domingo, 26 de dezembro de 2010

Conheça Arecibo, o maior radiotelescópio fixo do mundo

Construído na região norte de Porto Rico, o radiotelescópio de Arecibo é o maior radiotelescópio fixo do mundo.

Sua antena, construída em 1963 no interior de uma cratera vulcânica, tem 305 metros de diâmetro e é formada por 39 mil pequenas chapas de alumínio, cada uma medindo aproximadamente 1 x 2 metros. Foi projetado e construído sob a coordenação do cientista norte-americano Willian Gordon, da Universidade de Cornell, e a princípio tinha como objetivo o estudo da ionosfera terrestre.


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Para o estudo, o professor Gordon utilizou poderosos pulsos de radar, que após se chocarem com a ionosfera eram rebatidos de volta à antena. Como os sinais refletidos eram extremamente débeis, uma antena de proporções avantajadas seria necessária.

Hoje em dia, apenas uma pequena fração do tempo de operação do radiotelescópio é usada para o estudo da ionosfera. Durante a maior parte do período o equipamento é utilizado para o estudo das galáxias e astronomia dos pulsares, além da busca constante de vida inteligente fora da Terra.

A grande vantagem do radiotelescópio de Arecibo é sem dúvida o seu tamanho, que permite que os mais débeis sinais emitidos a centenas de anos-luz possam ser captados. No entanto, seu tamanho gigante e sua tecnologia de construção fixa é um impedimento para que possa ser orientada em outras direções, ficando reservado à observação de uma área fixa no céu. A maior parte dos outros radiotelescópios pode observar de até 90% do céu, mas não têm a sensibilidade de Arecibo.


Descobridor do espaço
O radiotelescópio de Arecibo é um importante descobridor do espaço profundo. Em 7 de abril de 1964, alguns meses após sua inauguração, o pesquisador Gordon Pettengill e sua equipe determinaram com seu auxílio que o período de rotação de Mercúrio era de 59 dias e não de 88 como até então era estimado. Em 1989 o Observatório de Arecibo, a alguns quilômetros a oeste da antena, fez a primeira foto de um asteroide da história, ao registrar em detalhes o objeto 4769 Castalia. No ano seguinte o astrônomo polonês Aleksander Wolszczan descobriu o pulsar PSR B1257+12. Mais tarde Wolszczan identificou dois objetos que orbitavam o pulsar, tornando-se estes os dois primeiros planetas extrassolares descobertos.

Durante o período da Guerra Fria, forças norte-americanas utilizaram constantemente o radiotelescópio com a finalidade de localizar instalações de radares soviéticas, estudando a reflexão dos sinais após serem rebatidos pela Lua.

Arecibo é a também a fonte de dados para o projeto SETI, proposto pelos cientistas da Universidade de Berkeley, nos EUA, e que tem como objetivo a tentativa de captar sinais emitidos por possíveis civilizações exteriores.

Em 1974, cientistas liderados pelos astrônomos Frank Drake e Carl Sagan utilizaram o radiotelescópio para enviar em direção ao cúmulo globular M13, distante 25 mil anos-luz, aquela que ficou conhecida como a "Mensagem de Arecibo", uma emissão de rádio de 1679 bits (acima). O pacote de dados em formato binário representava imagens que pudessem, e ainda podem, ser interpretadas por outras civilizações. Entre as imagens estavam números, pessoas, fórmulas químicas e um telescópio.

Fonte: Apolo11

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

VIAGEM AO FUNDO DO MAR

Richard Basehart (E), David Hedison, Del Monroe, Terry Becker e Robert Dowdell (Foto Fox/Arquivo)

Irwin Allen foi um dos produtores que reinventaram o gênero aventura para a televisão. As quatro séries produzidas por ele, na década de 1960, se transformaram em um marco, permitindo novas possibilidades para a exploração do gênero na TV.

Tendo um orçamento limitado, as produções televisivas perdiam para os filmes do cinema. Mas, na década de 1960, as superproduções cinematográficas começaram a cair em declínio, dando lugar a filmes mais intimistas e alternativos, fortemente influenciados pela produção europeia. Essa linha narrativa também chegou à TV, com séries dramáticas questionando o valor da sociedade, do governo e da vida. Mas também foi nesse período que a ficção científica passou a se dedicar mais ao público adulto.

