quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Globo repassou apenas 10% do arrecadado com Criança Esperança à Unesco, aponta suposto documento da Wikileaks

Material divulgado pelo site apresenta informações atribuídas a embaixador brasileiro sobre problemas no escritório da entidade em Brasília
Um suposto documento publicado pelo site WikiLeaks, famoso por divulgar materiais e informações confidenciais de governos e empresas, registra que a Rede Globo repassou apenas 10% do arrecadado com a campanha Criança Esperança à Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e aCultura), parceira da emissora na campanha. Esse repasse seria a título de “taxa de serviço”.

O documento, de 15 de setembro de 2006, revela um telegrama que teria sido enviado do escritório da Unesco em Paris, na França, para Washington, capital dos EUA. O material relata uma solicitação de reunião do então embaixador brasileiro na capital francesa, Luiz Filipe de Macedo Soares, com lideranças da entidade da ONU para discutir irregularidades ocorridas no escritório de Brasília.


Um dos problemas a serem discutidos, mencionados no documento, seria a manipulação do dinheiro movimentado pela campanha Criança Esperança, da TV Globo, que já teria levantado US$ 40 milhões (cerca de R$ 94,8 milhões) desde 1986, quando foi criada. Segundo o texto, teriam sido repassados à Unesco 10% desse total, por conta de uma “taxa de serviço”. O documento não faz referência sobre o destino dos 90% do montante arrecadado, mas informa que um terço do orçamento dos fundos extraorçamentais da Unesco (cerca de US$ 124 milhões, ou R$ 291,4 milhões) tem origem do escritório de campo do Brasil . No site oficial da campanha, a Rede Globo informa que “todo o dinheiro arrecadado pela campanha é depositado diretamente na conta da Unesco”.
Em uma nota divulgada no dia 8 de junho de 2011 para esclarecer rumores sobre possíveis benefícios fiscais que a emissora teria com a campanha, a Rede Globo informou que nenhuma doação do Criança Esperança passa pela emissora. De acordo com dados da própria emissora, já foram arrecadados mais de R$ 270 milhões até a última campanha. Procurada pelo R7, a emissora carioca respondeu, em nota, que “desconhece os documentos citados [do WikiLeaks]”, e informa que a parceria com a Unesco, que não traz nenhuma cláusula referente a pagamento de “taxa de serviço”, teve início apenas em 2004.
Leia a nota da Rede Globo na íntegra:
"A Globo desconhece os documentos citados. Mas esclarece que não mantém parceria com a Unesco desde 1986, ano do lançamento do projeto Criança Esperança. A parceira com a Unesco começou apenas em 2004. Neste acordo, não existe qualquer cláusula prevendo pagamento de taxa de administração. Todos os custos referentes à gestão e administração do fundo Criança Esperança, a cargo da Unesco, são integralmente pagos pela TV Globo com recursos próprios. Há 28 anos o Criança Esperança contribui para a mobilização da sociedade brasileira para a garantia dos direitos de crianças e jovens e já beneficiou mais de 4 milhões de brasileiros.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

É possível desmilitarizar a polícia brasileira?

