domingo, 28 de agosto de 2011

Hypercam: para você gravar áudio da placa e vídeo exibido na tela do computador

Uma alternativa para quem precisa gravar áudio da placa ou vídeo da tela do computador é o Hypercam. O software gratuito captura qualquer movimento do mouse ou ação feita na tela e disponibiliza em AVI.

Faça o download do programa e deixe visível na sua tela o que você vai querer gravar. Então, abra o Hypercam e escolha se quer que ele capture movimentos que acontecerem em toda a tela ou somente em uma parte dela. Para fazer a seleção do local exato da gravação, clique em "Region" ou para gravar a tela toda, selecione "Full Screen". Ainda há a possibilidade de você capturar somente uma janela, clicando em "Window". Depois destes ajustes, clique em "Record" e pronto! Automaticamente, o Hypercam vai para o cantinho da tela, deixando aparente somente os botões de pausa e gravação. Então, basta usar normalmente o computador para que o software capture todos os movimentos e sons da máquina. Aqui é bom deixar claro um detalhe: a imagem gravada é bem boa e ele não tem nenhuma espécie de limite de uso. Mas o som capturado não é dos melhores, mesmo se modificarmos algumas configurações.

Para parar a gravação é simples: clique em "Stop Recording" neste botãozinho aqui embaixo e o programa vai abrir novamente para você. Aí, é só buscar a sua gravação neste espaço abaixo e clicar duas vezes para que o vídeo abra. Aqui ainda é possível dar play, editar e deletar os vídeos gravados. Super simples e rápido!

Se achou a dica útil, é só clicar no link que acompanha esta matéria e instalar o Hypercam no seu computador.



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O Show dos Milhões de Cabral para as empreiteiras doadoras de campanha


Muito tem se falado dos negócios de mais de R$ 1,3 bilhão da empreiteira Delta, do grande amigo de Cabral, o empresário Fernando Cavendish. Na semana passada o jornal Folha de S.Paulo denunciou que duas empreiteiras que foram doadoras da campanha de Cabral, também foram beneficiadas no novo pacote de obras sem licitação na região Serrana, que é claro, beneficia mais que todas a Delta.

Por conta dessa matéria da Folha de S.Paulo pedi à minha equipe para fazer um levantamento das empreiteiras e empresas de engenharia que fizeram doações para a campanha de Cabral, para depois descobrir quanto cada uma delas já recebeu do governo do Estado. O resultado é estarrecedor, conforme podem conferir.


Relação das empreiteiras doadoras da campanha de Cabral e os valores que receberam do Estado, até dezembro de 2010
Relação das empreiteiras doadoras da campanha de Cabral e os valores que receberam do Estado, até dezembro de 2010


Observem que foi um investimento espetacular para quem doou para a campanha de Cabral. Nenhuma outra modalidade de aplicação financeira ou investimento chegou perto dos rendimentos que Cabral pagou. Uma farra imoral que continua aos olhos de todos, agora escancarada, como no caso dos novos contratos sem licitação para a Delta. E é importante ressalvar que esse levantamento só foi até dezembro do ano passado. Não inclui os valores pagos este ano.

A CONSTRUTORA COLARES LINHARES foi a que se deu melhor. Doou R$ 300 mil e conseguiu contratos de R$ 182,9 milhões. Depois vem a SHILTHUR CONSTRUTORA, com doação de R$ 200 mil e contratos de R$ 111,8 milhões. Querem negócio melhor do que esse que Cabral proporcionou?

Além dessa relação que reproduzi acima, mais 15 empreiteiras e empresas de engenharia também se beneficiaram desse esquema doação em troca de contratos. Fizeram doações de R$ 50 mil a R$ 100 mil e receberam contratos entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões. Não custa repetir que ainda não tenho os valores dos contratos deste ano.

É um verdadeiro escândalo. Mais um entre tantos que têm vindo à tona. Mas como ninguém faz nada, o Show dos Milhões de Cabral, administrado pelo Mão Grande vai continuar, nesse ritmo, até quebrarem o Estado.