Na década de 1960, com a corrida espacial dominando o imaginário do público e a abertura conquistada por produções como “Além da Imaginação” e “Quinta Dimensão”, um número maior de séries desse gênero surgiram. Assim, Irwin Allen trouxe para a TV o entretenimento das produções blockbusters. Suas séries ficaram marcadas como superproduções que dominavam a telinha. Todas utilizavam cenários grandiosos, alguns dos quais impressionam até hoje. Temos como exemplo “Terra de Gigantes”, a quarta série desta safra, também composta por “Viagem ao Fundo do Mar“, “Perdidos no Espaço” e Túnel do Tempo”.

Conhecido na década de 1970 como o mestre do cinema catástrofe, graças a filmes como “O Destino do Poseidon” (e sua sequência), “Inferno na Torre” e “O Dia em que o Mundo Acabou”, Irwin Allen deu início a uma carreira de sucessos na TV com a versão de seu filme “Viagem ao Fundo do Mar”.

Interessado pela vida marinha e vencedor do Oscar pelo documentário “The Sea Around Us”, de 1951, Allen escreveu e produziu o filme “Viagem ao Fundo do Mar” em 1961, para a 20th Century Fox. Visivelmente influenciado pela obra de Julio Verne, Allen introduziu ao público da época as aventuras de um submarino nuclear, que tinha a função de pesquisar a vida marinha e seus benefícios para a humanidade.

A história do filme tem como base a descoberta do Cinturão de Van Allen ocorrida em 1958. Trata-se de uma região no espaço que concentra partículas no campo magnético da Terra, provocando vários fenômenos atmosféricos. O nome do Cinturão foi uma homenagem ao Dr. James Van Allen, que conduziu as pesquisas que levaram à sua descoberta.

Impressionado com o fato, Irwin decidiu escrever um filme explorando a ideia do que poderia ocorrer caso as radiações provocadas pelo Cinturão atingissem a Terra em sua totalidade. Assim, na versão cinematográfica, a tripulação do submarino Seaview (que traduzindo significa ‘vista para o mar’) precisa salvar a Terra da ameaça de uma total incineração provocada pela radiação do cinto de Van Allen.

Com roteiro assinado por Allen e Charles Bennett, o filme foi estrelado por Walter Pidgeon, que interpretou o Almirante Nelson, responsável pela Fundação Nelson de Pesquisas Submarinas, que criou o Seaview.

A bordo estavam o Capitão Lee Crane (Robert Sterling), Comandante Lucius Emery (Peter Lorre), Tenente Chip Romano (Frankie Avalon), Tenente Cathy Connors (Barbara Eden, de “Jeannie é um Gênio”), que era a noiva de Crane, Dra. Susan Hiller (Joan Fontaine), psicóloga, e Miguel Alvarez (Michael Ansara, marido de Eden na vida real), cientista civil.

Bem como o restante da tripulação, na qual se encontravam os marinheiros Kowski (Del Monroe) e Smith (Mark Slade). Apenas os dois últimos atores migrariam para a série de TV, sendo que o personagem de Monroe passou a ser chamado de Kowalski e o de Slade, visto apenas na primeira temporada, chamava-se Malone.

O sucesso do filme fez com que Allen oferecesse ao estúdio o projeto de uma adaptação para a TV. Apontando a vantagem de que nenhum custo extra seria necessário para a fabricação do cenário e maquetes, Allen conseguiu a autorização do estúdio para produzir a série. Não querendo ficar preso a uma série, Walter Pidgeon recusou-se a voltar a interpretar o Almirante Nelson. Em seu lugar foi contratado Richard Basehart, mais jovem que Walter, mas com uma impressionante carreira no teatro e no cinema.

