quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Tony Curtis falece aos 85 anos de idade devido a uma parada cardíaca

Morreu na noite de quarta-feira (29) aos 85 anos de idade o ator Tony Curtis (1925-2010). A notícia foi dada por sua filha, a atriz Jamie Lee Curtis (“Perdido Para Cachorro“), ao Entertainment Tonight. Curtis teve uma parada cardíaca em sua casa em Las Vegas.

Os anos 50 foram os mais populares de sua carreira, quando participou de filmes como “Embriaguez do Sucesso“, onde contracenou com Burt Lancaster, “Acorrentados“, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar, e “O Homem que Odiava as Mulheres“. Entre seus trabalhos mais lembrados estão o épico “Spartacus” e a famosa comédia “Quanto Mais Quente Melhor“, onde contracenou com Marilyn Monroe e Jack Lemmon.

Nos anos 80 ele se dedicou à carreira de pintor, que foi bem sucedida, com quadros sendo vendidos a U$500 cada. Entre seus seis casamentos, dois deles foram com a atriz Janet Leigh (da famosa cena do chuveiro de “Psicose“) com quem teve duas filhas: Kelly e a também atriz Jamie Lee Curtis. Ao longo de sua vida, Curtis participou de mais de cem filmes.


'Os Flintstones' 50 anos

Fred Flintstones e sua família mexem com a imaginação de milhares de pessoas em todo o mundo há 50 anos. Desenho animado que retrata o cotidiano de uma típica família americana de classe média na Idade da Pedra, 'Os Flintstones' foi exibido pela primeira vez na ABC no dia 30 de setembro de 1960.

Reprodução
I Yabba Dabba-Do! Fred, Vilma, Pedrita e Dino

Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas tenham assistido o desenho criado pelos estúdios Hanna-Barbera, em mais de 80 países e dublado em 22 idiomas.

Inicialmente, 'Os Flintstones' era exibido em horário nobre, já que era voltado para o público adulto - uma novidade na época.

A primeira temporada teve 166 episódios. Mas o sucesso foi tanto que a série gerou diversos especiais, versões, filmes para TV e novas temporadas, sendo a última produzida em 1996.

Curiosidades
link a música de abertura que todos conhecem até hoje "Meet the Flintstones" foi ao ar pela primeira vez na 3ª temporada, em 1965, é de Hoyt Curtin. A primeira música de abertura era a instrumental 'Rise and Shine', também de Curtin
link o aniversário de 50 anos rendeu até uma homenagem do Google, que exibe uma ilustração do desenho em sua página inicial nesta Quinta-feira.
link "Os Flintstones" foram indicados ao Emmy em 1961 na categoria programa de humor, mas perdeu para "The Jack Benny Show", famosa comédia da CBS
link o desenho é tido como o pilar dos estúdios Hanna-Barbera




quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Marte: Jipe Opportunity está prestes a explorar possível meteorito

O jipe-robô Opportunity, que explora o planeta Marte desde janeiro de 2004 está prestes a fazer um novo experimento. Após caminhar 81 metros desde 16 de setembro, o robô está agora a apenas 31 metros de uma rocha escura, que segundo os pesquisadores pode ser os restos de um meteorito que se chocou contra o Planeta Vermelho.

Meteorito em Marte
Clique para ampliar

"Essa cor escura, textura arredondada e o modo como está assentado na superfície faz essa pequena rocha parecer um meteorito de ferro", disse Matt Golombek, cientista-chefe da missão Oppotunity junto ao Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa.

Desde que entrou em operação, Opportunity já encontrou quatro meteoritos de ferro na região de Meridiani Planum e as análises feitas pelo próprio equipamento forneceu importantes informações sobre a atmosfera marciana e dos próprios meteoritos.

Batizada de "Oileán Ruaidh" (pronuncia-se ai-len ruah), em homenagem a uma ilha ao largo da costa noroeste da Irlanda, a rocha foi recém-descoberta e as primeiras estimativas apontam que tenha cerca de 45 centímetros de largura a partir do ângulo em que foi vista pela primeira vez. Agora, os pesquisadores deverão se aproximar ainda mais e iniciar as primeiras análises dentro de alguns dias.

A exploração do jipe Opportunity é uma das mais bem sucedidas missões planetárias. O jipe já percorreu 23.3 quilômetros no solo marciano e somado à expedição de seu irmão gêmeo Spirit, a exploração marciana detêm o recorde de 31 quilômetros de trilhas percorridas.


Foto: Utilizando a câmera de navegação panorâmica, o jipe-explorador Opportunity fez essa imagem da rocha, que de acordo com os cientistas pode ser constituída de ferro. No fundo, parte da borda da cratera Endurance serve de moldura para a cena registrada. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell University.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Formula 1™ 2010 Game





IFA 2010: Imagens 3D chegam ao cotidiano

por Ethevaldo Siqueira, de Berlim

A TV e o cinema tridimensionais chegaram para ficar. Embora haja desafios a superar, o futuro das imagens 3D de alta definição parece não ter mais volta. Esse foi o ponto central da IFA 2010, em sua edição número 50, maior evento de eletrônica de entretenimento do mundo, realizado de 3 a 8 deste mês em Berlim. Entre as personalidades presentes à abertura, a primeira ministra alemã, Angela Merkel.

Mais do que outras grandes exposições, a IFA mostrou as principais tendências para os próximos cinco anos em áudio, vídeo, home theater, videogames, celulares inteligentes, e-books e milhares de aplicativos que fazem coisas inimagináveis para facilitar nossa vida.

Assim, por exemplo, além da nova imagem eletrônica 3D na TV e no cinema, a IFA antecipa o impacto da TV conectada, que resulta da fusão inevitável e crescente entre a internet e o televisor doméstico. Apresenta produtos revolucionários para nossa cozinha, como uma frigideira elétrica que não usa óleo nem água, mas apenas ar quente, para fritar batatas.

Entre as celebridades convidadas para falar debater essas tendências, na eletrônica e nas comunicações, a IFA 2010 apresentou palestrantes tão prestigiados como Eric Schmidt (a esquerda) presidente executivo (CEO) do Google, e Bryan Burns (à direita), da cadeia ESPN, a primeira a transmitir regularmente TV 3D via satélite para seus assinantes em todo o mundo.

O novo mundo 3D

Nenhum grande avanço tecnológico nas últimas décadas despertou tanto interesse do público nem teve tantos lançamentos e opções de produtos como ocorreu com a TV 3D, a televisão de imagens tridimensionais, na IFA 2010, de Berlim.

