sido divulgado, mas a julgar pelo alto nível das últimas produções, tem tudo para empolgar fãs de várias gerações.

ULTRAMAN - CONCERTO COMEMORATIVO DOS 45 ANOS

Concerto histórico: Em destaque (da esq. p/ dir.):
Isao
Sasaki, Mamoru Miyano e
Tomohiro Yamaguchi, líder do Voyager.


BOLETIM SUSHI POP 11 (By Alexandre Nagado)

Em 3 de dezembro, haverá em Tokyo o show Ultraman Family Concert, em comemoração pelos 45 anos da franquia. A voz poderosa de Isao Sasaki (Yamato, Metalder, Goranger, Ultraseven 99) irá abrilhantar o espetáculo de gala, que terá ainda o dublador e cantor Mamoru Miyano (a voz de Ultraman Zero), a banda Voyager e os atores Susumu Kurobe (Hayata, o Ultraman original), Koji Moritsugu (Dan Moroboshi, o Ultraseven), Ryu Manatsu (Gen Ootori, o Ultraman Leo), Shota Minami (o Rei/Reimon, de Dai Kaiju Battle) e Takeshi Tsuruno (Shin Asuka, o Ultraman Dyna).

O evento irá acontecer no luxuoso auditório da Fundação Cultural Kawaguchi Lilia. Para o público fora do Japão, resta esperar o lançamento em DVD/Blu-ray e fragmentos disso no YouTube.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Parada Funk no Centro só com limite de volume

Se já não bastasse a manifestação de qualquer tipo de tribo no centro da cidade, agora o nosso glorioso Governo do Estado + Prefeitura liberam o Centro do Rio de Janeiro no dia 30 para um Baile Funk ao ar livre, com uma duração aproximada de 10 horas, é isso aí 10 horas de baile funk ao ar livre e ainda com uma reclamação, que o Iphan-Rio impõs limites no volume do som.

Leia abaixo a reportagem do site do jornal o Dia.

Parada Funk no Centro só com limite de volume

Iphan exige que som de evento programado para dia 30 não seja alto demais. Medida nunca foi imposta ao bloco Cordão da Bola Preta e provocou mal-estar entre artistas

Rio - A decisão do Iphan-Rio de impor regras e limite de volume para o ‘Rio Parada Funk’, megaevento cultural que deve acontecer dia 30 na Cinelândia, provocou mal-estar entre artistas e amantes do estilo. Segundo a assessoria do instituto, a medida é uma forma de preservar prédios da região que são tombados, como o Theatro Municipal, pois a “batida forte do funk” e as “caixas de som monstruosas” usadas no evento podem causar danos ao patrimônio.

O coordenador do evento, Mateus Aragão, garante que o evento não será embargado e diz preferir acreditar que o Iphan não tenha preconceito contra o funk.

Foto: Eduardo Naddar / Agência O Dia
Multidão do Cordão da Bola Preta se diverte entre o Theatro Municipal e o Museu Nacional de Belas Artes | Foto: Eduardo Naddar / Agência O Dia

As exigências geraram controvérsia entre MCs e o público, que estranharam a dificuldade imposta para a realização da Parada, tendo em vista que o Cordão da Bola Preta, bloco de Carnaval que desfila há anos na região, não sofre as mesmas restrições. Só neste ano, o bloco reuniu 2 milhões de foliões na Cinelândia. Para a festa funk, a estimativa é de 100 mil pessoas.

Presidente da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk), Mc Leonardo ressalta a importância do evento como manifestação política. “O Rio Parada Funk vai coroar todas as nossas conquistas. É importante que aconteça na Cinelândia. É até uma forma do público mostrar que respeita as leis e a cidade. Será um evento pacífico”, declarou.

Com o objetivo de combater o preconceito contra a cultura funk, o evento promoverá palestras sobre sexo seguro, voto, entre outros temas, além de oficinas de dança e fotografia. Serão montados 9 palcos, onde se apresentarão artistas como Mr. Catra e MC Alan e os MCs Marcinho e Sapão.

Dez horas de música e debates

Funk, cidadania e informação. Das 10h às 14h do dia 30, haverá também palestras e debates sobre temas como sexo seguro e primeiro voto e oficinas de danças, como dança de rua, e de fotografia.

Para animar o baile,que começa às 10h e vai até as 20h, serão 10 equipes de som, 50 DJs e 40 MCs. Está confirmada a presença das equipes Duda’s, Big Mix e Cash Box, os DJs Grandmaster Raphael, Marlboro, Sany Pit Bull, Mr. Catra e seu filho, MC Alan, MC’s Marcinho, Créu, Sabrina, Junior e Leonardo, Cidinho, Parafuso e Sapão.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Fifa anuncia tabelas da Copa 2014 e da Copa das Confederações: seleção só joga no Rio no Mundial se for à decisão


http://oglobo.globo.com/fotos/2011/10/20/20_MAA_esp_maracana_001.jpg

RIO - O Maracanã, principal palco do futebol brasileiro, só receberá a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014 se a equipe hoje comandada pelo técnico Mano Menezes chegar à final. O Rio de Janeiro sediará a partida de encerramento do Mundial, e São Paulo, o jogo de abertura, que será também o da estreia da seleção. Na primeira fase o Brasil jogará também em Fortaleza e Brasília. A Fifa anunciou na tarde desta quinta-feira, em Zurique, na Suíça, a tabela da Copa, com datas e locais, e também as sedes da Copa das Confederações, em 2013, evento que servirá de teste para o Mundial.

Indagado sobre o motivo de o Maracanã só receber a seleção brasileira em uma partida, e mesmo assim no caso de classificar-se à final, o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local, Ricardo Teixeira, preferiu não responder. Em vez de explicar a ausência do Rio no caminho da seleção na Copa, apenas declarou:

- Se Deus quiser vamos chegar à final, tenho certeza absoluta disso.

Além de São Paulo, com a abertura da Copa do Mundo, e do Rio de Janeiro, com a final, foram contempladas Belo Horizonte, com uma das semifinais (a outra será em São Paulo) e Brasília, com a decisão do terceiro lugar.

É se Deus não quiser ! Por causa de toda a corrupção, robalheiras, reforma de Marcanã de 1 bilhão de reais, a Seleção Brasileira não vai jogar no Marcanã na copa do mundo.