O ator esteve em clássicos como “A Estrada da Vida”, de Federico Fellini, “Os Irmãos Karamazov” e “Moby Dick” antes de migrar para as séries de TV no início dos anos de 1960. Depois de algumas participações especiais em várias séries de sucesso da época, Basehart aceitou estrelar “Viagem ao Fundo do Mar”, com o objetivo de conseguir dinheiro para produzir suas peças no teatro. Sua presença no elenco convenceu David Hedison a aceitar o convite de Allen para interpretar o Capitão Lee Crane, substituindo Sterling. Na versão para a TV, Crane não tinha noiva, ficando livre para viver suas aventuras e se envolver com outras mulheres. Curiosamente, Hedison tinha sido a primeira escolha de Allen para o personagem no cinema. Mas o ator recusara o papel.

No lugar de Peter Lorre entrou Henry Kulky, que interpretou o Chefe Curley Jones. Quando o ator morreu, em 1965, foi substituído por Terry Becker, que interpretou o Chefe Sharkey, personagem originalmente oferecido a James Doohan, que preferiu trabalhar em “Jornada nas Estrelas”, onde deu vida ao personagem Scotty. Em substituição ao ator e cantor Frankie Avalon, Allen contratou Robert Dowdell, como Tenente Chip Morton.

Entre os coadjuvantes estavam Paul Carr, como Bill Clark e posteriormente interpretando diferentes membros da tripulação; Derrick Lewis e Gordon Gilbert, alternando-se como o marinheiro O’Brien; Paul Trinka, como Patterson; Arch Whilling, como Sparks, responsável pelas comunicações; Richard Bull, como o médico de bordo; e Nigel McKeand, operador de sonar, que no episódio piloto foi interpretado por Christopher Connelly. O ator Allan Hunt uniu-se ao elenco a partir da segunda temporada, como Stu Riley.

A primeira temporada começou a ser filmada em novembro de 1963, estreando em setembro de 1964. Apenas o episódio piloto foi filmado a cores, os demais foram feitos em preto e branco. O motivo era simples. Ao vender a ideia para o estúdio, Allen alegou que poderia reutilizar cenas do filme, em especial aquelas que mostravam o submarino e o fundo do mar, poupando os gastos para a produção da série.

O submarino, criado por Jack Martin Smith, Herman Bluementhal, Lyle Abbott e Herbert Cheek, era a principal ‘estrela do show’. Sem conseguir o apoio da marinha, que temia revelar segredos em função da Guerra Fria, a equipe precisou recorrer a antigos filmes bélicos para criar o Seaview.

Sem ter visto um submarino por dentro e sem ter acesso às plantas, a equipe também fez uso dos recursos do Museu de Ciências de Chicago onde, através de visitas em grupos turísticos, faziam rápidas anotações e desenhos do interior de submarinos alemães, capturados no final da 2ª Guerra. Tudo às escondidas para não levantarem suspeitas.

Mais tarde, a produção do filme conseguiu o apoio da Marinha, que chegou a enviar representantes para visitarem os cenários e darem opiniões. Quando a série foi produzida, a equipe responsável pela criação do Seaview não estava mais disponível. Utilizando os mesmos cenários, a série continuou atraindo o interesse de militares, entre eles, o então Presidente do Brasil Marechal Costa e Silva, que em 1967 visitou os bastidores de produção da série.

Situada uma década à frente, a primeira temporada trouxe histórias que exploravam tramas de espionagens e complôs, ambientadas em um cenário de ficção científica, em função da presença do submarino nuclear e seu arsenal. Alguns dos planos dos vilões vistos nesses episódios também acrescentavam uma visão futurística, na maioria das vezes mantendo-se dentro dos limites das possibilidades científicas.

Na época, os roteiristas não estavam acostumados a escrever para esse tipo de programa. Assim, produziam textos que giravam em torno daquilo que conheciam, com a diferença que as histórias eram situadas dentro de um submarino nuclear. Já na primeira temporada, começaram a surgir episódios que traziam monstros e seres espaciais, que destoavam na narrativa dos demais. Mas esse tipo de história passou a dominar a produção da série quando ela foi renovada para a segunda temporada, ganhando episódios a cores.