A maioria dos especialistas acredita que estamos diante de uma inovação que veio para ficar. E mais: esse mundo 3D irá muito além da TV e do cinema. Certamente vai revolucionar todas as imagens nas telas de monitores que utilizamos hoje, nos computadores, na fotografia, nos tablets, nos celulares e em outros equipamentos eletrônicos.

“Estamos diante de uma mudança real de paradigmas. Esse novo mundo das comunicações visuais, no entanto, só chegará ao maior número possível de lares quando englobar integralmente a cadeia de valores da imagem tridimensional”, argumenta o especialista Akira Shimazu, diretor de 3D da Sony japonesa.

Para a maioria dos especialistas, é preciso pensar não apenas em televisores 3D, mas em toda a longa série de produtos e tecnologias que poderão utilizar com vantagem as imagens tridimensionais, aí incluídos o cinema, os videogames, o Blu-ray disc, o home theater, os projetores de alta definição (HD), os videogames, as câmeras filmadoras de uso pessoal e doméstico HD e 3D, a fotografia ou still picture 3D, os notebooks e desktops com monitores 3D.

Na visão de consultorias especializadas, estamos apenas no começo de uma revolução tecnológica, que já pode ser percebida com toda a força na TV e no cinema 3D, mas que irá muito além. O primeiro desafio para a consolidação do que pode ser chamado também de mundo 3D, ou seja, da imagem eletrônica tridimensional, é a existência de conteúdo abundante e variado, de boa qualidade, tanto pré-gravado como em transmissões ao vivo, via TV aberta (broadcasting) ou por assinatura.

A transmissão de TV 3D com sinal aberto já é uma realidade. Os melhores testes foram feitos na Copa da África do Sul, neste ano, num trabalho conjunto de indústrias e redes de TV. O interesse e a reação dos espectadores nessas demonstrações públicas tem sido animador. As grandes cadeias de TV, como a ESPN Internacional e a Sky europeia, estão convencidas de que um dos filões da TV 3D será, portanto, a transmissão ao vivo de eventos esportivos de maior interesse, como campeonatos nacionais e internacionais dos principais esportes, como Copa do Mundo de Futebol ou as Olimpíadas, além de shows musicais e festas populares, como o carnaval brasileiro.

Do mesmo modo que as cores chegaram há 40 anos a todas as telas de vídeo, as imagens 3D deverão chegar, num horizonte de três a cinco anos, a todo o universo visual do entretenimento. Nossas casas serão dotadas, progressivamente, dos equipamentos que nos permitirão usufruir todo o potencial desse novo mundo 3D.

Por que 3D é o futuro?

A maioria dos especialistas e da indústria não tem dúvida sobre o sucesso da imagem tridimensional. Em primeiro lugar porque a tecnologia já tem condições de reprodução das características que vemos ao nosso redor em nosso dia a dia: “É preciso reproduzir a realidade, com suas imagens coloridas, em alta definição e em três dimensões”.


A ideia básica é que toda imagem eletrônica deve aproximar-se ao máximo das imagens do mundo que nos cerca, com as mesmas cores, nitidez e tridimensionalidade. Para viabilizar essa proposta, a tecnologia digital oferece as ferramentas básicas, a começar da digitalização dos sinais da TV.

Outro fator que viabiliza a tridimensionalidade é o avanço ininterrupto da tecnologia das telas ou monitores. E não se trata apenas de telas para a televisão, mas para computadores desktops, notebooks, netbooks, tablets (como o iPad ou o Kindle) e mesmo os porta-retratos digitais (digital photo-frames).


Façamos um pequeno retrospecto da tecnologia dos monitores. Na primeira demonstração de televisão feita pela BBC, em Londres, em 1930, as imagens na tela do aparelho eram formadas por apenas 12 linhas. Hoje, na TV digital de alta definição, as imagens têm 1.080 linhas de 1.920 pixels.

Durante os últimos 40 anos prevaleceu a tecnologia dos volumosos cinescópios de raios catódicos (CRT, de Cathode Ray Tube), hoje em fase de extinção acelerada. Desde os anos 1970, duas novas tecnologias passaram a disputar a atenção e a preferência da indústria para a fabricação de telas planas: plasma e cristal líquido (LCD, de Liquid Crystal Display).

Nos últimos anos, entretanto, as telas de LCD têm evoluído muito mais do que as de plasma. Os displays de plasma só superam os de LCD, ainda, na intensidade do chamado negro profundo; mesmo assim, as pessoas não parecem muito preocupadas com esse ponto.

Mesmo com toda evolução dos monitores de plasma, o cristal líquido apresenta nítidas vantagens, não apenas na imagem, mas também no consumo de energia muito menor. Quanto à percepção visual, os modernos monitores de LCD mostram detalhes de imagem muito mais precisos e delicados, e já superam um problema antigo que eram as cores lavadas, desbotadas, com menor contraste.

Tudo isso é resultado de uma evolução extraordinária dos monitores de LCD nos últimos cinco anos. O maior salto foi a iluminação com diodos emissores de luz (LED na sigla inglesa,de Light Emitting Diode), que iluminam lateralmente as telas, produzindo imagens com maior brilho, contraste e nitidez. E ainda economizam mais de 40% da energia em comparação com a que é consumida pelos monitores convencionais de plasma.

Além de incorporar as vantagens da tecnologia do LED, os monitores modernos de cristal líquido passam agora a ser fabricados por uma nova técnica, que não mais alinha as moléculas do cristal líquido na posição vertical, mas na posição horizontal, num processo denominado In Plane Switching (ou IPS), que significa conexão ou comutação horizontal.

O novo monitor resultante desse processo combina, na realidade, três tecnologias, e poderia ser chamado de LCD-LED-IPS. Por isso, a Apple adotou esse tipo de tela no iPad. Além de permitir telas mais finas e mais sensíveis ao toque, a tecnologia IPS também assegura tempo de resposta muito menor, visão nítida de qualquer ângulo lateral, maior contraste, cores mais vivas e consumo de energia até 50% menor. E quando passamos o dedo sobre essas telas de LCD-IPS, mesmo fazendo pressão sobre o vidro, não fica nenhuma marca, como ocorre nas telas convencionais de cristal líquido.

Essa tecnologia ainda permite a fabricação dos televisores super delgados, com até 4 milímetros de espessura. Com isso, os televisores puderam transformar-se numa única peça, embutindo todos os componentes na moldura. A TV virou, enfim, um quadro na parede, como previam os artigos futurológicos nos anos 1980.