O Flamengo e Fluminense agradecem, provavelmente vão dividir o estádio nos seus jogos, já que provavelmente o Maracnã será cedido igual o Engenhão aos dois clubes.

Viva a CBF, Sergio Cabral, Eduardo Paes e todos os otários, nóis que pagamos essa reforma absurda do maracanã e além de não podermos assistir nehum jogo, pois não pagarei 200,00 ou mais para assitir um jogo que não seja do Brasil e a final, claro que não chegaremos então dane-se Copa do Mundo.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Piloto inglês morre após grave acidente com 15 carros na Indy

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O piloto inglês Dan Wheldon, 33, morreu depois de se envolver em um grave acidente com 15 carros durante o GP de Las Vegas da Indy neste domingo nos Estados Unidos.

No acidente, o carro de Wheldon 'voou' sobre os outros na volta 11 e pegou fogo.


O inglês chegou a ser transportado, em estado grave, a um hospital de helicóptero, mas não resistiu aos ferimentos.

"Foi horrível um acidente horrível", disse o piloto canadense Paul Tracy. "Muitas rezas agora para Dan", declarou antes de saber da morte.

O piltoto australiano Ryan Briscoe disse que nunca tinha visto um acidente assim em sua carreira. "Tivemos que dirigir entre muitos destroços parecia uma cena de guerra do filme "O Exterminador do Futuro" ou algo parecido".


Robert Laberge/Getty Images / France Presse
Carro pega fogo em acidente que envolveu 15 pilotos em Las Vegas; clique na foto e veja galeria
Carro de Dan Wheldon pega fogo em acidente que envolveu 15 pilotos; clique na foto e veja galeria
Darron Cummings-27.set.2011/Associated Press
O piloto Dan Wheldon, em setembro deste ano; clique na imagem e veja mais fotos da carreira do inglês
O piloto Dan Wheldon, em setembro deste ano; clique na imagem e veja mais fotos da carreira do inglês

A prova foi suspensa logo depois do acidente. O brasileiro Tony Kanaan, da KV, liderava. Depois da confirmação da morte, os pilotos voltaram à pista e deram voltas em homenagem ao inglês.

A corrida em Las Vegas foi a última da temporada e Will Power (Penske) e Dario Franchitti (Ganassi) disputavam o título. Com o acidente, Franchitti acabou como campeão.

LUTO

Dan Wheldon, que ganhou a tradicional prova de Indianápolis este ano e em 2005, buscava o prêmio de US$ 5 milhões (cerca de R$ 9 milhões) e um lugar na temporada de 2012 da Indy.

Segundo a mídia americana, o inglês era o favorito para substituir Danica Patrick, que se despede da categoria --ano que vem ela correrá na Nascar.

Na Indy, chegou a ser vice-campeão da temporada em 2004 e 2006. Ganhou na categoria 133 corridas, conquistou cinco poles e 16 vitórias em dez anos.

Wheldon, que morava na Flórida, era casado com Susie Behm desde 2008 e tinha dois filhos: Sebastian, de dois anos, e Oliver, de sete meses.


Reprodução
Homenagem feita pela Indy em sua página na internet ao piloto inglês Dan Wheldon
Homenagem feita pela Indy em sua página na internet ao piloto inglês Dan Wheldon

Robert Laberge/Getty Images / France Presse
Mega acidente na prova de Las Vegas da Indy atingiu 15 carros
Mega acidente na prova de Las Vegas da Indy atingiu 15 carros

domingo, 16 de outubro de 2011

Roubalheira recorde





Os deputados estaduais do Amapá estão recebendo uma verba indenizatória, paga além do salário, de R$ 100 mil por mês. Mas quem se impressiona com mais esse absurdo? Para qualquer lado que se olhe neste país, em qualquer direção que se procure, lá se encontram marginais travestidos de homens públicos que não hesitam em meter a mão no dinheiro que é de todos, locupletando-se à custa dos brasileiros que, vergados sob o peso de uma das mais onerosas cargas tributárias do mundo, assistem impotentes ao espetáculo da corrupção e da ineficiência no trato da coisa pública. Não há faxina que possa dar conta deles. As evidências que diariamente vêm à tona demonstram que em todos os níveis, em todos os poderes, em todos os partidos em todos os Estados e municípios, a corrupção se alastra. Basta procurar, que se encontra.
O escândalo da vez vem do Estado amazônico que José Sarney escolheu para representar no Senado. Lá, a Polícia Federal levou a cabo a Operação Mãos Limpas, cujo relatório final o Estado divulgou no domingo passado. O inquérito foi feito com a colaboração de técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) e revela o envolvimento de membros dos Três Poderes estaduais, do Tribunal de Contas e da prefeitura da capital, Macapá, em desvios de recursos públicos que somaram, ao longo de dez anos, cerca de R$ 1 bilhão.
Mesmo diante dessa enormidade a trampolinagem praticada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa amapaense pode ser considerada de primeira grandeza. Em junho, na maior moita, a verba indenizatória dos 24 deputados estaduais foi elevada para inacreditáveis R$ 100 mil por mês. Essa verba indenizatória é quase três vezes maior do que a paga pela Assembleia de Alagoas – de R$ 39 mil –, considerada recordista em generosidades no trato de seus deputados,
até que se conheceram os hábitos amapaenses. E corresponde a sete vezes o que os deputados federais recebem para cobrir as mesmas despesas gerais de aluguel, transporte e consultoria. Os responsáveis pela decisão são o presidente da Assembleia, Moisés Souza (PSC), e o primeiro-secretário da Mesa, Edinho Duarte (PP). Ambos integram com destaque a lista dos indiciados pela Operação Mãos Limpas, acusados de participar de um esquema de emissão de notas frias destinadas a mascarar o desvio de verbas públicas.
Mas o que dá a exata medida da podridão que infesta a vida pública do Estado é a história de um personagem que, se fosse de ficção, seria simplesmente inacreditável. Mas é de carne e osso. José Julio de Miranda Coelho comandou a Polícia Militar, presidiu a Assembleia Legislativa por dois mandatos consecutivos e era presidente do Tribunal de Contas quando foi preso no ano passado pela Operação Mãos Limpas, sob a acusação de desvios num montante de R$ 190 milhões, e solto em março último. É suspeito do assassínio de um policial federal, cuja arma foi encontrada na sua casa, além de responder à acusação de pedofilia. Possui cerca de 100 imóveis, alguns deles em São Paulo, tudo em nome de laranjas. Pois é esse o homem que manda no dia a dia da política amapaense.
Lá, tudo é feito à sua imagem e semelhança.
A Assembleia Legislativa, que ele presidiu por duas vezes, por exemplo, está caindo aos pedaços. A verba que sobra para a farra dos deputados falta para manter o prédio em condições minimamente dignas. A Casa tem 3.121 funcionários, apenas 134 efetivos. Os demais são nomeados pelos deputados. Mas não são encontrados no prédio, até porque a maior parte é constituída de fantasmas. Entre os quase 3 mil comissionados, outra revelação inacreditável: 626 ocupam o cargo de agentes parlamentares da presidência; 272 atuam como agentes especiais da presidência e 89 são assessores especiais da presidência.
Ao todo, 987 para servir ao chefe do Legislativo.
E este, o deputado Moisés Souza, tem para o fato uma explicação absolutamente cínica: “Seria uma hipocrisia se tivéssemos tantos funcionários que não pudessem percorrer o Estado e manter contato com nossas bases eleitorais. São esses gastos (a verba de R$ 100 mil) que aumentam a qualidade dos trabalhos dos deputados do Amapá”. Haja desfaçatez!