Buscando elevar sua audiência, Allen optou por roteiros mais voltados à ficção científica e à aventura, tendo em vista que produções como “O Agente da UNCLE”, que se apoiava na paródia explorando elementos de fantasia, ganhava cada vez mais popularidade. Assim, Allen alterou radicalmente o rumo de “Viagem ao Fundo do Mar”.

Trazendo roteiros que passaram a ser popularmente conhecidos como ‘o monstro da semana’, os episódios também trouxeram um novo veículo: o subvoador, que permitia aos membros da tripulação saírem do submarino para chegar mais rápido em Terra, ampliando as possibilidades de novas aventuras. Para acomodar o veículo à bordo, os cenários da sala de observações foram alterados, permitindo a inclusão de uma escotilha, que levava ao subvoador.

A série manteve sua popularidade, entrando em seu terceiro ano de produção. No entanto, nessa época, a rede ABC, que exiba “Viagem ao Fundo do Mar”, anunciou cortes no orçamento. Desta forma, foram reduzidos os gastos com efeitos especiais, cenários, figurinos e equipe de roteiristas. Profssionais já contratados pelo estúdio substituíram aqueles que formavam a equipe da série e foram dispensados (alguns foram parar na série “Missão: Impossível”). Os roteiros também contavam com os serviços de free lancers de baixo custo. Como resultado, aumentou o número de episódios com monstros e a reutilização de cenas já filmadas para a série ou outras produções da Fox.

Renovada para a quarta temporada, a série já estava com ’seus dias contados’. Nem tanto pela audiência, que ainda era boa, mas pelo desgaste e descontentamento de seus protagonistas, Richard Basehart e David Hedison, que manifestavam estar cansados do tipo de roteiros que lhes eram oferecidos.

Porém, o que pode ter determinado seu final foi o interesse de Irwin Allen em produzir “Terra de Gigantes”, série que tinha um orçamento elevado para a construção dos cenários e filmagens dos roteiros. Nessa época, a Fox produzia três séries de Irwin Allen: “Viagem ao Fundo do Mar” (ABC), “Perdidos no Espaço” (CBS) e “Túnel do Tempo” (ABC). Embora não exista uma razão única e definitiva para o cancelamento dessas produções, as negociações para conseguir produzir “Terra de Gigantes” podem ter determinado o fim de cada uma delas.

As séries “Viagem ao Fundo do Mar” e “Perdidos nos Espaço” saíram do ar em março de 1968, enquanto que “Túnel do Tempo”, que tinha uma audiência menor, exibiu seu último episódio em abril de 1967. “Terra de Gigantes” estreou em setembro de 1968, mas seu alto custo determinou o fim da série, que foi cancelada em 1970.

“Viagem ao Fundo do Mar” teve um total de 110 episódios produzidos. Passando de thriller psicológico para série de aventura e fantasia, a produção conseguiu se transformar em uma das mais populares e cultuadas pelos fãs do gênero. Episódios como “O Exílio”, “O Motim”, “Os Inimigos”, “A Vigília da Morte”, “A Nave Fantasma”, “O Soro da Juventude”, “O Homem das Mil Faces”, “A Bomba Humana”, “Fuga de Veneza”, “As Bonecas Mortais” e tantos outros, fazem parte da memória afetiva de uma geração.

A série já teve seus episódios lançados em DVD no mercado americano. O segundo e último volume, da quarta temporada será disponibilizado em janeiro de 2011. Por aqui, ‘nem cheiro’. Segundo a distribuidora Fox, eles não estão autorizados a lançarem as produções de Irwin Allen no Brasil.

Mesmo sabendo que teria boa venda, à exemplo de “Perdidos no Espaço”, que após seis anos de seu lançamento original ainda parece dar lucro à distribuidora (que continua disponibilizando novas unidades no mercado), a Fox não libera os demais títulos produzidos por Irwin Allen para a TV.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A TURMA DA MARE MANSA

Este programa foi ao ar pela antiga rádio Mauá inicialmente, depois passou para a rádio tupi com a apresentação do locutor Antônio Luís. Mais tarde o programa passou a ser irradiado pela rádio globo. A turma da maré mansa era patrocinada pela cadeia de lojas impecável maré mansa. A impecável maré mansa vende roupas e calçados e enfatizava a possibilidade do cliente fazer compras a prazo e sem limites de renda. Muito frequentada pelos nordestinos que moram no rio de janeiro. O programa se constituía além do bom humor do apresentador, de quadros humorísticos e pequenos spots de piadas. Praticamente todos os quadros foram apresentados em programas de humor na TV. Programa que ia ao ar na rádio globo das 21 até às 22 horas de segunda a sexta-feira.