É provável que na próxima Copa do Mundo, no Brasil, em 2014, tenhamos televisores com uma nova tela, mais avançada do que tudo de que dispomos hoje. Serão as telas de LED orgânico (cuja sigla é OLED, de Organic Light Emitting Diode)(f). Elas são formadas por uma camada de material orgânico ensanduichada entre dois condutores (polo positivo e polo negativo), que, por sua vez, está montada entre duas placas de vidro, uma exterior e outra de fundo. Quando a corrente elétrica é aplicada aos dois condutores, uma luz brilhante, eletroluminescente, é produzida diretamente do material orgânico.

Além da qualidade superior da imagem, os monitores de OLED têm a grande vantagem de dispensar a luz de fundo (backlight). Criada pela Kodak em 1980, a tecnologia de LED orgânico vem sendo aprimorada continuamente pelas maiores indústrias de eletrônica de entretenimento do mundo. A maior barreira à sua adoção ainda são os custos de produção industrial dos displays de maiores dimensões.

Para aplicações em telas menores – como as de celulares, iPads, iPods e e-readers em geral – a tecnologia OLED já é competitiva e começa a ser utilizada. Para as telas maiores, dos televisores, os preços ainda são elevados, embora estejam caindo continuamente. Há dois anos, a Sony começou a vender os primeiros televisores com tela de OLED, mas de apenas 11 polegadas de diagonal, por US$ 2.500. Hoje já se produzem displays maiores, de até 31 polegadas, com excelente imagem e baixo consumo de energia, mas ainda caros. Segundo especialistas, é provável que, em três ou quatro anos, a indústria venha a oferecer monitores de 42 polegadas ou ainda maiores, por preços competitivos.

Todo esse arsenal tecnológico torna praticamente irreversível a trajetória de sucesso das imagens 3D, pois a tecnologia alcançou um ponto sem retorno. Seu futuro está praticamente definido e não apenas mudará nosso entretenimento, com certeza, mas terá aplicações em educação, medicina e centenas de outros setores.

Imaginemos o salto de qualidade dos projetos apoiados em computadores (CAD, de Computer-Aided Design), os estudos e trabalhos em astronomia, geologia, geometria, projetos arquitetônicos, representações de estruturas de células ou moléculas e gráficos computadorizados (computer graphics), sistemas de visualização 3D para cirurgia computadorizada ou robotizada.

Nos casos experimentais já conhecidos, o uso de imagens tridimensionais assegura muito mais precisão a certos tipos de microcirurgia ou mesmo a diagnósticos com tomografia computadorizada, ultrassonografia, ressonância magnética e, talvez, novas gerações de radiografia.

A grande corrida

Todas as estratégias possíveis de popularização das imagens 3D estão sendo pensadas e começam a ser postas em prática. Do lado industrial, o domínio da tecnologia de imagens 3D está deflagrando uma das maiores corridas entre corporações como a LG, Sony, Philips, Samsung, Sharp e Panasonic e entre outras, como vimos na IFA 2010. Em breve, entra em cena a indústria chinesa, cujo avanço tecnológico já se aproxima do estágio da maioria de suas concorrentes mundiais.


A Sony considera-se em posição privilegiada por dispor praticamente de todos os conteúdos, distribuição e displays. A empresa tem filmes da Sony Pictures, toca-discos Blu-ray 3D, televisores, home theaters, os notebooks Vaio com monitor em 3D e, a partir de outubro, o console de games Play Station 3 (PS-3), que vai reproduzir até os novos discos Blu-ray 3D. E vale lembrar que a Sony já tem uma base instalada de 38 milhões de PS-3 vendidos em todo o mundo.

Os que apostam no cinema digital 3D usam alguns números significativos para mostrar o tamanho desse mercado nos próximos anos. Em 2009, o mundo tinha 7 mil salas ou telas de cinema 3D. No final de 2010, esse número chegará a 12 mil. Em 2013, existirão cerca de 15 mil.

As primeiras demonstrações de transmissões de TV aberta em 3D (broadcasting 3D) foram feitas em abril passado em Las Vegas, no NAB Show, pela Sony. Em seguida, na Copa da África do Sul, pelo menos três cadeias de TV, entre as quais a ESPN e a NHK do Japão, fizeram transmissões experimentais. O canal ESPN já transmite regularmente em 3D. De lá para cá, canais como o Discovery e Animal Planet já preparam dezenas de conteúdos com o novo realismo das imagens tridimensionais.

O cinema IMAX 3D deverá abrir novas possibilidades de entretenimento e produções de alto nível, como no caso do mais espetacular dos documentários já feitos na área de astronomia: um filme de 40 minutos produzido em pleno espaço cósmico, a bordo do telescópio espacial Hubble , com a tecnologia de cinema digital 3D IMAX.

O impacto desse filme sobre o espaço cósmico é incrível. Temos sensação de estar no próprio Hubble, a quase 600 quilômetros de altura sobre a Terra, com imagens tridimensionais das mais belas e estranhas galáxias, quasars, aglomerados de milhares de estrelas e corpos celestes que jamais pensaríamos poder ver em cores vivas e projetadas numa tela esférica como a dos planetários.


Um dos maiores desafios de longo prazo é a difusão dos televisores 3D e dos cinemas. Para viabilizar as transmissões abertas regulares em 3D, é preciso que a penetração seja de alguns milhões de televisores, em cada país.

Hollywood produzirá neste ano cerca de 150 filmes em 3D. Em paralelo, mais de uma centena de filmes de boa qualidade, que foram produzidos originalmente em duas dimensões, serão adaptados para 3D, uma técnica que ainda não se equipara em qualidade aos originais produzidos com captação tridimensional, mas que talvez seja aceita pelo mercado. A Samsung e outros fabricantes já dispõem de televisores que conseguem simular imagens 3D ao reproduzir originais produzidos em 2D.

A IFA 2010 mostrou as primeiras câmeras fotográficas 3D, para projeção em televisores também 3D, entre as quais a da Samsung. A coreana LG lançou a primeira filmadora de uso pessoal ou doméstica (camcorder) em HD e 3D. A Sony promete a sua para 2011.

Obstáculos a superar

Nem tudo é sucesso em 3D. Muitas pessoas têm queixas da TV ou do cinema tridimensionais. Pesquisas internacionais mostram que 15% das pessoas que assistem por mais de meia hora a programas TV, filmes ou mesmo videojogos 3D se queixam de mal-estar, tontura ou dor no globo ocular.