sábado, 15 de outubro de 2011

Primeira TV do mundo a combinar 3D sem óculos e Resolução 4k é apresentada no Japão

A Toshiba fez alguns anúncios de pré-exposição para a CEATEC, que começa amanhã em Tóquio, Japão. Juntamente com um par de gravadores Blu-ray, a empresa anunciou a REGZA 55×3, a primeira TV do mundo que, além de suportar conteúdo QFHD (quad full hd ou 4x FullHD), consegue exibir imagens 3D sem a necessidade de óculos especiais.

REGZA 55×3, a primeira TV QFHD 3D glassless do mundo (Foto: Reprodução)REGZA 55×3, a primeira TV QFHD 3D glassless do mundo (Foto: Reprodução)

A TV possui resolução quatro vezes maior do que o FullHD, ou seja 3840 x 2160 pixels de resolução. Para conseguir gerar as imagens, ela conta com o novo processador da Toshiba, o REGZA CEVO Duo, que é capaz de fazer o upscaling de conteúdo para a resolução 4K e também converter conteúdo 2D para 3D, rastreando rostos e criando os polígonos tridimensionais.

Para alternar entre o 3D e o 2D, basta dar um clique no controle remoto. Porém, o conteúdo em 3D é exibido, a resolução da tela cai para "apenas" 1280x 720 (HD), através de uma porta USB e 4 portas HDMI.

A tecnologia “sem óculos” da Toshiba baseia-se em microcristais, colocados de uma forma muito especial com “folhas lenticulares” que cobrem toda a tela da TV. Isso faz com uma imagem, com pequenos desvios, seja exibida para cada olho, criando o efeito 3D.

Segundo a Toshiba, o aparelho deve chegar às lojas japonesas pela bagatela de 900.000 yenes (ou R$ 20.000) em um único modelo de 55 polegadas. Por enquanto, não há previsão da venda do aparelho fora da terra do Sol Nascente.

Modo Avião: Saiba como economizar bateria e usar seu celular

Modo Avião: Saiba como economizar bateria e usar seu celular durante um voo

Função disponível em qualquer smartphone moderno - e até nos mais simples telefones celulares -, o “Modo Avião” está à disposição de todos, mas nem sempre sabe-se como ou para que fazer uso deste recurso.

No avião, mantenha o celular desligado ou em "modo avião" (Foto: Reprodução)
No avião, mantenha o celular desligado ou em "modo avião" (Foto: Reprodução)

A finalidade primária do “Modo Avião” é, claro, permitir que você mantenha o seu smartphone ligado durante um voo. Para isso, o recurso corta toda a comunicação por ondas eletromagnéticas, como Wi-Fi, Bluetooth, e o próprio rádio GSM (ou CDMA), evitando que a emissão de sinal do seu aparelho interfira no funcionamento dos instrumentos de navegação da nave, o que pode provocar acidentes.

Logo após o embarque, quando os procedimentos de decolagem são iniciados, a regra determina o desligamento completo dos aparelhos, e ela deve ser obedecida. Seu smartphone ou qualquer outro equipamento eletrônico deverá permanecer desligado até que o aviso luminoso de atar os cintos se apague, tanto durante a decolagem quanto na aterrissagem.

Colocando o iPhone em "Modo Avião" (Foto: Reprodução)
Colocando o iPhone em "Modo Avião" (Foto: Reprodução)

Quando o aviso luminoso de atar os cintos se apagar, você poderá ligar o seu smartphone apenas em "Modo Avião". Para fazer isso, certifique-se de ativar o recurso antes mesmo de desligá-lo, durante os procedimentos de embarque no avião.

Assim, você poderá ler livros previamente baixados, se distrair com games, ouvir músicas, ver filmes, checar compromissos, e o que quer que você desejar fazer, contanto que não sejam utilizados os rádios do Wi-Fi, Bluetooth ou da própria rede de telefonia móvel. Manter todos esses rádios desligados para que não interfiram com os equipamentos da nave é, precisamente, a finalidade do “Modo Avião”.

Recentemente, companhias aéreas no Brasil e no mundo passaram a oferecer acesso à internet via Wi-Fi durante os voos. Nesses casos, é possível acessar a rede mesmo com o “Modo Avião” ativado, bastando que você ative o Wi-Fi, manualmente, com o recurso ativado.

Segurar o botão "Power" por alguns segundos no Android dá acesso à opção (Foto: Reprodução)
Segurar o botão "Power" por alguns segundos no Android dá acesso à opção (Foto: Reprodução)

Nesse caso, você estará apenas com o Wi-Fi em funcionamento, e todos os outros rádios continuarão desligados. Algumas aeronaves foram projetadas para operar nessas situações, e certamente a companhia avisará quando isso acontecer. Em voos que não oferecem essa possibilidade, você não deve alterar nenhum padrão do “Modo Avião”.