FIM DA GREVE DOS VERDADEIROS POLICIAIS DESTE BRASIL!!!! PARABÉNS PELA ATITUDE , POIS OS SENHORES OMBREARAM A FARDA QUE VESTEM !!!




Acabou a greve no Piauí

PMs do PI fecham acordo com Estado e encerram paralisações
Categoria volta ao trabalho após se recusar a trabalhar em condições precárias. Acordo salarial foi aprovado.

Após quatro horas de reuniões nesta quarta-feira (17) no Tribunal de Justiça do Piauí - TJ/PI -, policiais e governo chegaram a um acordo e decidiram encerrar os protestos e paralisações. A categoria deflagrou na semana passada a operação "Polícia Legal - Tolerância Zero", na qual PMs e bombeiros se recusaram a trabalhar alegando condições precárias de trabalho. Todos voltam ao trabalho após assembleia geral na noite de hoje.

O reajuste será escalonado de 2012 a 2015, com aumento maior para quem ganha menos. O soldado, por exemplo, terá de 115 a 177% de aumento no período. Já o cabo terá 104% ao todo. Além disso, foi acordada a anistia administrativa dos policiais que tiveram prisões decretadas no movimento, ou terão depois, e a carga horária de trabalho (24X72).

Representantes de várias associações que representam policiais militares e bombeiros participaram do encontro, que tem do lado do governo os secretários Wilson Brandão, de Governo, e Paulo Ivan da Silva Santos, da Administração, além do comandante geral da PM, coronel Rubens Pereira, e do coordenador estadual de comunicação, Fenelon Rocha. Ainda acompanharam a reunião os deputados estaduais Themístocles Filho (PMDB), Firmino Filho (PSDB), Rejane Dias (PT), Kléber Eulálio (PMDB) e Cícero Magalhães (PT) e o vereador de Teresina sargento R. Silva (PP).

ATÉ QUANDO OS SENHORES VÃO FICAR NA INERCIA E ACEITAR ESTE TIPO DE TRATAMENTO??????



Ducha fria na PEC 300


Hoje à noite, a Presidenta Dilma se reúne em um jantar com os deputados e senadores do PMDB para, inicialmente, apagar incêndios dentro da própria sigla, resolver os problemas na indicação de cargos dentro do governo e acalmar os ânimos dos deputados peemedebistas, insatisfeitos com o presidente da sigla, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), que querem incluir na pauta temas que causam terror ao Palácio do Planalto como a PEC 300, o piso salarial nacional dos bombeiros e policiais e a Emenda 29, que irriga recursos para a saúde aos municípios.
Um importantíssimo detalhe: quem armou essa maracutaia e convidou a presidenta Dilma para aplacar os espíritos dos parlamentares afetos à PEC 300 é o atual vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB/SP). Quando esse senhor era presidente da Câmara dos Deputados, jurou de pé junto que concluiria a votação da PEC 300 mas foi só terminar a eleição que desapareceu da Câmara Federal, só ressurgindo para fazer discurso de despedida. Engabelou bombeiros e policiais.
Insatisfeitos com os rumos que a matéria (PEC 300) está tomando, as lideranças do movimento em nível nacional já se preparam para o “contra-ataque”. Desejam centrar esforços justamente no estado do “queridíssimo” vice-presidente da República, Michel Temer.

Bombeiros e policiais brasileiros, motivados pelas manifestações recentes em rodovias no Rio Grande do Sul por policiais civis e militares da Brigada Militar, querem paralisar as principais vias arterias de São Paulo. Perguntado a um dos líderes se esse seria o caminho mais apropriado, o militar respondeu que o objetivo da categoria é parar o coração do país e dar um recado ao governo federal para frear a intervenção dentro da Câmara.

Caso o goveno não entenda o recado, querem parar o país. Para isso, já estão convidando entidades municipais ligadas à Emenda 29. Vem chumbo grosso por aí.