A imagem 3D é uma ilusão de óptica, como ocorre com o cinema e a TV. Para melhor compreender os problemas do cinema ou da TV 3D, é essencial relembrar que a percepção de imagens tridimensionais, ou estereoscopia, por nosso cérebro resulta da superposição das imagens recebidas por cada olho. Como cada uma dessas imagens tem um pequeno deslocamento causado por seus diferentes pontos de origem, nosso cérebro as superpõe, dando-nos a percepção tridimensional. O deslocamento das imagens denomina-se paralaxe.

Por isso, as câmeras de filmagem têm duas objetivas. A distância entre o centro de cada uma delas deve ser a mais próxima possível da distância entre o centro de cada uma de nossas pupilas, que é de 6,4 centímetros, em sua média mundial. Se as câmeras de filmagem ou captação das imagens 3D não tiveram distâncias próximas dessa média, o espectador reagirá com a sensação de desconforto. Qualquer discrepância maior do que 10% dessa distância, seja na câmera de captação seja nos olhos do espectador, pode causar o mal-estar denunciado por muitas pessoas.

Na opinião dos especialistas, esses problemas têm correção, tanto na fase de captação como na de produção de melhores conteúdos, ou podem ainda ser ajustadas por óculos especiais hi-tec.

Outra queixa dos espectadores é a sensação de artificialismo quando os efeitos tridimensionais são exagerados, para provocar reações mais fortes do usuário. Isso é aceitável nos videogames, em que os monstros dão a sensação de saltar sobre nossas cabeças. Ou que um animal ou inimigo vem em nossa direção e nos dá a sensação perfeita de que está saindo da tela.

O importante é que as causas dessas reações começam a ser detectadas e corrigidas. A indústria, na verdade, ainda está aprendendo quase tudo sobre estereoscopia. A feira de Berlim mostrou até a necessidade de treinamento especial dos cameramen para a captação correta das imagens 3D.

TV 3D sem óculos em 2015

Muita gente reclama do uso obrigatório de óculos especiais para ver TV ou cinema 3D. Embora não sejam mais aqueles óculos primitivos de plástico azul e vermelho, e, sim, dispositivos hi-tech, com efeitos de polarização da luz, controle de foco e de contraste, esses acessórios ainda geram muita queixa e, em alguns casos, causam desconforto aos espectadores.


A boa notícia é que, num horizonte de cinco anos, a maioria dos televisores 3D dispensará o uso de óculos. O mesmo deverá ocorrer com o cinema. Para que isso aconteça, é preciso que a tecnologia ainda se desenvolva um pouco mais, para aprimorar os padrões de alta definição em 3D, e que se estabeleçam padrões mundiais de tecnologia. Hoje há pelo menos cinco padrões incompatíveis. Não é fácil convencer as indústrias e Hollywood a adotarem um padrão único, principalmente depois de elevados investimentos em padrões diferentes.

Recordes e história

Com 135 mil metros quadrados e 1.423 expositores, em sua edição número 50, a IFA 2010 bateu todos os recordes. Foi visitada por 235 mil pessoas, 125 mil das quais profissionais das áreas de eletrônica de entretenimento, telecomunicações e eletrodomésticos, e gerou vendas imediatas de 3,5 bilhões de euros.


Quando a feira nasceu, em 1924, o rádio tinha apenas quatro anos de existência. Seu nome vem da abreviatura do alemão de Internationale Funkausstellung, que quer dizer Exposição Internacional de Radiodifusão. É a mais antiga e, desde o ano passado, a maior feira de eletrônica de entretenimento e eletrodomésticos do mundo.

O keynote speaker convidado para abrir a IFA 1930 foi ninguém menos do que Albert Einstein (f), um apaixonado pelo rádio, a tecnologia de comunicações mais recente daqueles tempos. Eis um trecho do discurso do grande gênio da física sobre o poder do rádio:

“Quando você ouvir rádio, pense também no significado de tantas pessoas possuírem um instrumento de comunicação tão maravilhoso quanto esse. Lembre-se ainda que são engenheiros aqueles que tornam possível a verdadeira democracia, ao colocar as obras do pensamento humano ao alcance de todos nós e, assim, despertar as nações de sua letargia. O rádio tem uma tarefa especial a cumprir, no tocante à reconciliação internacional. Ele revela as nações umas às outras, da forma mais viva. Assim, pode contribuir para o fim de ressentimentos e distanciamentos que tão frequentemente se transformam em desconfiança e hostilidade”.

Pena que os anos posteriores não concretizaram os sonhos de Einstein.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

MAIS UM TRAILER DE ULTRAMAN ZERO THE MOVIE

Nasa testa novo robô que deverá explorar Marte em 2012

O Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, começou esta semana os primeiros testes com o sistema de navegação do jipe-robô Curiosity, que será colocado na superfície de Marte em agosto de 2012. O jipe é parte da missão Mars Science Laboratory, programada para ser lançada entre novembro e dezembro do próximo ano.

Jipe-Robô Curiosity em testes no JPL
Clique para ampliar

Os primeiros testes foram bastante satisfatórios e consistiram em fazer o jipe-robô subir e andar sobre rampas instaladas dentro do laboratório do JPL, ligado ao Instituto de Tecnologia da Califórnia. Da mesma forma que os robôs antecessores, o jipe Curiosity (Curiosidade) também utiliza o mesmo tipo de suspensão empregada nas missões passadas e também o mesmo esquema de seis rodas, que permitem ao veículo andar sobre diversos tipos de terrenos irregulares, iguais aos encontrados no Planeta Vermelho.


Objetivo
A missão Mars Science Laboratory, MSL, está prevista para durar um ano marciano, o equivalente a dois anos terrestres e tem como principal objetivo determinar a habitabilidade de Marte. Para isso o robô será dotado dos mais avançados instrumentos científicos, que farão estudos jamais realizados no planeta

Jipe-Robô Curiosity em testes no JPL (2)
Clique para ampliar

Durante o tempo de permanência no Planeta Vermelho o robô analisará dezenas de amostras do solo marciano, que serão coletadas através de furos e escavações de terreno. Serão analisados em profundidade os registros climáticos, a geologia, estrutura e composição química do planeta, sempre com o objetivo de detectar elementos químicos relacionados às formas de vida, principalmente água e carbono, além de avaliar como o planeta pode ter sido no passado.