Outros usos do “Modo Avião”

Outro detalhe interessante sobre o “Modo Avião” é que, ao usá-lo por longo período, você perceberá que os rádios são os grandes vilões na drenagem de carga do seu smartphone. Colocando o aparelho numa situação em que todos eles estejam desligados, a carga da sua bateria pode ter a duração incrivelmente estendida.

Saber disso pode dar ao “Modo Avião” uma utilidade que vai muito além do uso dos aparelhos no interior de aeronaves. Suponhamos que você esteja numa viagem de carro e passe por um trajeto onde os sinais da rede são muito fracos e tendem a cair. Nessas situações, como a potência do receptor de rádio é aumentada para tentar captar algum sinal da rede, a drenagem de carga é muito maior. Ativar o “Modo Avião” durante essas partes do trajeto permite que você continue usando outras funções do seu smartphone sem que a carga da bateria seja intensamente consumida por recursos que não iriam mesmo funcionar a contento.

O caso acima é apenas um exemplo. Você pode usar o recurso quando estiver em algum local sem área de cobertura, como subsolos, evitando que o seu telefone fique consumindo energia tentando achar algum sinal; ou até mesmo durante uma palestra chata, onde você não vai mesmo ter a cara de pau de atender a uma chamada telefônica, mas sente grande necessidade de se distrair com outra coisa qualquer. O “Modo Avião” pode ser usado por horas e horas evitando o gasto desnecessário de carga da bateria.

domingo, 9 de outubro de 2011

Para o alto e avante: em dia de Messi, Bottinelli dá vitória ao Fla sobre o Flu

Argentino faz dois belos gols no fim do jogo e Flamengo vence por 3 a 2 o rival e entra na zona de classificação para a Libertadores

Com quatro desfalques importantes - Ronaldinho, Willians, Airton e Felipe -, o Flamengo mostrou todo o seu poder de superação para vencer o Fluminense numa incrível virada por 3 a 2, neste domingo, no Engenhão, em jogo válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor vencia por 2 a 1 até os 41 minutos, quando o argentino Botinelli, com duas pancadas de longa distância, virou a partida, em tarde digna do compatriota Lionel Messi. De cabeça, Sobis e Lanzini marcaram para o Flu. Thiago Neves fez o primeiro gol do Fla.

Com o resultado, o Flamengo sobe para 47 pontos, na quarta colocação, e deixa o Flu com 44 pontos, em sexto, fora da zona da Libertadores. Na próxima rodada, o Flamengo encara o Palmeiras, quarta-feira, no Engenhão. No dia seguinte, também no Engenhão, o Fluminense recebe o Coritiba.

A derrota mantém uma incômoda escrita para o time das Laranjeiras. Em oito clássico este ano, nenhuma vitória. Foram quatro empates e quatro derrotas.

O Flamengo começou o jogo mantendo a posse de bola e estudando a melhor maneira de entrar na defesa tricolor. Mas os erros de passe eram recorrentes e faziam com que as jogadas não tivessem sequência. No Flu, a opção de lançar Deco na vaga de Lanzini deu mais qualidade aos passes, mas deixou o time mais lento.

Rafael Moura era o jogador mais perigoso e só não abriu o placar porque faltou capricho aos 15 minutos, quando, após cruzamento de Mariano, furou a bola, que bateu na sua perna de apoio e voltou para a conclusão do próprio He-Man, desequilibrado, para fora.

O pé de Diguinho levantado até o rosto de Renato deu o tom do caráter decisivo da partida. Mas as chances eram raras. E o jogo era muito lento e estudado. Vanderlei Luxemburgo reclamava até com o gandula. O time rubro-negro não agredia, tanto que até os 33 minutos só havia conseguido uma finalização, além de 24 passes errados, contra 11 do Flu. Mas clássico é clássico e, num lance muito rápido, o Flamengo quase abriu o placar com Deivid, que recebeu ótimo lançamento de Renato e bateu firme para a defesa de Diego Cavalieri.

A resposta tricolor foi na mesma moeda, em batida de Marquinho de fora da área que Paulo Victor espalmou. Mas, de uma forma geral, o primeiro tempo foi ruim, muito por conta da atuação abaixo da média dos quatro laterais, que erraram muito.

Flu melhora no segundo tempo. Fla faz três alterações de uma só vez

Rafael Moura deixou o gramado sangrando após uma cotovelada de Renato, que garantiu que não foi proposital. O técnico tricolor Abel Braga criticou Vanderlei Luxemburgo por ter falado para He-Man que eles teriam que resolver "lá dentro de campo". Os ânimos ficaram mais exaltados e o Flu voltou melhor para a segunda etapa, criando duas chances ainda no primeiro minuto. Do lado do Fla, chamava a atenção o grande número de erros de passe de Diego Maurício, que fazia partida muito ruim.

Desorganizado, o Flamengo passou a dar muito espaço ao Flu, que foi para cima e conseguiu abrir o placar aos 15 minutos. Marquinho, com muita disposição, ganhou de Diego Maurício e a bola sobrou no bico da área pela direita para Leandro Euzébio, que cruzou na medida para Rafael Sobis, que cabeceou sem defesa para Paulo Victor. 1 a 0.

Após gol, Flu para de jogar e Fla cresce até chegar ao empate

Em desvantagem no placar, o Flamengo teve três alterações de uma só vez: Diego Maurício, Deivid e Maldonado deixaram o campo para as entradas de Negueba, Jael e Bottinelli. Mas quem quase marcou foi o Flu, em cabeçada de Rafael Sobis por cima do gol.

O Flu era melhor, mas o Flamengo, na base da raça, conseguiu o empate aos 23. Após cruzamento longo de Junior Cesar, Márcio Rosário subiu em falso e não conseguiu fazer o corte. O mesmo aconteceu com Carlinhos, que viu Negueba bater cruzado e Thiago Neves desviar para deixar tudo igual: 1 a 1.