Fonte de parte da entrevista:
bahianoticias e Blog PEC 300 - Bahia

Novos soldados da Polícia Militar não tem fardas e salários

Um DESCASO total desse governo Sérgio Cabral, novos soldados da PM não tem fardas e nem salários.

Não existe justificativa para esse descaso, com certeza, não tem nenhuma construtora ou empretiteira com pagamento em atraso, Sérgio Cabral ?

Semama passada o Extra publicou uma matéria em que os novos PM's não recebem aulas de tiro, e são obrigados a fazer um curso particular fora se quiserem saber atirar.

O DESCASO e a OMISSÃO é total, sem mais.

Reprodução da capa do jornal Extra


Reprodução do Extra on line


A sexta-feira passada, dia 19, deveria ter sido de felicidade para cerca de 500 alunos da primeira turma a começar o curso do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap) da Polícia Militar (PM) este ano. A expectativa de que a formatura acontecesse na$dia foi frustrada pela falta de fardas. Pelo regulamento, os uniformes deveriam estar com os futuros soldados desde 31 de janeiro, primeiro dia de aula. O atraso na cerimônia de conclusão pode comprometer os planos de criar novas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), já que os recém-formados devem ocupar esses postos nas comunidades.

Os alunos chegaram a pensar em comprar as fardas.

— Eu não gastaria um centavo para comprar a farda para a formatura, pois é obrigação do Estado fornecê-la — disse um dos alunos, cuja identidade foi preservada.

A proposta foi rejeitada também pela maioria na comunidade do site de relacionamentos Orkut intitulada "PMERJ concursos CFSd".

A PM confirmou que a formatura aconteceria no dia 19, mas ainda não escolheu a nova data. A corporação também informou que as fardas não foram entregues devido a problemas na licitação para a compra das roupas. Ainda segundo a $ção, o cronograma do curso está sendo seguido.

No rígido código que regula a conduta militar, o zelo pelo uniforme é importante. Botas engraxadas e roupas passadas e arrumadas são essenciais, podendo provocar detenção em caso de não cumprimento das normas. Para contornar a falta de material, o Cfap determinou que os alunos deveriam usar calças jeans azuis e camisetas brancas, que ganharam o apelido de "bichoforme".

— O pior é que tivemos que comprar as camisas e as calças — disse outro aluno, que não quis se identificar.

Aumento da demanda

Atrasos na entrega das fardas e no pagamento dos alunos do Cfap podem ser reflexos do aumento da demanda por novos policiais, acreditam especialistas em segurança pública. Por causa do programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a PM espera colocar 2.500 novos policiais nas comunidades e nas ruas até o fim do ano, segundo o coronel Íbis Silva Pereira, porta-voz da corporação.

De acordo com o consultor de segurança Paulo Storani, ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM, a questão é que a administração pública não consegue agir de forma tão rápida quanto a iniciativa privada. Assim, quando há algum problema no meio do caminho, o tempo de resposta é sempre mais lento.

— Se você tem uma empresa e precisa comprar algo, faz o pagamento e pronto. No caso do governo, há todo um rito que precisa ser seguido, desde a liberação da verba até a escolha da empresa, por meio de licitação — declarou Storani.

sábado, 13 de agosto de 2011

Falcon HTV-2, o avião hipersônico da DARPA pode fazer a viagem de Nova York a Los Angeles em 12 minutos

As atenções estão voltadas para a Base Aérea de Vanderberg, na Califórnia. Hoje (11/08), o avião militar não tripulado Falcon HTV-2 está programado para se lançar ao espaço, e realizar um voo em velocidade hipersônica, sendo esse o seu teste mais crítico, desde o início do projeto.