O dia 13 de junho de 2013 ficou marcado pela desproporcionalidade com a qual a Polícia Militar reagiu aos cerca de 5 mil manifestantes que pediam a revogação do aumento de 20 centavos no preço do transporte público de São Paulo. A avenida Paulista, no centro da cidade, foi palco de cenas de violência policial que culminaram na agressão de jornalistas, manifestantes e pessoas que passavam pelo local. Aquele foi um ponto de virada das manifestações. Após a reação truculenta, os protestos ganharam força e se espalharam pelo Brasil. Em São Paulo, a polícia evitou novos conflitos, mas em cidades como Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre e Rio de Janeiro a postura agressiva se manteve. Um comportamento que reabriu o debate sobre a desmilitarização da polícia, cujas ações transparecem a impressão de que o civil, seja manifestante ou suspeito de crime, é um inimigo da sociedade.
Essa mentalidade, sustentam estudos, provém do treinamento policial em moldes militares típicos das Forças Armadas, que visam eliminar “invasores externos”. Na sociedade civil, não haveria espaço para tal lógica. “A polícia não se vê como uma entidade para defender os direitos dos manifestantes, mas os encara como parte do problema”, afirma Maurício Santoro, assessor de direitos humanos da Anistia Internacional no Brasil. “Os policiais frequentemente usam uma linguagem bélica, de encarar o protesto como uma luta e o manifestante como o outro lado”, afirma.
A militarização também estaria por trás dos elevados níveis de violência cometidos por policiais no País. Segundo o 5º Relatório Nacional sobre os Direitos Humanos no Brasil, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, entre 1993 e 2011 ao menos 22,5 mil pessoas foram mortas em confronto com as polícias paulista e carioca. Uma média de 1.185 pessoas por ano, ou três ao dia, um número elevado para um Estado que não utiliza execuções sumárias e pena de morte em sua legislação.
A USP aponta ainda que o número inclui apenas os casos registrados como “auto de resistência”, aqueles nos quais o policial alega ter atirado em legítima defesa. Os episódios classificados como homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte não foram computados, indicando que o número de civis mortos por policiais no período é ainda maior. “É a tradição brasileira de pensar a segurança pública de forma agressiva, com pouca ênfase na prevenção e fiscalização. É uma forma de controle da população pobre, tratando problemas sociais como problemas de polícia”, critica Santoro.
Um indicador utilizado para calcular o uso desproporcional da força por agentes da lei é medir a razão entre o número de mortes civis para cada perda policial. Quando a quantidade de civis mortos é dez vezes maior que a de policiais, há indícios de que a polícia esteja abusando do uso da força letal. E, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, esse cenário acontece ao menos em três Estados: Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo.
Em 2010, a Bahia registrou a morte de seis policiais (civis e militares) em serviço contra 305 civis vitimados em confronto com a polícia ou resistência seguida de morte – 51 vezes mais. No ano seguinte (oito policiais e 225 civis mortos) a relação caiu para 28,1 civis assassinados para cada policial vitimado.
Em São Paulo, o cálculo também indica uso excessivo de força letal. Em 2010, o estado perdeu 25 policiais, enquanto matou 510 civis (20,4 vezes mais). Em 2011, a diferença caiu: 28 agentes contra 460, uma média de 16,4 civis assassinados para cada agente.
No Rio, foram 20 policiais mortos em serviço em 2010, contra 855 civis (42,7 vezes mais). No ano seguinte, foram 12 policiais contra 524 civis (uma razão de 43,6 civis por policial). “A estrutura militarizada tem um treinamento e cultura de guerra, de combate ao inimigo. Uma policia cidadã é feita para prender e encaminhar as pessoas ao julgamento, não para aniquilação como fazem as Forças Armadas”, afirma Túlio Vianna, doutor em Direito do Estado e professor da UFMG.

O que fazer diante da situação?

Uma das soluções apontadas por analistas e organizações civis para reduzir a violência policial é a unificação das policias Civil e Militar em apenas uma estrutura funcional. A separação destas forças e suas funções está, entretanto, prevista no artigo 144 da Constituição, segundo o qual as polícias civis são responsáveis pelas funções de “polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares” e as polícias militares farão a “polícia ostensiva e a preservação da ordem pública”.
Unificar as duas polícias, acreditam analistas, aumentaria a coordenação e eficiência na solução de crimes. Além disso, daria recursos extras para uma inteligência integrada, devido ao corte de despesas com a manutenção de duas estruturas. Para Luís Antônio Francisco de Souza, professor da Unesp e coordenador científico do Observatório de Segurança Pública, a desmilitarização não significaria, porém, extinguir a Polícia Militar. “É preciso mantê-la, mas desvinculá-la das Forças Armadas ao retirar seu caráter militar e devolver a estrutura civil à organização, extinguindo patentes e atual estrutura de hierarquia interna.”
A integração das polícias, defende Souza, também daria aos secretários estaduais de Segurança o poder de definir todos os aspectos do setor. “O comando da PM decide todo tipo de operação. Sem essa centralização, os mais de 100 mil policiais paulistas poderiam ter mais flexibilidade em atuar em função das necessidades locais”, diz.
Desde a definição do papel da PM na Constituição, os casos de abuso policial se acumulam. O massacre do Carandiru, quando a polícia invadiu o presídio paulista durante uma rebelião e matou 111 presos, e a Chacina da Candelária, na qual policiais assassinaram oito jovens que dormiam nas ruas do centro do Rio de Janeiro, são dois dos exemplos mais marcantes. “A militarização gera violência contra os policiais, criados em uma cultura de humilhação hierárquica. Logo, o soldado transfere essa violência a alguém abaixo dele. E a população sofre com essa cultura de violência institucionalizada”, diz Vianna, da UFMG.
A lógica de tratar o civil como inimigo atingiu inclusive os policiais civis. Em outubro de 2009, a PM usou camburões, tropa de choque, gás lacrimogêneo e gás de pimenta contra colegas da corporação Civil de São Paulo que reivindicavam um aumento de salário em uma passeata próxima ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Pressão externa