Abel também muda em atacado. Mas Fla vira com bombas de Bottinelli

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O gol deu ânimo ao Flamengo, que criou boa chance logo depois em chute forte de Bottinelli espalmado por Cavalieri. O mesmo aconteceu minutos depois em batida cruzada de Thiago Neves. O jogo era lá e cá e o Flu quase desempatou em bela troca de passes que terminou no chute de Marquinho em cima de Leo Moura.

Perdendo terreno, Abel Braga fez três alterações de uma só vez aos 30 minutos. Deco, Diguinho e Sobis para as entradas de Lanzini, Souza e Martinuccio. Deu parcialmente certo. Aos 33 minutos, Mariano acionou Souza, que deu ótimo cruzamento para Lanzini cabecear e fazer 2 a 1.

Abel perde a cabeça e reclama muito. Souza é expulso

Mas o Flamengo não desistiu e mostrou porque nunca perdeu um clássico no Engenhão. Aos 41 minutos, Bottinelli cobrou falta com classe, no travessão. E, num lance de sorte, a bola voltou nas costas de Diego Cavalieri para morrer na rede: 2 a 2. Três minutos depois, o mesmo Bottinelli, em dia de Messi, recebeu na entrada da área e soltou uma bomba no cantinho, para fazer 3 a 2 e virar a partida.

Após o gol rubro-negro, os tricolores perderam a cabeça. Abel foi expulso xingando muito o árbitro. O treinador reclamou alegando que não houve falta de Lanzini no lance que originou o gol de empate rubro-negro. Após falta em Bottinelli, Souza recebeu o cartão vermelho. E a festa foi toda rubro-negra, que está mais do que nunca na briga pelo título.


FICHA TÉCNICA:

Flamengo 3 x 2 Fluminense
Local: Engenhão, Rio de Janeiro
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)
Cartões Amarelos: Maldonado, Jael (Fla); Diguinho, Leandro Euzébio (Flu)
Gols: Rafael Sobis (14'/2°T)/ Thiago Neves (23'/2°T)/ Lanzini (33'/2°T)/ Bottinelli (41'/2°T) Bottinelli (44'/2°T)
Público pagante/Renda: 21.052 pagantes/ R$637.720,00

FLAMENGO: Paulo Victor, Léo Moura, Alex Silva, Welinton e Junior Cesar; Maldonado (Bottinelli), Muralha, Renato e Thiago Neves; Diego Maurício (Negueba) e Deivid (Jael) - Técnico: Vanderlei Luxemburgo

FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Mariano, Leandro Euzébio, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Diguinho(Souza), Marquinho e Deco (Lanzini); Rafael Sobis (Martinuccio) e Rafael Moura - Técnico: Abel Braga




Vettel é o terceiro no GP do Japão e leva o bicampeonato. Button vence

Alemão da RBR se torna o sétimo piloto a conquistar um título no circuito
de Suzuka. Massa se estranha com Hamilton e chega em sétimo na prova

Por DE TUDO UM POUCO Suzuka, Japão


Parecia que a corrida seria tranquila para Sebastian Vettel após a pole sensacional no sábado e a ousada largada no domingo, quando fechou Jenson Button e manteve a ponta. Entretanto, o alemão não contava com o alto desgaste dos pneus macios, que o fez perder muito tempo no GP do Japão. Ainda assim, o alemão se tornou o bicampeão mais jovem da história da Fórmula 1 com apenas a terceira posição e o pódio em Suzuka. O inglês da McLaren fez o que precisava: venceu, mas não conseguiu adiar a conquista do rival. Fernando Alonso, da Ferrari, foi o segundo colocado.

Vettel chegou aos 324 pontos em 2011 e não pode mais ser alcançado por seus concorrentes. O alemão se tornou o sétimo piloto a conquistar um título em Suzuka, na 11ª decisão desde que ele entrou no calendário, em 1987 (só esteve fora em 2007 e 2008, quando o GP foi realizado em Monte Fuji). Ele se junta ao seleto grupo formado por Ayrton Senna (1988, 1990 e 1991), Mika Hakkinen (1998 e 1999) e Michael Schumacher (2000 e 2003), Nelson Piquet (1987), Alain Prost (1989) e Damon Hil (1996), que foram campeões da F-1 no tradicional circuito japonês.

Vettel rbr gp do japão bicampeão (Foto: Agência Reuters)Sebastian Vettel faz seu tradicional gesto duas vezes para comemorar o bicampeonato (Foto: Reuters)

Button deu um show de estratégia na corrida e chegou aos 210 pontos no campeonato. O inglês apostou em seu talento para conservar os pneus e lucrou com isso, conseguindo sua primeira vitória pela McLaren em pista seca. Na briga pelo vice-campeonato, ele abriu oito pontos de vantagem sobre Fernando Alonso, segundo colocado na corrida. Também com chances, Mark Webber, da RBR, chegou em quarto em Suzuka e tem agora 194 pontos no Mundial de Pilotos. A próxima corrida será o GP da Coreia do Sul, no circuito de Yeongam, no dia 16 de outubro.

Após duas semanas, a polêmica de Cingapura retornou com força em Suzuka. Lewis Hamilton, que chegou em quinto e também tem chances de lutar pelo vice em 2011, tocou em Felipe Massa na 22ª volta e danificou a asa dianteira da Ferrari. O incidente foi investigado pelos comissários do GP do Japão, mas eles decidiram não punir o inglês. O brasileiro acabou apenas na sétima posição, atrás do alemão Michael Schumacher, da Mercedes, o sexto colocado.

Bruno Senna largou na nona posição, mas teve problemas na largada e ficou longe dos dez primeiros em Suzuka. O brasileiro sofreu com os danos à asa dianteira no início e chegou apenas em 16º. Vitaly Petrov, seu companheiro, foi o nono colocado e fez dois pontos. Rubens Barrichello, da Williams, também não andou bem e foi só o 17º colocado nio GP do Japão.