Falcon HTV-2 (Foto: Divulgação)
Falcon HTV-2 (Foto: Divulgação)

O avião mede apenas 37m de comprimento, e pode alcançar a velocidade aproximada de 16.700 milhas por hora (ou seja, Mach 22). Para se ter uma ideia do quão rápido isso pode ser, na teoria, o Falcon HTV-2 pode fazer um voo de Nova York a Los Angeles em apenas 12 minutos. Para ampliar essa comparação, com o Falcon HTV-2, você poderia chegar a qualquer lugar do planeta em menos de uma hora.

A ideia poderia revolucionar todo o sistema de aviação de guerra como conhecemos, mas enfrenta uma significativa barreira: a transição da teoria para a prática. Durante o primeiro teste de voo realizado em abril, a nave durou apenas nove minutos antes de deixar de funcionar, por causa de falhas técnicas. Com uma velocidade tão alta, é necessária uma estrutura muito eficiente para proteger os seus componentes internos.

A DARPA, que é quem desenvolveu o projeto do Falcon HTV-2, ainda não sabe o que deu errado no primeiro teste, embora eles especulem que a nave pode ter simplesmente superaquecido. Dessa vez, os engenheiros ajustaram o centro de gravidade do pequeno avião, e o seu ângulo de descendente, na esperança que o sua criação tenha uma melhor performance.

Para a realização do voo, ele será lançado de um foguete, o Minotaur IV. Se o teste for bem sucedido, ele pode ajudar no desenvolvimento de projetos semelhantes que o Pentágono está empenhado, para criar mecanismos de combater ao terrorismo. Abaixo, um vídeo de demonstração do projeto.


Windows 8 terá reconhecimento de voz

A Microsoft está trabalhando para que o seu mais novo sistema operacional, o Windows 8, seja capaz de, entre outras funções, fazer reconhecimento de voz para executar comandos. O produto será conhecido como Microsoft Tellme. A intenção é criar um sistema consolidado onde tudo possa ser feito através da voz, sem a necessidade de periféricos como mouse e teclado.

Tela inicial do Windows 8 (Foto: Divulgação)
Tela inicial do Windows 8 (Foto: Divulgação)

O Windows 8 agregaria funções das novas gerações de smartphones e do Kinect, levando a experiência do usuário com o computador para outro nível, onde a interação não necessitaria do tato e a voz seria predominante na relação homem-computador.

Os executivos da Microsoft vêm mostrando em diversos eventos como os Windows Phones podem fazer ligações através de perguntas faladas, mas a nova versão de celulares poderá transformar textos em falas e vice-versa, um ótimo recurso para mandar mensagens em redes sociais e e-mails.

Já o Kinect, controle da Microsoft que dispensa aparelhos periféricos, usando apenas o movimento do corpo, poderá reconhecer voz e interligá-la ao Bing, fazendo buscas de filmes, vídeos, músicas e tudo o mais que puder ser buscado pela ferramenta, apenas usando a voz.

Cenário raro: neve se forma no topo de Cerro Paranal, no Chile



Com 2635 metros de altura, a montanha Cerro Paranal, no Chile, é o local de montagem de um dos mais importantes observatórios astronômicos do mundo. Com quatro telescópios em seu topo, o local permite observações extremamente nítidas do universo, principalmente pela grande altitude e baixíssima umidade do ar do deserto do Atacama.

montanha Cerro Paranal
Clique para ver a animação

Apesar da baixa umidade do deserto, a imagem mostrada retrata um momento bastante raro na região, com o topo da montanha ligeiramente esbranquiçado devido à neve que se acumulou no início de agosto de 2011.

O deserto de Atacama se estende por mais de 1000 km desde o norte do Chile até a fronteira do Peru e é considerado um dos locais mais secos do planeta. Devido a altitude, a umidade vinda do Pacífico não consegue chegar até o deserto, tornando a condensação um fenômeno meteorológico bastante incomum, com níveis de umidade relativa que raramente ultrapassam 5%.