Em meio aos inúmeros casos de truculência da PM brasileira, o Conselho de Direitos Humanos da ONU recomendou em maio de 2012, por sugestão do governo da Dinamarca, a abolição do "sistema separado de Polícia Militar, aplicando medidas mais eficazes (...) para reduzir a incidência de execuções extrajudiciais". O governo brasileiro respondeu alegando que não poderia fazer a mudança por conta da questão constitucional.
Em julho deste ano, a organização internacional Human Rights Watch escreveu uma carta ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), apontando o elevado número de suspeitos mortos por policiais e cobrando que os casos fossem investigados, devido ao “claro padrão de execução de vítimas”. Segundo a entidade, relatos de mortes em resistência à prisão do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP, da Polícia Civil) na cidade de São Paulo em 2012, mostram que a polícia transportou 379 pessoas a hospitais após os incidentes e 95% delas (360) morreram.
A ONG também demonstra preocupação com as operações das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota, da Polícia Militar). De acordo com a carta, entre 2010 e 2012, a tropa matou 247 pessoas em incidentes de resistência no Estado, enquanto feriu apenas 12.

Desmilitarização 

Em 2009, o Ministério da Justiça realizou a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública para discutir as diretrizes da política nacional do setor. Com a participação da sociedade civil, trabalhadores da área de segurança pública e representantes da União, Estados e municípios foi aprovada uma proposta de desmilitarização das polícias.
A proposta pedia a transição da segurança pública para “atividade eminentemente civil”, além da desvinculação da polícia e corpos de bombeiros das forças armadas, a revisão de regulamentos e procedimentos disciplinares, a criação de um código de ética único, respeitando a hierarquia, a disciplina e os direitos humanos. E também submeter irregularidades dos profissionais militares à justiça comum.
Para Souza, da Unesp, mesmo que o debate sobre a desmilitarização tenha ganhado força nos últimos anos, a realidade mostra o oposto. “Enquanto se discute o tema, a militarização retornou em ações em São Paulo, como Pinheirinho e a Cracolândia, e nas UPPs do Rio. As Forças Armadas fazem atribuições de polícia em missões de pacificação nos morros do Rio e o Exército faz segurança em grandes eventos. Parece que temos uma remilitarização da segurança publica.”
Para desmilitarizar a PM e uni-la à Polícia Civil, como defendem especialistas em segurança pública, seria necessária uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Esse caminho é complexo e demorado. Uma PEC precisa de aprovação em dois turnos na Câmara por, no mínimo, 308 dos 513 deputados em cada turno. Após aprovada, a medida seguiria para o Senado. Também seriam necessárias duas votações com aprovação mínima de 60%, ou 49 dos 81 senadores.
Em uma eventual mudança constitucional, o governo federal precisaria apoiar os estados na desmilitarização, defende Santoro, por meio de uma cooperação com o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos. “Os estados mais organizados conseguiriam, mas seriam poucas as unidades federativas com dinheiro e pessoal qualificado para fazer as mudanças sozinhas”, diz.
Apenas a mudança legislativa não seria, porém, o suficiente para diminuir a truculência policial. Seria preciso mudar o treinamento das polícias e reforçar uma flexibilização da formação do policial – com a diminuição dos conteúdos militares e estímulo para a realização de cursos de especialização – algo que já vem sendo feitos em algumas polícias na última década. “A desmilitarização trará um tratamento humanizado ao policial, reconhecendo os direitos", diz Vianna. "Eles vão mudar a cultura e respeitar mais a população civil em longo prazo. As novas gerações de policiais serão treinadas em uma nova mentalidade.”


domingo, 18 de agosto de 2013

FARSA DAS UPP's: Homicídios sobem 14,9% no estado do Rio de Janeiro em junho, e sobe também o faturamento milionário do escritório de advocacia a esposa da Sérgio Cabral com verbas públicas

A única política de segurança pública desse governo são as UPP's, se os homicídios estão aumentando sem parar, sinal que elas não estão funcionando, sem dizer os graves problemas de conflito entre moradores e PM's nas ditas comunidades "pacificadas".