Pouso
A Mars Science Laboratory contará com diversas inovações tecnológicas, especialmente no que se refere ao pouso. Como em outras missões, a sonda descerá no Planeta Vermelho freada por um pára-quedas, mas durante os segundos finais um sistema propulsor entrará em operação e descerá o robô Curiosity na superfície através de um sistema de amarras.


Uma vez na superfície o robô será capaz de rolar por cima de obstáculos de até 75 cm de altura. Segundo os engenheiros do JPL, o Curiosity poderá desenvolver até 90 metros por hora, mas na prática a velocidade não deverá ser superior a 30 metros por hora, devido a deslizamentos, inclinação do terreno, visibilidade e outras variáveis.

Energia nuclear
Diferente de seus antecessores que usavam energia solar para alimentação, o Curiosity emprega um sistema que gera energia a partir do decaimento do plutônio. De acordo com o JPL, esse tipo de fonte de alimentação permitirá ao jipe-robô completar toda a missão sem necessidade de recargas, garantindo grande mobilidade e flexibilidade até mesmo em latitudes muito elevadas onde a presença da luz solar é deficiente.


Fotos e Vídeo: No topo, engenheiros do JPL, da Nasa, dirigem o robô Curiosity, fazendo o jipe subir e descer as rampas montadas no laboratório. Na sequência, close-up mostra detalhes do sistema de suspensão. Acima, vídeo mostra como será a descida do robô na superfície, programada para agosto de 2012. Créditos: JPL/Nasa/Caltech/Youtube/Apolo11.com

Suposta bola de fogo no Rio de Janeiro não passa de um avião

Na tarde de terça-feira, um objeto luminoso bastante pronunciado chamou a atenção dos moradores que passavam por alguns bairros do Rio de Janeiro. Devido à coloração alaranjada e por estar em movimento, o suposto bólido foi imediatamente chamado de "Bola de Fogo", e teria sido provocado por um meteoro na atmosfera ou pelos restos de um satélite desgovernado.


Na realidade, o suposto objeto não identificado não passava de um avião em grande altitude, com a tradicional trilha de condensação iluminada pelos raios de Sol, bem baixo no horizonte.

Apesar do vídeo divulgado pela Rede Globo não mostrar detalhes, a trilha de condensação é normalmente formada por duas esteiras próximas, somente perceptível se o ângulo de observação for próximo à perpendicular do objeto. Imagens feitas em ângulos laterais mais baixos, como neste caso, induzem ao observador a achar que se trata de uma única esteira, quando na verdade são duas.


Fotos: A primeira imagem mostra a trilha de condensação deixada por uma avião logo após o pôr-do-Sol, na cidade de sacramento, Califórnia. Na segunda imagem, devido ao menor ângulo da observação é possível ver claramente as duas esteiras de condensação. Créditos: www.dl-digital.com/Dick Locke / www.iozzi.net/Iozzi/G1.Globo.com via Embed Code.

McLaren e Ferrari lutam contra o favoritismo da RBR


Apesar da alta dose de equilíbrio da temporada 2010, a maior desde 1981, a RBR desponta como favorita nas últimas cinco corridas do campeonato, os GPs de Cingapura, Japão, Coreia do Sul, Brasil e Emirados Árabes. O carro da equipe austríaca é considerado o melhor deste ano e deverá se adaptar bem a todas essas pistas, enquanto McLaren e Ferrari devem sofrer em pelo menos duas delas. O ponto alto deve ser Suzuka, com suas curvas de alta e média velocidade.

montagem carros F1 webber hamilton alonsoRBR é favorita, mas McLaren e Ferrari estão brigando pelo título nos últimos GPs da temporada (Foto: AFP)

- O carro da RBR é bom em todas as pistas. Os das rivais, entretanto, são bons em algumas e nem tanto em outras. Cingapura é ruim para a McLaren; Suzuka é um parque de diversões para os RBRs; deve ser o mesmo na Coreia, pelo que se viu na segunda metade da pista, que deve compensar as retas longas da primeira. A pista de Interlagos é ruim para a Ferrari e pior para a McLaren; e Abu Dhabi é cheia de curvas de média velocidade e chicanes, que que exigem boa capacidade de frenagem e de mudanças de direção - diz Lito Cavalcanti, comentarista do SporTV.

Cinco pilotos têm chances reais: Mark Webber, Lewis Hamilton, Fernando Alonso, Jenson Button e Sebastian Vettel. Felipe Massa deve desempenhar um papel importante como escudeiro de Alonso. Para Lito Cavalcanti, o importante para as equipes é minimizar os erros de seus pilotos, que fizeram muitas besteiras ao longo da temporada 2010 da Fórmula 1.

- O único que escapou de erros próprios nesse ano foi o Button, mas acabou vítima de um erro alheio (Vettel, na Bélgica - veja no vídeo ao lado). A chance de erros, pelo que se viu no temporada, pode ser esperada de Hamilton, Alonso, Webber e Vettel. Será igual a um jogo de tênis: vencerá quem errar menos.

Confira abaixo uma análise dos últimos cinco circuitos da temporada 2010 da Fórmula 1:

F1 pistas - GP CingapuraData: 26 de setembro - 9h (de Brasília)
Circuito de Marina Bay
Extensão: 5.073 metros
Voltas: 61
Distância total: 309,326 quilômetros
Recorde: Kimi Raikkonen - 1m45s599 (2008)
Último vencedor: Lewis Hamilton (McLaren)

Primeiro desafio será noturno e nas ruas

Única corrida noturna da Fórmula 1 2010, o GP de Cingapura é disputado em uma pista de rua de desenho clássico, cheio de esquinas e curvas em 90 graus. O circuito se assemelha muito ao do GP da Europa, em Valência, onde a RBR venceu neste ano com Sebastian Vettel e a McLaren sofreu muito, principalmente nos treinos. A Ferrari deve andar bem no traçado, mas a vantagem está com a equipe austríaca.

- Como foi o GP de Cingapura em 2009

Lewis Hamilton, da McLaren, dominou a corrida desde a largada e liderou quase toda a corrida. O alemão Timo Glock, da extinta Toyota, ficou na segunda posição, bem atrás. O espanhol Fernando Alonso, então na Renault, completou o pódio. Os dois carros da RBR sofreram com problemas de freio: Mark Webber acertou o muro no fim, e Sebastian Vettel ainda conseguiu a quarta posição.