Telescópio VLT

Os telescópios instalados no topo da montanha têm 8.2 metros de diâmetro e são os mais avançados instrumentos baseados em terra hoje existentes. Juntos formam o chamado VLT (Very large Telescope ou Telescópio Muito Grande). Além dos quatro instrumentos principais, o observatório de Paranal também conta com quatro telescópios auxiliares.

Quando operados em conjunto em grupos de dois ou três telescópios, o conjunto forma um gigantesco interferômetro, permitindo aos astrônomos ver imagens no espaço com até 25 vezes mais resolução que um único instrumento.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Custo de festa da Fifa pagaria salários de 17,6 mil PMs no Rio


Uma festinha R$ 30 milhões ?

Onde a Globo gastou essa verba milionária paga pelo povo ?

Reprodução do site R7

Clique e veja o vídeo.



O custo da Copa de 2014 para os cofres públicos começa a ganhar dimensões reais para a população do Estado do Rio de Janeiro. Com os R$ 30 milhões pagos pelo governo e Prefeitura do Rio à empresa Geo Eventos, pertencente à Rede Globo, para organizar o sorteio das Eliminatórias do campeonato, seria possível pagar os salários de cerca de 17.600 policiais militares de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) por um mês (veja infografia abaixo).

A remuneração mensal de um PM iniciante empregado em UPP – postos de policiamento instalados em comunidades pobres da capital fluminense – é de R$ 1.700, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública. Considerando desde o soldado até a mais alta patente, o contingente total da corporação é de 39.931 no Estado, de acordo com a Polícia Militar.

Além de melhorar a segurança do Rio, os mesmos R$ 30 milhões poderiam ser aproveitados na saúde pública. Com a quantia, seria possível construir dez postos de saúde (Clínica da Família, programa da administração municipal) ou oito UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), do governo do Estado. Segundo as respectivas secretarias, a construção de uma Clínica da Família custa R$ 3 milhões, enquanto uma UPA, R$ 3,6 milhões.

Protesto contra Teixeira chega às ruas do Rio

Na África do Sul, sede da última Copa, apenas R$ 2 milhões de verba pública foram usados no mesmo evento de sorteio, em novembro de 2007. Já o dinheiro gasto pelo Brasil para a festa da Fifa daria pra construir 600 casas populares.

Caso o capital fosse investido na área de educação, seria possível levantar dez creches. Cada uma atende cerca de 150 crianças, ou seja, 1.500 seriam assistidas. Outra possibilidade seria aplicar os R$ 30 milhões na construção de três escolas municipais, ao custo de R$ 8,5 milhões cada.

As áreas de cultura e lazer também poderiam receber investimentos. Uma Arena Carioca, espaço para shows e arquibancada para mais de 200 pessoas, sai a R$ 5 milhões para a prefeitura. Com o dinheiro gasto neste evento, a cidade do Rio poderia ganhar seis novas arenas.

Para o torcedor, Brasil-2014 vai ser a 'Copa da corrupção'

A matéria da Revista Veja abaixo é longa, mas vale a pena ler, diz que a Copa de 2014 será a "da corrupção".

Bem, e parece que o negócio já começou, o Governador Sérgio Cabral e o Prefeito Eduardo Paes deram R$ 30 milhões de reais do dinheiro do povo para as Organizações Globo fazerem a festa da Fifa, quando a obrigação por contrato era do COL bancar tal "evento".

Em suma, pesquisa mostra que o povo não está muito satisfeito e emplogado com a realização da Copa 2014 no Brasil.