A corrida


O domingo começou com tempo ensolarado em Suzuka, sem a ameaça de chuva para a corrida. Na largada, Vettel manteve a ponta, mas fechou Button, que saiu melhor. O inglês chegou a colocar duas rodas na grama, mas se manteve na pista. Entretanto, ele perdeu a posição para o companheiro Hamilton na primeira curva do circuito, caiu para terceiro e reclamou pelo rádio. Os comissários investigaram o incidente no início, mas decidiram não punir o alemão da RBR. Massa se manteve à frente de Alonso, em quarto. Bruno Senna e Barrichello perderam posições.

largada gp do japão (Foto: Agência Reuters)
Vettel espreme Button na largada do GP do Japão, mas não recebe punição na corrida (Foto: Reuters)


Na sexta volta, Alonso usou a asa móvel para passar o companheiro Massa na reta dos boxes e assumir a quarta posição. Com o alemão em primeiro e abrindo vantagem para Hamilton, o desgaste dos pneus macios começou a aparecer, principalmente nos carros da RBR. O inglês da McLaren teve um furo de pneu, foi superado por Button na oitava passagem e teve de entrar para um pit stop de emergência, perdendo algumas posições na corrida.

O alto desgaste antecipou a parada de Vettel para a nona volta, no que foi seguido por Button na 11ª. A diferença entre os dois caiu e o inglês da McLaren começou a ameaçar o alemão da RBR. Nessa altura, antes de seu pit stop, Massa liderava a prova, mas caiu para quinto após entrar nos boxes. Ele voltou atrás de Hamilton, na reedição do duelo polêmico de Cingapura.

vettel rbr gp do japão (Foto: Agência Reuters)
Vettel liderou a primeira parte da corrida, mesmo com problemas de desgaste dos pneus (Foto: Reuters)


Na frente, Vettel e Button continuavam a trocar voltas mais rápidas, mas o alemão precisou fazer o pit stop mais cedo, na 20ª volta. Administrando melhor o desgaste dos pneus macios, o inglês ficou na pista tentando andar rápido. A tática deu certo e ele conseguiu superar o líder do campeonato após sua parada, na passagem seguinte.

Hamilton e Massa continuavam a andar juntos. E na 22ª volta, a polêmica voltou. O brasileiro tentou a ultrapassagem na freada para a chicane Triangle e o inglês ignorou a presença do rival: jogou o carro para o lado e danificou a asa dianteira da Ferrari. Apesar do risco de punições, os comissários decidiram não tomar atitudes contra o inglês da McLaren.


O detrito deixado pela Ferrari provocou a entrada do safety car na 24ª volta. Os pilotos foram reagrupados e a relargada foi autorizada três passagens depois. Button manteve a ponta, seguido por Vettel, que fez sua última parada na 34ª. O alemão colocou os pneus médios mais cedo que seus rivais e começou a perder tempo na pista. Com isso, perdeu a segunda posição em Suzuka para Alonso, que entrou nos boxes na 38ª. O espanhol conseguiu a vantagem ao andar mais rápido antes da troca.

jenson button mclaren gp do japão (Foto: Agência Reuters)
Jenson Button cuidou melhor dos pneus na corrida e conseguiu a vitória no GP do Japão (Foto: Reuters)


As últimas voltas viram uma perseguição de Vettel a Alonso. O alemão chegou a tentar duas vezes, mas a equipe pediu que ele poupasse o carro para o final. Depois foi a vez do espanhol tentar um bote sobre Button, mas o rival soube administrar a corrida até o fim. Após a chegada e o bi de Vettel, o inglês parou sua McLaren após a saída dos boxes, sem condições de completar a volta da vitória.

Confira o resultado final do GP do Japão, em Suzuka (307,573 quilômetros):

1 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 53 voltas em 1h30m53s427
2 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 1s160
3 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 2s006
4 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 8s071
5 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 24s268
6 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 27s120
7 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 28s240
8 - Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 39s377
9 - Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - a 42s607
10 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 44s322
11 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 54s447
12 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 1m02s326
13 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 1m03s705
14 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 1m04s194
15 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - a 1m06s623
16 - Bruno Senna (BRA/Renault-Lotus) - a 1m12s628
17 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a 1m14s191
18 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - a 1m27s824
19 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) - a 1m36s140
20 - Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - a 2 voltas
21 - Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - a 2 voltas
22 - Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth) - a 2 voltas
23 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - a 2 voltas

Não completou:
Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 42 voltas/roda

Melhor volta: Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m36s568, na 52ª

sábado, 8 de outubro de 2011

No Rio, tráfico migra do morro para o asfalto

Por raquel_

Da Carta Capital

O Rio está pacificado?

Edgard Catoira

As UPPs são realidade. O que não aparece é que os traficantes acabaram com os pontos de vendas nos morros e criaram as “Esticas”, no asfalto. Por Edgard Catoira. Foto: Agência Brasil

O governador Sergio Cabral, do Rio, sempre foi um político inteligentemente oportunista. Há três anos, a partir de uma experiência positiva do coronel Gileade Albuquerque, então comandante do 2º Batatalhão da PM, no bairro de Botafogo, que garantiu a segurança da favela Dona Marta instalando um posto da PM no morro, Cabral assimilou a (boa) ideia. A imprensa, claro, aplaudiu a ação da PM, o que fez o governador resolver transformá-la em plano de governo, batizando a novidade como Pacificação do Rio, com a criação de UPPs – Unidades de Polícia Pacificadoras – para todos os morros da cidade.

O sucesso de mídia foi imediato. Cabral se tornou o herói que acabaria com a violência na Cidade Maravilhosa.

Diversos morros da Zona Sul foram pacificados. Sem tiros ou balas perdidas, UPPs foram instaladas em comunidades – palavra politicamente correta para ser usada em lugar de “favela” – Copacabana e Ipanema. Assim foi na Ladeira dos Tabajaras, Pavão Pavãozinho, Cantagalo. E culminou com a tomada do violentíssimo morro da Vila Cruzeiro, com ajuda de Marinha e Exército. O mundo inteiro comemorou as imagens da correria dos bandidos, armados, para fugir da retomada do território pelas “forças aliadas” comandadas pelo heróico pacifista e legalista governador do Rio.

Depois desse enfrentamento televisionado, como num verdadeiro “acordão”, o governador avisava a imprensa sobre a tomada de outras áreas perigosas. Marcava dia e hora. A bandidagem, não menos esperta, deixava o caminho aberto e, sempre sem balas perdidas, a cidade, para alívio da população, está sendo pacificada. Ainda haverá muito para que a cidade toda fique livre de milícias e diferentes facções de traficantes, todos violentíssimos, que ainda têm que ser removidos principalmente na Zona Oeste da Cidade.