Turma da Maré Mansa (Antônio Luís) - Rádio Globo Rio de Janeiro (1989)








sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Tudo pronto para o lançamento do foguete brasileiro VSB-30

A Agência Espacial Brasileira, AEB, confirmou para este sábado o lançamento de mais um foguete de sondagem de dois estágios VSB-30. Na segunda-feira, a agência já havia lançado com sucesso o foguete de médio porte Improved Orion, com objetivo de realizar testes dos sistemas de telemetria que serão usados na operação desse sábado, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

VSB-30 pronto para o lançamento

Inicialmente marcado para terça-feira, dia 7, o lançamento-piloto do Orion foi antecipado devido às boas condições do tempo. Com cinco metros de comprimento, o Orion riscou o céu durante 5 minutos e 16 segundos, atingindo 104 quilômetros de altitude. Em seguida caiu no oceano Atlântico a cerca de 73 quilômetros da costa maranhense.

O lançamento serviu para testar os sistemas de telemetria tanto do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), como do Centro de Lançamento Barreira do Inferno, em Natal, no Rio Grande do Norte, que também participou da atividade. Segundo as autoridades, todos os radares de acompanhamento também foram checados.

"Tudo ocorreu conforme o esperado. É um padrão realizar a contagem regressiva simulada e, como vimos que havia a possibilidade de fazer o lançamento, nós o fizemos", comemorou o diretor-geral do CLA, coronel Ricardo Rodrigues Rangel.


A operação da última segunda-feira foi estimada em R$ 180 mil e é uma parceria da Agência Espacial Brasileira com a Agência Espacial Alemã.

"O lançamento de um VSB-30 é bem mais trabalhoso, a cronologia simulada dele demora cerca de 10 horas para testar todos os equipamentos. Por isso, é necessário uma série de cuidados para que o lançamento seja um sucesso”, afirmou Rangel.

Objetivo
Batizada de Operação Maracati II, a missão pretende levar diversos experimentos científicos para testes em microgravidade.

Serão 10 experimentos ligados às áreas de tecnologia, biologia e desenvolvimento de sistemas para atividades espaciais criados por universidades, institutos de pesquisas e por alunos do ensino fundamental.

Grande parte da carga de experimentos precisará ser recuperada posteriormente, por isso as equipes responsáveis pelo resgate têm uma grande preocupação. A carga cairá em alto mar freada por um sistema de paraquedas e para seu resgate foram colocados à disposição um navio e dois helicópteros da Aeronáutica e da Marinha.


Lançamento
A primeira janela de lançamento está prevista para sábado às 15h00 no horário de Brasília, caso as condições do tempo sejam favoráveis. Se a primeira tentativa não for possível, uma segunda janela será aberta no domingo, também às 15 horas. Outra possibilidade ainda é adiantar em uma hora o lançamento deste sábado.

"Nossa expectativa é de que as condições de vento ajudem a realizar esse lançamento já no sábado", disse Rangel.

Foguete VSB-30

Conheça o VSB-30
O VSB-30 está em operação desde 2004 e deverá em breve ser utilizado em programas espaciais europeus.

Trata-se de um lançador de pequeno porte de dois estágios, estabilizado rotacionalmente. Tem 12.7 metros de comprimento e é capaz de atingir uma altitude de até 250 quilômetros com uma carga de até 450 quilos. Ao contrário dos foguetes tradicionais, não existe uma torre de lançamento e o VSB-30 decola apoiado por trilhos. Depois de lançado, o artefato supera a velocidade Mach 6 (seis vezes a velocidade do som).