Reprodução da Revista Veja on line, clique nas imagens para AMPLIAR











A história das Copas do Mundo ensina que receber o torneio aumenta as chances de vitória da seleção que joga em casa. Nas últimas edições, porém, esse retrospecto vem sendo contrariado - nas últimas três décadas, apenas a França, em 1998, festejou a conquista de um Mundial como país-sede. Outro benefício atribuído à realização de uma Copa é o impulso no crescimento econômico da nação que acolhe a festa. Esse efeito positivo, no entanto, também provoca controvérsia: para muitos economistas, o reforço no PIB no ano do Mundial acaba sendo pulverizado nos anos seguintes, quando os lucros colhidos com o evento desaparecem e sobram apenas as contas deixadas pelas obras monumentais exigidas pela Fifa. Existe, ainda, outro desdobramento comum de uma Copa em casa, algo que causa um impacto mais evidente e imediato, ainda que seja mais difícil de ser mensurado. Trata-se de uma injeção poderosa de confiança e orgulho nacional, que desperta na população um clima de euforia pela chance de desfilar o sucesso de seu país diante do resto do planeta. Depois do oceano de bandeiras tricolores que cobriu a Alemanha em 2006 e do rugido das vuvuzelas que uniu a África do Sul em 2010 (leia mais no quadro no fim do texto), a Copa do Mundo corre o risco de amargar seu anticlímax em 2014 - justamente num lugar fascinado pelo futebol e, segundo consta, especialista em fazer uma grande festa. Se depender das expectativas atuais da torcida, o Mundial do Brasil será uma estrepitosa decepção, talvez até um vexame internacional. Pouca gente se sente satisfeita com a Copa. Menos gente ainda está ansiosa para ver o maior evento esportivo do planeta acontecer em seu próprio país.

A pouco menos de três anos para o início do Mundial, o site de VEJA recorreu a seus leitores para medir a percepção da torcida sobre 2014. Numa pesquisa de opinião realizada entre os dias 20 e 25 de julho, 1.879 pessoas de todas as regiões do país responderam a doze perguntas a respeito da Copa. Os leitores foram consultados sobre os preparativos do país, sobre o papel do poder público no evento, sobre as sensações provocadas pela realização do torneio e, claro, sobre as chances da seleção brasileira. O cenário desenhado pelos resultados da sondagem é absolutamente desastroso. Em todas as doze questões propostas, a opinião majoritária sempre foi negativa. Ainda mais alarmante para a Fifa, a CBF e o governo - os responsáveis pela escolha do país como sede, pela organização da Copa e pela realização das principais obras - é a dimensão desse pessimismo. Em nenhuma questão incluída na pesquisa há equilíbrio entre as respostas positivas e negativas. As piores opções possíveis foram assinaladas por uma sólida maioria dos participantes da sondagem. As amplas margens que separam os porcentuais favoráveis e desfavoráveis do levantamento não deixam dúvidas: hoje, a Copa do Mundo de 2014 não empolga nem cativa o torcedor, desperta temores sobre a imagem do brasileiro no exterior e provoca insatisfação por causa do gasto excessivo e pouco inteligente de dinheiro público nas obras. A 34 meses da abertura, marcada para 12 de junho, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, ainda há tempo de sobra para que essas opiniões se amenizem - principalmente se as obras enfim começarem a avançar de verdade. É de se esperar, aliás, que o brasileiro se anime um pouco mais quando o clima da Copa começar a ser sentido. Até agora, entretanto, o Mundial é um fiasco, conforme revelam os números detalhados a seguir.

► Um dos principais argumentos dos defensores dos benefícios da realização da Copa do Mundo no Brasil é a oportunidade rara de mostrar as virtudes do país ao resto do mundo. Em alta no cenário econômico e com relevância crescente na comunidade internacional, o Brasil poderia aproveitar o Mundial para se reinventar diante das outras nações, deixando para trás sua velha imagem do país de um futuro que nunca chega. Para 78% dos participantes da pesquisa, porém, os torcedores que virão ao país em 2014 voltarão para casa com uma percepção ruim do Brasil. Só duas entre cada dez pessoas acreditam que a imagem geral da Copa do Mundo será positiva.