F1 pistas - GP JapãoData: 10 de outubro - 3h (de Brasília)
Circuito de Suzuka
Extensão: 5.807 metros
Voltas: 53
Distância total: 307,471 quilômetros
Recorde: Kimi Raikkonen - 1m31s540 (2005)
Último vencedor: Sebastian Vettel (RBR)

Tradição e técnica em Suzuka

Palco dos três títulos mundiais de Ayrton Senna, Suzuka é considerado um quintal da RBR. Com suas curvas de alta e média velocidade, o RB6 estará em casa. Nesta corrida, sem tantas chances, McLaren e Ferrari terão de trabalhar para o prejuízo no campeonato não ficar grande demais. Um abandono, nesta altura da temporada, será decisivo nas aspirações ao título.

- Como foi o GP do Japão em 2009

Vettel venceu uma corrida tranquila, sem ser ameaçado. Ele dominou desde a largada e não deu chances para os adversários. Jarno Trulli, então na Toyota, chegou em segundo, seguido por Hamilton, da McLaren. O inglês suportou a pressão de Kimi Raikkonen, da Ferrari, nas voltas finais. Webber largou dos boxes após trocar o chassi por causa de um acidente no sábado. Ele teve uma corrida cheia de problemas e fez várias paradas nos boxes. O australiano foi o 17º, duas voltas atrás.

F1 pistas - GP Coreia do SulData: 24 de outubro - 4h (de Brasília)
Circuito de Yeongam
Extensão: 5.621 metros
Voltas: 55
Distância total: 309,155 quilômetros
Recorde: primeira corrida de Fórmula 1
Último vencedor: primeira corrida de Fórmula 1

Incertezas marcam prova coreana

O GP da Coreia do Sul é a grande incógnita do ano. Projetado pelo arquiteto alemão Hermann Tilke, o cronograma de construção do circuito de Yeongam sofreu com o mau tempo da região. Segundo ele, o tempo é suficiente para acabar as obras na pista. A primeira camada de asfalto já foi aplicada, e o indiano Karun Chandhok, ex-Hispania, fez uma demonstração no traçado com um carro da RBR a 50 dias da data programada para a realização da corrida.

O traçado, com duas longas retas na primeira parte e bastante sinuoso, com curvas de média velocidade na segunda metade, deve ser bom para a RBR. A McLaren, com seu eficiente duto aerodinâmico também deve andar bem em Yeongam. A Ferrari, por sua vez, é uma incógnita.

F1 pistas - GP BrasilData: 7 de novembro - 14h (de Brasília)
Circuito de Interlagos
Extensão: 4.309 metros
Voltas: 71
Distância total: 305,909 quilômetros
Recorde: Juan Pablo Montoya - 1m11s473 (2005)
Último vencedor: Mark Webber (RBR)

- Emoção e ultrapassagens em São Paulo

O circuito de Interlagos sempre proporciona boas e emocionantes corridas. O fato do GP do Brasil ter sido jogado para a parte final do campeonato diminuiu o risco de chuvas torrenciais, mas a região de Interlagos é conhecida pela instabilidade do tempo. Em 2010, a RBR deve levar vantagem na pista paulista, mas McLaren e Ferrari podem ameaçar no trecho da reta dos boxes, com bastante tempo em subida.

- Como foi o GP do Brasil em 2009

Após tomar a ponta do brasileiro Rubens Barrichello no momento dos primeiros pit stops, Webber venceu a corrida que marcou o título do inglês Jenson Button, ainda na Brawn GP, com boa folga em 2009, seguido pelo polonês Robert Kubica, da extinta BMW Sauber. Hamilton completou o pódio, à frente de Vettel, quarto colocado.

F1 pistas - GP Emirados ÁrabesData: 14 de novembro - 11h (de Brasília)
Circuito da Yas Marina, em Abu Dhabi
Extensão: 5.554 metros
Voltas: 55
Distância total: 305,361 quilômetros
Recorde: Sebastian Vettel - 1m40s279 (2009)
Último vencedor: Sebastian Vettel (RBR)

- Título deverá ser decidido no crepúsculo

A corrida em Abu Dhabi é a única da temporada disputada no crepúsculo, ou seja: ela começa no fim da tarde, quase ao pôr do sol, e termina já de noite no país árabe. A mudança de temperatura da pista é drástica, já que a incidência da luz solar vai a zero durante o GP. Deve ser mais uma pista a favorecer a RBR, com várias curvas e mudanças de direção. No ano passado, a equipe austríaca fez dobradinha.

- Como foi o GP em Abu Dhabi em 2009

Vettel teve sorte na última prova da temporada, na Yas Marina. O alemão venceu depois que a McLaren de Hamilton teve problemas no freio quando o inglês liderava e ele teve de abandonar a prova. Webber completou a dobradinha da RBR, e Button, campeão mundial, foi o terceiro.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Nasa confirma objetos de baixo impacto na atmosfera de Júpiter

Astrônomos amadores conseguiram captar, utilizando pela primeira vez telescópios com base na Terra, dois objetos relativamente pequenos queimando e iluminando a atmosfera do planeta Júpiter . São imagens de objetos de baixo impacto, confirmadas pela agência espacial americana (Nasa).

Impacto de pequeno objeto na atmosfera de Júpiter
Clique para ampliar

As duas bolas de fogo, provavelmente de um cometa pequeno ou um asteroide, foram observadas diretamente do quintal dos astrônomos nos dias 3 de junho e 20 de agosto. Anthony Wesley estava visitando um amigo na Austrália e foi o primeiro astrônomo amador a realizar a observação. Wesley já havia descoberto no ano passado uma mancha escura em Júpiter que os cientistas não tinham detectado. A segunda observação foi feita pelo japonês Masayuki Tachikawa.

De acordo com especialistas, o objeto captado no dia 3 de junho tinha entre 8 e 13 metros de diâmetro, comparável a um asteroide, como o 2010 RF12 que passou perto da Terra na última quarta-feira (8).

O astrônomo amador Anthony Wesley colocou uma câmera de vídeo digital para registrar imagens de seu telescópio em cerca de 60 quadros por segundo. Wesley estava assistindo o vídeo ao vivo na tela do computador quando viu um flash que iluminou gradualmente e em seguida desapareceu. Ouvir


“Júpiter é como um aspirador de pó com grande gravidade. Está claro que objetos relativamente pequenos, restos da formação do sistema solar há 4,5 bilhões de anos ainda batem no planeta com frequência. Os cientistas querem descobrir qual é essa frequencia”, declarou o astrônomo Glenn Orton, do Laboratório de Propulsão a Jato, JPL, da Nasa.