Isso sem dizer o desaparecimento e mortes de pessoas aparentemente sem envolvimento com crimes  sendo imputadas a PM's das UPP's.

Uma coisa é certa, o Rio de Janeiro pode estar indo para o buraco, mas o escritório de advocacia da Dona Adriana Ancelmo Cabral vem só aumentando o faturamento milionário com verbas que o Cabral tem a chave, conforme denunciou a Veja essa semana, e aí ? Clique aqui e leia. 
 


RIO - O número de homicídios dolosos (com intenção de matar) aumentou em 14,9% no Estado do Rio em junho último, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), foram registrados 362 casos contra 315. O número de latrocínios (roubos com morte) também aumentou: foram 16 casos em junho passado, sete a mais do que no mesmo período de 2012.

Os chamados “homicídios decorrentes de intervenção policial”, novo nome para os autos de resistência, também apresentaram alta. Enquanto em junho de 2012 foram 19 casos, este ano, no mesmo mês, o estado registrou 26.

Já no caso dos homicídios culposos (sem intenção), houve redução de 7,7% na comparação entre os mesmos períodos. Foram 193 em junho deste ano, contra 209 em 2012. Houve também diminuição, de 20,8%, no número de casos de roubos de carga e redução, de 33,7%, nos registros de extorsões.

A polícia está apreendendo mais drogas e armas. Em relação a junho de 2012, houve aumento de 3,8% no volume de drogas recolhidas e de 22,9% no de armas, também na comparação com o mesmo mês este ano. Também foram recuperados mais carros roubados. Foram 1.643 veículos em junho passado contra 1.376 no mesmo mês de 2012, um acréscimo de 19,4%.

Ainda na comparação dos dois períodos, a polícia cumpriu mais mandados de prisão, efetuou mais prisões e deteve mais menores. No caso dos mandados, foram 1.360 em junho passado, uma alta de 11,2%. Além disso, foram presas 2.677 pessoas, um acréscimo de 21,8%, e detidos 585 crianças e adolescentes, um aumento de 11,4%.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Ex-bilionário Eike Batista cancela R$ 20 milhões que injetava por ano nas "controversas" UPPs, e compromete projeto, e agora Sérgio Cabral ?

Capa do jornal O Dia

 O Dia


Rio - Principal projeto  do governador Sérgio Cabral, as Unidades de Polícia Pacificadoras sofreram um baque com corte no financiamento. O empresário Eike Batista suspendeu a verba de R$ 20 milhões, por ano, para a implantação de novas UPPs. A OGX, empresa do grupo do bilionário, informou a decisão de cancelar todos os convênios ontem à Secretaria de Segurança Pública do estadoO dinheiro servia para construção da sede para os policiais militares e compra de equipamentos, como computadores, viaturas, motos, munição, armas, uniformes e formação.

O recuo de investimento de Eike, que enfrenta crise em suas 14 empresas, na área de segurança, pode comprometer o planejamento das novas unidades. Isso porque o estado terá que licitar a compra dos equipamentos para as futuras UPPs, como a da Maré, que eram doados pelo empresário, sem burocracia, a partir de pedidos da secretaria.


Freada brusca de Eike Batista nos investimentos na área de segurança do estado pode comprometer o planejamento de novas UPPs no Rio Foto:  Reuters
Um processo de licitação, na melhor das hipóteses, demora no mínimo seis meses. Procurada pelo DIA , a assessoria de imprensa do empresário, já não tão bilionário, informou que não se pronunciaria sobre o assunto. Em nota oficial, a Seseg explicou que “se organiza para dar continuidade a todos osprojetos até dezembro de 2013. Já em 2014, todos os custos entrarão no planejamento orçamentário da secretaria. Os projetos não serão prejudicados”.

A parceria com Eike foi anunciada com pompa, em 2010, pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Foi tratada como vital para dar velocidade à implantação das unidades, principalmente pela dispensa de licitação. A dobradinha com o estado previa a manutenção dos recursos até o ano que vem, quando o Rio será uma das sedes da Copa do Mundo.

Agora, a secretaria vai ter que correr contra o tempo para contabilizar a falta da ajuda financeira. O primeiro passo é fazer o inventário do que vai deixar de receber este ano do empresário. Enquanto Eike só avisou do corte de verba ontem à secretaria, dia 6 a OGX enviou e-mail ao Instituto de Estudos da Religião (Iser) rescindindo o convênio de R$ 1,5 milhão com a entidade, que cobria o desenvolvimento de cursos de formação para 15 mil praças e oficiais que atuam em áreas das 33 UPPs e servem a batalhões.