Interior do foguete VSB-30

Esse já o terceiro lançamento realizado no Brasil e o décimo no total. Os outros lançamentos ocorreram da Suécia e foram bem-sucedidos. Em território brasileiro, o único lançamento ocorreu em julho de 2007. Na ocasião o foguete alcançou 280 km de altitude, mas a carga útil não foi recuperada e apenas parte dos resultados dos experimentos foi obtida.

Fonte: Apolo11

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tropa de elite 2' é o filme mais visto da história do cinema brasileiro

"Tropa de elite 2", de José Padilha, tornou-se o filme mais visto da história do cinema brasileiro, com um total de 10.736.995 espectadores acumulado após nove semanas de exibição. A informação foi divulgada pela assessoria do filme nesta quarta-feira (8) e confirmada pelo instituto Filme B.



O longa ultrapassou o antigo campeão, "Dona Flor e seus dois maridos" (1976), em 1.470 ingressos vendidos. "Dona Flor" foi visto por 10.735.525 de pessoas.

Em cartaz desde outubro deste ano, "Tropa 2" se mantém nos cinemas com 331 cópias.

Segundo Marco Aurélio Marcondes, responsável pela distribuição, os números de exibição dos últimos dias ainda não estão completos e vão aumentar. “Estamos muito felizes. Nas últimas semanas liberamos mais cópias para cidades do interior, como Cruzeiro do Sul, no Acre, e Machado, em Minas Gerais”, explica.

Em novembro, o filme de Padilha atingiu a marca dos 10 milhões de espectadores e sagrou-se o mais visto de 2010 no Brasil, entre longas nacionais e internacionais. "É milagroso", disse Padilha quando o filme ultrapassou os 10 milhões e já vislumbrava o recorde. "Eu não sou aquele tipo de diretor que fica acompanhando números, não entro nessa ansiedade não. Mas é um resultado muito especial, que entra para a história", afirmou o cineasta.

Continuação do longa de 2007, premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim, "Tropa de elite 2" mostra seu protagonista, o policial do Bope Nascimento (Wagner Moura), combatendo novos inimigos: políticos corruptos e as milícias que agem nas favelas cariocas.

A segunda parte do longa dá um salto de 15 anos em relação à trama original e traz o ex-capitão do Bope, promovido a subsecretário da Segurança Pública, também em confronto com um ativista dos direitos humanos, vivido por Irandhir Santos.

"Tropa 2" foi lançado sob forte esquema antipirataria, que incluiu instruções do Bope segundo o diretor José Padilha. Além de não ter produzido cópias digitais, somente película, a sessão première no Teatro Municipal de Paulínia, no interior paulista, incluía revista em bolsas com apreensão de câmeras e celulares de convidados, além e portas com detectores de metais na sala de exibição.

Segundo o diretor, tanta precaução se referia ao "trauma" sofrido em 2007, quando o filme foi pirateado e se tornado fenômeno nos camelôs. Estima-se que 11 milhões de pessoas tenham assistido a um DVD pirata do filme antes de sua estreia.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Supercomputador caça pedófilos na internet

Cientistas se uniram a agência de proteção infantil para encontrar produtores de material ilegal

por New Scientist
Editora Globo

Com a ajuda de um supercomputador de 1,8 petaflop chamado Jaguar, capaz de fazer mais de 1 quatrilhão de cálculos por segundo, pesquisadores do Laboratório Nacional de OAK Ridge, nos Estados Unidos, estão procurando por padrões suspeitos de tráfego de informações na internet para encontrar pessoas que espalham pornografia infantil pela rede.

Geralmente, o que a polícia faz em investigações deste tipo é vasculhar o disco rígido do internauta para saber se ele fazia produzia ou fazia o download de conteúdo ilegal. Mas o foco desta pesquisa é encontrar os produtores deste material, uma vez que eles poderiam levar às crianças que são abusadas. Mas não é fácil saber quem fez as imagens armazenadas em um computador.

O problema é que existe muita pornografia infantil na internet e ela se espalha com muita facilidade para computadores do mundo inteiro em segundos, o que complica as investigações. A Associação Nacional de Proteção das Crianças, localizada também nos EUA, procurou os cientistas do Laboratório OAK Ridge para encontrar uma solução.