Os Mundiais de futebol costumam causar associações positivas na cabeça dos torcedores - mesmo quando sua seleção não é a campeã. Palavras como "vitória", "festa" e "sucesso", por exemplo, são frequentemente relacionadas com a experiência de participar de uma Copa. Conforme os leitores, no entanto, há outros termos - muito mais negativos - que se encaixam melhor no contexto da Copa de 2014. Entre as seis palavras propostas pela pesquisa, três eram negativas e três, positivas. A campeã disparada foi talvez a mais forte e grave opção apresentada. Com a convicção geral de que haverá desvio de dinheiro público, superfaturamento de obras, troca de favores entre os envolvidos na organização e desperdício de recursos, o termo "corrupção" foi citado por sete entre cada dez pessoas para definir a Copa do Mundo no Brasil. Talvez por isso mesmo, o segundo termo mais citado é outro que carrega sentido muito negativo. "Decepção", para 12% dos participantes da pesquisa, é a palavra do Mundial. Provavelmente uma referência a tudo aquilo que o brasileiro esperaria de uma Copa em casa - como "festa" (o termo citado por 7%), "sucesso" (3%) e "vitória" (apenas 2%).

Foi a primeira promessa quebrada da Copa do Mundo no Brasil: quando o país foi escolhido para sediar o torneio, o governo e a CBF tentaram contornar as críticas pelo altíssimo gasto necessário para fazer um Mundial dizendo que, aqui, todas as obras nos estádios seriam realizadas pela iniciativa privada ou através de parcerias com o poder público. Logo ficou bem claro, no entanto, que isso seria impossível. E começou o festival da gastança de verbas públicas na construção e na reforma dos palcos da Copa. Esse expediente, porém, só ganha a aprovação de 15% dos participantes da pesquisa. Os outros 85% são contra gastar dinheiro público em campos de futebol. A reprovação é ainda maior quando se trata de despejar altas quantias de dinheiro - público ou não - para construir novos estádios em cidades que já têm algum grande palco para jogos de futebol. É o que vai acontecer em São Paulo, por exemplo - o Estádio do Morumbi, tradicionalíssimo palco do futebol brasileiro, poderia ser reformado, mas foi preterido para que o Corinthians recebesse dinheiro público para construir um novo estádio, cujo valor final pode ficar na casa dos 800 milhões de reais. Recife é outro exemplo de cidade que já tem estádio mas ganhará um novo campo só por causa da Copa. Como os investimentos parecem estar concentrados nos estádios, a população desconfia de que pouco sobrará da Copa como real benefício para seu dia-a-dia. Um terço dos participantes da pesquisa acredita que haverá um legado positivo para o país, sem contar os campos de futebol. Os outros dois terços acham que não existirá avanço na infraestrutura, segurança e outros aspectos que poderiam ser beneficiados pela Copa.

Além da corrupção e do gasto desnecessário de dinheiro público, outra grande preocupação do torcedor desde que a Fifa anunciou que a Copa aconteceria no Brasil é o risco de que as obras prometidas para 2014 não fiquem prontas a tempo. E os últimos meses ajudaram a consolidar esse temor: a própria Fifa manifestou publicamente sua irritação com a demora no início das obras em vários estádios. Os notórios atrasos no começo das reformas e construções tornaram-se a grande dor de cabeça dos organizadores da Copa. Hoje, só 12% dos participantes da pesquisa proposta pelo site de VEJA acham que tudo o que foi prometido ficará pronto em 2014. Para os outros 88%, a Copa começará com obras inacabadas ou improvisadas. E a culpa, para a grande maioria, será do próprio poder público. Para 79%, um possível fracasso do Mundial no Brasil deverá ser atribuído ao governo federal. A CBF organizou a candidatura da Copa e comanda o Comitê Organizador Local, mas é apontada como responsável por um eventual fiasco por apenas 14%. A Fifa, que entregou ao Brasil a chance de sediar a Copa e agora faz intermináveis cobranças ao país, seria a culpada de acordo com 4% dos leitores.