Orton, que recebeu imediatamente uma mensagem de Wesley sobre a observação do objeto no dia 3 de junho, ressalta a importância das observações feitas por astrônomos amadores ao redor do mundo. São informações que seriam impossíveis de conseguir apenas com os telescópios de grande porte.

Cientistas calcularam que o impacto do dia 3 de junho em Júpiter liberou cerca de 300 a 1000 milhões de quilowatts-hora de energia. Apesar de colisões desse porte nunca terem sido detectadas em Júpiter, alguns modelos já previam este tipo de impacto.

Furacões e tempestades avançam pelo oceano Atlântico

14.09.2010/Nasa14.09.2010/Nasa

Imagem captada pela Nasa mostra os furacões Igor e Julia em seu avanço pelo oceano Atlântico


Furacão Igor, com ventos sustentados de até 70 km/h, é fotografado por astronauta da Estação Espacial Internacional. Doug Wheelock registrou o movimento do fenômeno natural na direção noroeste, no Oceano Atlântico. México, Porto Rico e Ilhas Virgens estão
Furacão Igor, com ventos sustentados de até 70 km/h, é fotografado por astronauta da Estação Espacial Internacional. Doug Wheelock registrou o movimento do fenômeno natural na direção noroeste, no Oceano Atlântico. México, Porto Rico e Ilhas Virgens estão em estado de alerta.(Foto: AP Photo/NASA/Doug Wheelock)

Três tormentas potencialmente perigosas avançavam nesta terça-feira (14) sobre o oceano Atlântico, segundo informações de centros de meteorologia.


O furacão Igor, o quarto deste ano a chegar à perigosa categoria 4 da escala Saffir-Simpson (que vai até 5), com ventos de 205 km/h, gera preocupação em Porto Rico. A previsão é de que as ondas causadas pela tormenta cheguem ao país e às ilhas Virgens até esta quarta-feira (15). A chegada à ilha de Bermuda pode acontecer no próximo fim de semana.

No extremo leste do Atlântico, a tempestade Julia ganhou força e se tornou o quinto furacão do ano.

Já a tempestade Karl, localizada 435 km ao leste de Chetumal, no México, tinha na tarde desta terça-feira ventos em torno de 65 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões (CNF), nos Estados Unidos.

Karl, 11ª tempestade tropical desta temporada no Atlântico, deve cruzar nesta quarta-feira a península mexicana do Yucatán, entrando pela baía de Campeche (no extremo sudoeste do golfo do México), antes de avançar para o continente, em direção ao centro do país.

Com este avanço, a tempestade não deve atingir as instalações de gás e petróleo dos Estados Unidos, na parte norte do golfo do México. Os meteorologistas, no entanto, preveem que a tempestade possa afetar algumas instalações do setor no México.

A estatal mexicana Pemex, por exemplo, anunciou que ainda não tomou providências, mas está monitorando atentamente a tempestade.


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Astrônomos amadores registram passagem de asteroide próximo




Os astrônomos amadores Ernesto Guido e Giovanni Sostero conseguiram registrar a passagem do asteroide 2010 RX30 na manhã desta terça-feira às 07h45 pelo horário de Brasília. O objeto foi rastreado por um telescópio instalado em Mayhill, no Novo México, operado remotamente a partir do Observatório de Remanzacco, na Itália.

Asteroide 2010 RX 30

O registro consta de quatro exposições sequenciais de 30 segundos e no momento da passagem a rocha se localizava a 246 mil km de distância da Terra.

Passagem do asteroide 2010 RX 30

O segundo asteróide deverá cruzar a órbita terrestre às 17h12 EDT (18h12 pelo Horário de Brasília) e de acordo com os cáculos atingirá uma distância mínima de 79 mil quilômetros.

Meteoro irrompe na atmosfera e explode sobre a Colômbia

Autoridades colombianas acreditam que o forte estrondo ouvido na tarde de domingo próximo à província de Santander foi de fato causado pela entrada de um meteoro na atmosfera . Inicialmente, havia a suspeita de um possível acidente aeronáutico, o que mobilizou diversos aviões da força aérea daquele país.

Não existem relatos de danos causados pela entrada do objeto, mas testemunhas em diferentes partes de uma grande área que inclui a capital Bogotá disseram que viram uma espécie de bola de fogo no céu. Outros moradores de localidades próximas também relataram terem ouvido um som muito alto, seguido de um brilhante clarão.

No início da noite, emissoras de TV divulgaram diversas cenas registradas por cinegrafistas amadores e ao que tudo indica, o objeto era mesmo um meteoro que explodiu na atmosfera. Segundo o prefeito Fernando Vargas, da cidade de Bucaramanga, o objeto teria produzido uma cratera de cerca de 100 metros de diâmetro, mas essa informação ainda não foi confirmada.


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Nasa anuncia plano de enviar sonda para a atmosfera do Sol

Custo do projeto deve ficar em torno de US$ 180 milhões (cerca de R$ 306 milhões)


A Nasa (agência espacial americana) anunciou o plano de lançar uma nave não-tripulada para tentar chegar mais perto do que nunca do Sol.

Cientistas esperam lançar a sonda Solar Probe Plus (SPP), com o objetivo de alcançar a camada mais externa da atmosfera do astro, antes de 2018.

Antes de ser destruída por temperaturas acima dos 1.400°C, a nave terá que obter informações valiosas sobre o Sol.

O custo do projeto da sonda solar deve ficar em torno de US$ 180 milhões (cerca de R$ 306 milhões).

Para suportar as temperaturas e a radiação, os instrumentos serão protegidos por um enorme escudo anticalor, feito de um composto de carbono, que ainda precisa ser construído.

O Sol é um dos poucos lugares para os quais o homem ainda não enviou naves espaciais.

“Tentar entender como o Sol influencia a Terra é algo um tanto importante hoje em dia”, disse à BBC News Richard Harrison, físico solar do laboratório britânico Rutherford Appleton.

“A única coisa que nós nunca fizemos é realmente ir lá. Você imagina uma nave espacial voando até Marte ou Vênus, mas com o Sol, é um pouco diferente. [Mas nós somos capazes de enviar] uma nave perto do Sol e este é o plano para a próxima geração da navegação espacial”, afirmou.

Lika Guhathakurta, cientista do programa Solar Probe Plus na sede na Nasa, em Washington (EUA), disse que, “pela primeira vez, nós seremos capazes de tocar, sentir o gosto e cheirar o nosso Sol”.

A nave sera equipada com vários instrumentos, entre eles um detector de partículas do vento solar, uma câmera 3D e um dispositivo para medir o campo magnético.