E, assim, a cidade começa a dar a sensação de bem estar e tranqüilidade que população e turistas – esperados para os próximos grandes eventos esportivos – possam usufruir da beleza natural do Rio e da alegria natural do carioca.

Assim, com farta pirotecnia merecida pelos guerreiros conquistadores, verdadeiros Cruzados do Bem, Sergio Cabral já pode ser considerado o grande exterminador do mal em terras fluminenses.

Tem buraco mais embaixo

Sem querer ser um derrubador de boas esperanças, pisando em solo firme de informação, é sempre bom conversar com guardas municipais, PMs, autoridades amigas que trabalham com Segurança Pública e podem falar a verdade em “off”. E este site fez isso: conversou informalmente com pessoas do meio, sem holofotes, lentes ou testemunhas, no máximo com um copo de cerveja em mesa de bar.

Cabral, que inaugurou teleférico no Complexo do Alemão ao lado de Lula (em 2010), tornou-se o herói que acabaria com a violência na Cidade Maravilhosa. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A instalação das UPPs é uma realidade. O que não aparece é que os traficantes acabaram com os pontos de vendas nos morros e criaram as “Esticas”, no asfalto, móveis ou fixas, pontos instalados em estabelecimentos que servem como fachadas. Apesar de não acabar com a comercialização, o governo estadual continua de parabéns por ter acabado com os centros armados de traficantes. No morro – e isso os policiais das UPPs é que sabem – ainda ficam os estoques onde os distribuidores se abastecem. São casas isoladas no morro, sem movimentação e sem aparato de segurança, o que acaba com combates de rivais e enfrentamento com autoridades de Segurança. Tudo na paz.

O arsenal bélico dos traficantes, seguindo o modelo das cartilhas de guerrilha urbana, está armazenado em pequenas quantidades em locais que só os integrantes dos grupos conhecem, seja morro ou asfalto. É apenas a garantia para ser ativado em caso de futura necessidade. Já as armas dos milicianos têm esconderijos oficiais, nos coldres de policiais que pertencem às milícias.

Esse fato apareceu agora, com a execução da juíza Patrícia Acioli, do município de São Gonçalo, que insistia em exterminar as milícias de sua área de atuação. O delegado de Homicídios, Felipe Ettore, durante as investigações, chegou a um PM, que acabou fazendo uma denúncia premiada – aquela que, na Justiça, vai beneficiar a sentença do colaborador – e tudo acabou com um escândalo: o mandante do crime era o comandante do Batalhão da PM de São Gonçalo, um coronel preparadíssimo para enfrentar o crime, com passagem pelo respeitado Bope, Batalhão de Operações Especiais, elite da elite da PM.

A imagem da PM desabou. O comandante da PM se demitiu. No seu lugar assumiu o coronel Erir Ribeiro Costa Filho, conhecido pelos policias como “casca grossa, linha dura”. E ele deu provas disso quando, em 2003, bateu de frente com o deputado Chiquinho da Mangueira, que pediu a ele que para “pegar mais leve” no combate ao tráfico do morro da Mangueira. Por essa recusa, ele foi afastado do comando e passou a ser considerado maldito pelo governo Garotinho.


Sua primeira providência foi mudar os comandos de Batalhões da PM, determinando que os novos titulares não levassem consigo para os quartéis de comando os guardas de áreas onde estavam atuando. Para evitar a formação de “turmas”, digamos assim, como a quadrilha de 11 PMs que foram presos no caso do assassinato da juíza de São Gonçalo.

Na busca da Paz, fim das castas ou retorno ao Império

Para um bom entendimento sobre a vida de um policial, seu modo de pensar e agir, é importante conversar longamente com um velho PM, que já está acima do bem e do mal. Só ele pode contar as frustrações e humilhações diárias de um PM. E, claro, as consequências psicológicas desses homens.

No Rio, com um salário baixíssimo, um PM é considerado pelos militares como um policial “uniformizado” e não “fardado”, por não ter formação específica de um soldado de Marinha, Exército ou Aeronáutica. Isto é, sofrem forte preconceito de militares.

A Polícia Civil, por seu lado, trabalha lado a lado com a PM. Mas é composta por profissionais com formação na área do Judiciário que podem, inclusive prender oficialmente um cidadão pego em infração. O PM multa ou encaminha para o delegado. Resumindo, também são inferiorizados pelos parceiros da Polícia Civil.

Dentro da corporação, e isso é terrível, também existem castas que podem ser resumidas em duas: os oficiais, “que comem o peito e as coxas da galinha”, e os praças, “comedores de pescoço, asas e pés do frango”. Os oficiais, como mostram as imagens que os próprios PMs fazem de si, usam os “malas”, ou praças, para fazerem os serviços menores. Inclusive os pouco ortodoxos para um policial, como recolher o resultado dos favores ilícitos concedidos. Assim, os malas não têm benefícios, mas conhecem os desvios de conduta de seus superiores. Não dá para dizer que as duas classes se amem.

É exatamente por isso que, como aconteceu em São Gonçalo, quando um comandado é pego em infração, com grande prazer de sua alma, “entrega” seu superior e ainda tem o benefício da delação premiada. Que, dessa forma, também passa a ser uma vingança premiada contra seus algozes, os oficiais que mandam os comandam.

Todos esses exemplos apareceram com a queda do comandante que mandou matar a juíza. Mas, só veio a público porque houve, na verdade, um atentado das milícias ao Judiciário, um dos Poderes de nossa democracia.

Um PM disse que só não aparecem centenas casos no dia a dia porque a maioria das vítimas fazem parte do “Três Ps (preto, puta e pobre)”, também na gíria policial.

Como seus antecessores, o novo comandante da PM conhece todas essas diferenças dentro da corporação. Quando ele proíbe que os indicados para comandar batalhões levem suas equipes, aí, sim, pode estar dando início a uma nova fase de uma Polícia Militar competente. E, claro, estimular seus integrantes com salários e equipamentos compatíveis com a dignidade dos policiais.

A este respeito, um PM conta que o uniforme completo e equipado de um guarda de Nova York custa U$ 45 mil. E brinca: “aqui, com um equipamento desses, o policial vai ter mais é que vender tudo para garantir uma vida mais confortável à sua família”.