Editora Globo
Imagem do supercomputador Jaguar, cortesia do National Center for Computational Sciences, Oak Ridge National Laboratory

O chefe do projeto, Robert Patton desenvolveu um algoritmo para analizar o tráfego de informações na internet focado nas palavras que as pessoas usavam em sites e redes de compartilhamento de arquivos. Expressões indicativas de que o internauta busca por pornografia infantil são marcadas e o algoritimo faz o rastreamento de quantos endereços de IP diferentes respondem ao pedido.

Assim, o sistema mostra às organizações de proteção infantil quais computadores provavelmente estão colocando novos materiais pornográficos em sites de compartilhamento. O projeto permanecerá em atividade por um ano e usará um milhão de horas de processamento do supercomputador.

Nave secreta americana retorna à Terra após sete meses em órbita

Após sete meses em missão secreta, a nave não tripulada X-37B retornou à Terra na última sexta-feira (3/dez). O equipamento pousou automaticamente na base aérea de Vandenberg, na Califórnia durante o período noturno e as únicas imagens do artefato foram registradas por infravermelho.

Nave secreta X37-B
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Durante os 220 dias que permaneceu em órbita, o X-37B não teve sua posição revelada pelas autoridades, mas foi rastreado quase que diariamente por diversos observadores amadores, que informavam diariamente a localização da nave. De acordo com as observações, X-37B circulava a Terra a 410 km de altitude e completava uma órbita ao redor do globo a cada 90 minutos. Elementos orbitais divulgados informalmente revelaram que a inclinação de X-37B com relação ao equador era de cerca de 35 graus, o que confirmava que a nave se manteve na mesma órbita desde que foi lançada.

Batizado oficialmente de OTV-1 (Veículo de Teste Orbital), a nave lembra em muito o desenho dos ônibus espaciais, mas em menor escala. Todo o conjunto pesa aproximadamente 5 mil quilos e possui 8.9 metros de comprimento por 4.5 de largura, além de duas aletas bastante inclinadas na cauda. Toda a alimentação é provida por um conjunto de painéis solares e baterias de íons de lítio e a exemplo dos cargueiros espaciais, a nave também é reutilizável.


O projeto do X-37 começou na Nasa em 1999 e foi transferido para o DOD, departamento de defesa dos EUA, em 2004. Segundo o governo americano, a nave não carrega armamentos e o único objetivo das missões é avaliar a capacidade das tecnologias empregadas, entre elas os novos dispositivos de proteção térmica e capacidade de orientação e pouso autônomos, que permitiram que o artefato pousasse sem qualquer comando ou intervenção humana.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Não tem 3G na sua cidade? No topo do Everest tem!

Esta notícia deve irritar muita gente que sofre no Brasil com uma cobertura 3G que muitas vezes fica aquém das expectativas. Talvez você até more em uma cidade que não seja coberta por essa tecnologia. Pois bem, informo que, se na sua cidade não tem 3G, no topo do Everest tem.

A Ncell, subsidiária da TeliaSonera, colocou uma torre de transmissão 3G lá no alto do Everest, a 5.200 metros de altura. O alcance da cobertura da torre chegará até o pico da montanha, promete a Ncell.

Os alpinistas enfim poderão fazer check-in pelo Foursquare no topo do Everest

O serviço de 3G será suficientemente rápido para navegar na internet e até mesmo fazer vídeo-chamadas, disse a empresa. Ela também é a mesma que se orgulha de ter a estação de transmissão de sinal 3G mais baixa do mundo, a 1.400 metros abaixo do nível do mar em uma mina na Europa.

Espera-se que o serviço seja útil para que os alpinistas possam se comunicar com suas famílias e equipes com mais facilidade, além de que pode ajudar muito em caso de acidentes ou imprevistos.

O Adeus ao Mito, Serena vai às lágrimas após derrota no US OPEN e agradece a irmã Venus "sem você eu não existiria"

  Chegou ao fim uma das maiores carreiras de um atleta na história. Serena Williams, que havia anunciado que se aposentaria após o US Open, ...