A camada mais externa da atmosfera do Sol é chamada de “coroa” e é muitas centenas de vezes mais quente que a fotosfera, ou a superfície visível da estrela.

Harrison afirma que, para muitas pessoas, pode parecer estranho que o Sol realmente tenha uma atmosfera.

Mas ele tem, segundo ele explica; “É este plasma de milhões de graus, [feito de] partículas carregadas, presas em circuitos magnéticos, algo como supercampos magnéticos”.

Um dos objetivos da missão SPP é entender a natureza do “vento solar”, a massa de partículas carregadas que se propaga para longe do Sol e em direção do espaço.

“Os experimentos selecionados para o Solar Probe Plus são especificamente projetados para resolver duas questões-chave da física solar: por que a camada mais externa da atmosfera do Sol é tão mais quente que a sua superfície visível, e o que impulsiona o vento solar, que afeta a Terra e o nosso Sistema Solar”, diz Dick Fisher, diretor da Divisão de Heliofísica da Nasa, em Washington.

“Nós temos confrontado estas questões por décadas e esta missão deve finalmente nos trazer as respostas”.

O SPP não é o único projeto em andamento para se chegar próximo ao Sol. Tanto a Nasa quanto a Agência Espacial Europeia estão trabalhando em outra missão chamada Solar Orbiter, um satélite que também pode chegar à estrela até o fim desta década.

No entanto, o professor Harrison diz que o SPP tem objetivos bem mais ambiciosos.

“A sonda solar vai literalmente atravessar uma parte da atmosfera do Sol, e isso nunca foi feito antes”, afirma.

“O verdadeiro desafio será tirar as medidas – você não quer somente medir os efeitos que você levou à atmosfera [por meio da nave espacial]”.

“É um pouco como se você estivesse conduzindo um barco por um rio e medindo algo sobre a superfície – você não quer medir as ondulações causadas pelo barco. É um verdadeiro desafio, mas é algo factível”.

Primeiro filme pornô 3D para Imax começa a ser gravado

Produção orçada em mais de US$ 3 milhões começou a ser rodada em um estúdio de Hong Kong


Um grupo de cineastas de Hong Kong anunciou o início das gravações de "3D Sex and Zen: Extreme Ecstasy", o primeiro filme pornô 3D para Imax. A película, orçada em US$ 3,2 milhões, tem como estrelas as atrizes japonesas Yukiko Suo e Saori Hara.

Editora Globo
Câmera especial é usada para gravar o filme pornô 3D

A trama do filme é baseada no clássico erótico chinês "O Tapete de Oração Carnal" e mostra a história de um jovem que, ao ficar amigo de um duque, é apresentado a um mundo de orgias e outras peripécias sexuais.

Segundo Cristopher Sun, diretor do longa, a intenção de fazer um filme pornô tridimensional em Imax não é apenas pelo erotismo, mas também para surpreender a plateia. "As cenas de sexo são explícitas e algumas vezes violentas, mas o tema principal da história é o amor", afirmou o diretor Christopher Sun, em entrevista à Reuters.

AFP PHOTO / ED JONES
Equipe técnica faz ajustes no posicionamento dos atores

Os produtores esperam que drama erótico seja um grande sucesso devido aos efeitos 3D, ajudando a desenvolver um lucrativo nicho de mercado cinematográfico. O filme deve ser lançado apenas em maio de 2011 e será distribuído no Japão, Coreia do Sul, países do sul asiático e Hong Kong.

E este é só o começo das grandes produções eróticas 3D. Segundo reportagem do NY Daily News, a empresa Hustler está trabalhando em uma sátira erótica 3D de Avatar e o diretor italiano Tinto Brass planeja fazer um "remake" 3D do clássico erótico "Caligola", de 1979.

As salas de exibição Imax têm telas enormes, com 16 metros de altura por 22 de largura, na maioria dos casos. O tamanho da tela é equivalente a um prédio de cinco andares. A maior sala de Imax do mundo fica em Sydney, na Austrália, com tela de 29 metros de altura por 25 metros de largura, o equivalente a um edifício de oito andares.

AFP PHOTO / ED JONES
Atriz Saori Harais e ator Hiro Hayana contracenam no set de filmagens

Homens com insônia morrem mais cedo, diz estudo

Segundo pesquisadores, insônia crônica é "uma grave doência e com significativas consequências físicas"

Homens com insônia crônica – ou seja, aqueles que têm o distúrbio constantemente há pelo menos um ano – e que dormem menos do que seis horas por noite têm probabilidade maior de sofrer morte precoce do que os que têm uma boa noite de sono, segundo estudo do Centro de Pesquisa e Tratamento do Sono da Universidade de Penn State, na Pensilvânia.

 Shutterstock

Para realizar a pesquisa, 741 homens na faixa etária de 20 anos a 100 anos foram submetidos a testes entre 1990 e 1995. Primeiramente, os voluntários se identificavam como insones ou não, e então passavam a noite em um laboratório enquanto cientistas registravam suas horas de sono. O resultado mostrou que 6% sofria de insônia crônica.

Em 2007, 14 anos após a pesquisa inicial, veio a surpresa: 51,1% dos homens com insônia crônica e que dormiam menos do que 6 horas por noite haviam morrido, contra apenas 9,1% dos homens que tinham sono normal.

Segundo um dos líderes da pesquisa, Alexandros Vgontzas, o estudo mostra que a insônia crônica é "uma grave doência e com significativas consequências físicas". Segundo Vgontzas, no entanto, ninguém morre de insônia, mas o distúrbio pode acentuar outras doenças, como diabetes ou pressão alta.

Homens x mulheres

Entre 1994 e 1997, o mesmo teste foi realizado com 1.000 mulheres e os cientistas constataram que 9% tinha delas sofriam de insônia crônica. Dez anos depois, em 2007, os pesquisadores descobriram que apenas 2% das mulheres morreram.

Segundo os pesquisadores, citados pela National Geographic, não foi possível detectar uma ligação entre a insônia crônica e a morte prematura nas mulheres. Tanto as insone quanto as mulheres com sono em dia tiveram uma taxa semelhante de mortalidade durante o período do estudo.

O Adeus ao Mito, Serena vai às lágrimas após derrota no US OPEN e agradece a irmã Venus "sem você eu não existiria"

  Chegou ao fim uma das maiores carreiras de um atleta na história. Serena Williams, que havia anunciado que se aposentaria após o US Open, ...