Para se entender a polícia fluminense, é preciso entender sua origem

Feitos esses ajustes, talvez dê para se pensar em um Estado mais seguro.

Ou retornar para a época do Reinado Brasileiro, quando D. João VI, esperto monarca português, constatou que seus súditos eram “coronéis”, donos de terras em torno da cidade. Percebendo que cada “coronel” tinha sua milícia própria para defender suas terras e seus interesses, ele os chamou e propôs fundar a Guarda Real de Polícia, GRP, em 1809. Esses dados aparecem até hoje no brasão da corporação. O esperto D. João conseguiu, sem dinheiro, montar a guarda, fazendo de cada “coronel” um comandante e, todos, defendendo a Coroa.

Caso não se moralize o meio de campo da instituição, seguramente ela retornará às origens, defendendo, como ainda fazem, organizando-se em milícias que defendem interesses pouco ortodoxos de cada local, ganhando um dinheirinho a mais para compensar o soldo oficial, e portando a carteira de “autoridade” emitida pelo Governo legal do Estado.

Isso só será viável se Cabral for menos à sua adorada Paris e, quando em terras fluminenses, passar a alardear menos e fortalecer, de fato, a Segurança Pública do Rio.

Aí, sim, vamos, orgulhosamente parafrasear: “In Cabral we trust”.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Blu-ray 3D? Como funciona?

Saiba como funciona o Blu-Ray player 3D e entenda por que ele é melhor que o DVD player comum

Você certamente já cansou de ouvir que o Blu-Ray player é bem melhor do que o DVD convencional; que filmes em Blu-Ray tem imagens melhores, áudio mais puro e muitas outras qualidades, não é mesmo? Mas afinal, o que eles têm de tão especial que deixa a qualidade da reprodução superior? E como é conseguido o efeito 3D que faz a imagem “saltar” da tela?

Por que este nome, Blu-Ray?

O nome Blu-ray se deve ao fato de o raio utilizado para gravação dos dados no disco ser azul (blue em inglês. A expressão blue ray significa raio azul). Mas por que Blu-Ray e não Blue-ray? A palavra blue é de uso diário e isso poderia ser um problema na hora de registrar o nome como marca comercial. E causaria muita confusão também. Imagine, por exemplo, que você desejasse comprar um Blu-Ray player e colocasse o nome “blue ray” em um site de buscas na internet? Iria aparecer tanta coisa não relacionada ao player que você provavelmente desistiria da compra...

Como funciona?

Assim como nos DVDs players comuns, o Blu-Ray player faz uma varredura no disco utilizando um laser que lê as cavidades dele – as cavidades, no caso, contêm os dados gravados. Mas de onde vem a alta definição? Simples: o que torna um disco de alta definição é sua capacidade de guardar mais informações. Enquanto CD consegue guardar apenas 700 MB de dados, o DVD pode armazenar, em média, 4.7 GB. Já o disco Blu-ray comum pode armazenar entre 25 GB ou 50 GB e, em alguns casos, este valor pode atingir até 100 GB.

A diferença crucial que faz o disco guardar mais dados é o laser utilizado na gravação. Um CD, por exemplo, usa um feixe de luz vermelha com comprimento de onda de 780 nanômetros (um milionésimo de milímetro), já o DVD também usa um feixe de luz vermelha, mas de 650 nanômetros, enquanto o Blu-ray usa um feixe azul de comprimento de onda de 405 nanômetros. Sendo assim, como o feixe azul possui menor comprimento de onda, ele consegue atingir uma parte menor do disco.

É como se o raio do CD fosse uma caneta hidrocor, o do DVD fosse uma caneta esferográfica e, o raio do Blu-ray, uma caneta de ponta fina: se usássemos os três para escrever a mesma frase, no mesmo pedaço de papel, certamente a caneta de ponta fina faria as letras ocuparem um espaço menor.

E o 3D?

Na verdade, existe um fator muito importante na detecção do efeito 3D e que vai muito além do player ou do disco: são nossos olhos que fazem essa diferenciação de profundidade (tanto que um indivíduo que tem deficiência séria em um dos olhos não conseguir assistir). Quando o filme é finalizado em estúdio, as imagens passam por um tratamento chamado polarização. Ele consiste basicamente no seguinte: as imagens são “divididas”, fazendo com que um pedaço seja destinado ao olho esquerdo e o outro, ao direito (se você assistir a um filme 3D sem óculos especiais vai notar que a imagem fica levemente deslocada, como se uma fosse sobreposta à outra).

E é aí que entram os óculos 3D. Eles têm uma espécie de filtro que capta só uma das imagens de cada vez. Assim, as imagens do olho esquerdo vão somente para ele, e o mesmo acontece com a imagem feita para o direito. São duas informações diferentes, mas é claro que seu cérebro capta as duas ao mesmo tempo, e é isso que dá a sensação de profundidade

Como escolher meu Blu-Ray Player 3D?

- Lembre-se: não adianta comprar um Blu-Ray player se sua TV for daquelas antigas, de tubo. O ideal é que sua TV tenha no mínimo 1366 x 768 pixels de resolução e tela de pelo menos 26”.

- Se você não utiliza muitos recursos como home-theater ou não é um cinéfilo assíduo, fique com modelos mais simples.

- Os óculos especiais para 3D fazem diferença. Por exemplo: se você compra um modelo para seu filho usar e os óculos não tiverem ajuste de hastes, vai ficar bastante desconfortável para ele.

- Para quem curte jogos, o Playstation 3 é uma boa opção, pois além de servir como vídeo-game ele também lê discos em Blu-Ray.

- Alguns computadores leem discos em Blu-Ray, porém podem deixar a desejar no quesito 3D.

- Prefira aparelhos com entrada HDMI: a imagem fica sempre melhor.

- Se você compra filmes no exterior, fique atento: o padrão de leitura europeu nem sempre é compatível com os players brasileiros.

O Adeus ao Mito, Serena vai às lágrimas após derrota no US OPEN e agradece a irmã Venus "sem você eu não existiria"

  Chegou ao fim uma das maiores carreiras de um atleta na história. Serena Williams, que havia anunciado que se aposentaria após o US Open, ...