Apesar da situação alarmante dos estádios projetados para o Mundial - dos doze, só quatro estão dentro do prazo, e outros três estão muito atrasados -, esse não é o principal foco de preocupação dos torcedores no caminho até 2014. Acostumados com uma rotina de atrasos e apertos nos aeroportos, eles apontaram a aviação civil como setor que mais provoca temores no momento. Entre as quatro opções apresentadas na pesquisa, os aeroportos foram apontados pela metade das pessoas como o grande problema do país a três anos do evento. Das doze sedes, oito têm aeroportos que operam acima de sua capacidade ideal. A conclusão das obras em boa parte deles tem prazos perigosamente próximos da época da Copa - em sete aeroportos, há o risco real de que o ano de 2014 comece com os terminais ainda em reforma ou construção. A segunda opção mais votada pelos leitores também tem ligação direta com o cotidiano das pessoas: as falhas do transporte urbano são vistas como principal problema por 29% dos participantes da pesquisa. Os estádios são apontados como o ponto crítico dos preparativos para 2014 por 18% dos participantes da pesquisa. O quesito rede hoteleira é motivo de preocupação para apenas 1%.

Quando se trata de um país absolutamente fascinado por tudo o que se refere a futebol, era de se esperar que a volta da Copa do Mundo depois de mais de seis décadas provocasse uma enorme euforia entre os torcedores. Além da chance de ver sua seleção tentar o hexa jogando em casa, o Brasil receberá as maiores equipes do planeta, assistirá a grandes clássicos e acolherá torcedores de todas as partes do mundo. Esse cenário, entretanto, só empolga uma entre cada quatro pessoas. Para os outros três quartos, a realização da Copa no Brasil não provoca qualquer ansiedade. Da mesma forma, a chegada da maior festa do futebol ao país provoca algum tipo de sensação positiva em apenas 27% dos leitores que responderam à pesquisa. Os outros 73% afirmam que não estão satisfeitos com o fato de o país receber a Copa.

O ceticismo sobre a competência das autoridades na tarefa de organizar uma Copa do Mundo já era de se prever. Igualmente esperadas - talvez não com doses tão elevadas de pessimismo - eram as dúvidas em torno do sucesso da empreitada brasileira em 2014. Mas pelo menos no quesito bola rolando era razoável projetar uma resposta mais confiante dos participantes da pesquisa. A expectativa da torcida, porém, é terrível também no âmbito esportivo. Apesar de ser a grande favorita a erguer o inédito sexto título mundial, a seleção brasileira, por enquanto, não convence. O time vai jogar com o apoio das arquibancadas e conta com uma geração talentosa, formada por atletas capazes de desequilibrar qualquer partida. Ainda assim, só 17% apostam no triunfo brasileiro na finalíssima, marcada para 13 de julho de 2014, no Maracanã, no Rio de Janeiro. Para os outros 83%, o estádio reconstruído a um custo de 1 bilhão de reais servirá de palco para a festa de alguma outra seleção.

As duas Copas que precedem o Mundial do Brasil foram muito diferentes entre si. A de 2006, na Alemanha, aconteceu dentro de um contexto muito mais favorável, num país com estádios modernos e confortáveis, infraestrutura impecável e tradição na realização de grandes competições esportivas. A de 2010, na África do Sul, teve uma organização muito mais complicada. Só havia dois estádios próximos do grau de exigência da Fifa - todos os outros foram construídos do zero ou totalmente remodelados. Também faltavam a experiência em sediar eventos desse porte e um sistema de transporte capaz de aguentar a demanda de uma Copa. Os dois Mundiais foram bem sucedidos - cada um à sua maneira, dentro de suas possibilidades. Para os participantes da pesquisa do site de VEJA, o Brasil não fará um trabalho tão bom quanto alemães e sul-africanos. Só 7% dizem que a Copa de 2014 será melhor que a de 2006. Para 85%, nosso Mundial será pior que o dos alemães. Na comparação com os sul-africanos, a desvantagem é menor, mas ainda assim ficamos atrás. Só 14% acham que o Brasil fará uma Copa melhor do que a última. Para pouco mais da metade, ela será pior que a de 2010.

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