A proposta é elaborar modelo com base no conceito de ‘Polícia de Proximidade’, com 12 cursos, de 80 a 120 horas, e produção de material didático. Para acompanhar a execução, foi criado comitê, formado por integrantes da rede de ensino da PM, de policiais da Coordenadoria de Polícia Pacificadora e do Iser. Em nota, o instituto trata o trabalho como de ‘envergadura’.

Cursos à espera de verbas
 
Em abril, o Iser começou a desenvolver curso de formação, principalmente para policiais de UPPs. Criou equipe multidisciplinar e contratou especialistas em segurança. Em três meses, 11 unidades foram acompanhadas, 11 PMs, entrevistados, e montados sete grupos com 12 oficiais e praças. O material é para o projeto pedagógico, e início dos cursos, em outubro, que seriam ministrados até dezembro de 2014. O Iser informou que está em diálogo com a secretaria, que se mobiliza para cobrir o orçamento.

1,5 milhão de beneficiados na cidade
 
Desde o início da implantação das 33 UPPs, 1,5 milhão de pessoas foram beneficiadas. Em abril, a Polícia Militar, começou com o Batalhão de Operações Especiais (Bope) o combate ao tráfico de drogas para a criação da UPP no conjunto de favelas da Maré. Porém, ainda não há data certa para a instalação.

O comandante da PM, José Luís Castro Menezes, já anunciou a necessidade de 1.500 homens. Isso já seria um desafio, pois o efetivo depende que os policiais sejam formados pela corporação. Sem a ajuda de Eike, o projeto pode ficar ainda mais longe de sair do papel.

Meteorito que caiu na Rússia era parte de asteroide já conhecido

Um novo estudo mostra que o meteorito que caiu na cidade russa de Chelyabinsk no início do ano não era totalmente desconhecido. O objeto pode ter sido um dos inúmeros fragmentos do asteroide 2011 EO40, detectado dois anos antes e que ainda está orbitando o Sol.

Meteoro da Rússia

No dia 15 de fevereiro de 2013, uma super bola de fogo rompeu o céu da pequena cidade de Chelyabinsk, na região central da Rússia, provocando uma violenta onda de choque que destruiu diversas construções e deixou centenas de pessoas feridas. Esse foi o maior acidente provocado por uma rocha espacial a atingir a Terra desde o evento de Tunguska, em 1908.
A queda do meteorito levantou uma série de suspeitas de que o objeto poderia ser algum fragmento pertencente ao asteroide 2012 DA14, que naquele mesmo dia fez uma aproximação verdadeiramente rasante do nosso planeta. No entanto, a órbita do asteroide e o ângulo de entrada do bólido eram completamente diferentes e essa possibilidade foi logo afastada.
Agora, utilizando métodos estatísticos e diversas simulações em computadores, os pesquisadores Carlos e Raul de la Fuente Marcos, da Universidade Complutense de Madrid, concluíram que a rocha de 10 mil toneladas que atingiu Chelyabinsk pode ter como origem o asteroide 2011 EO40 de 200 metros de comprimento, que já havia sido detectado dois anos antes e era classificado pelos cientistas como "Potencialmente Perigoso".


Para chegar a essa conclusão, a dupla de pesquisadores simulou diversas orbitas hipotéticas que cruzassem o caminho da Terra no momento da queda do meteoro. Em seguida buscaram na base de dados os asteroides que se encaixavam dentro dessas orbitas e encontraram como candidatos mais prováveis os objetos 2011 EO40 e 2007 BD7, sendo este último posteriormente descartado.
De posse desses dados, os irmãos Fuente Marcos simularam a desintegração de um objeto com o tamanho de 2011 EO40 e através do método estatístico conhecido como Monte Carlo concluíram que o asteroide poderia produzir fragmentos similares ao que atingiu Chelyabinsk, inclusive com hora e ângulo de impacto compatíveis.
2011 EO40 é um asteroide de 200 metros de comprimento pertencente à classe Apolo, cujas órbitas estão localizadas próximas à da Terra e portanto são candidatos potenciais a uma colisão com nosso planeta.
Se as afirmações dos Fuente Marcos estiverem corretas, 2011 EO40 não é uma rocha sólida, mas um aglomerado de fragmentos muito frágeis que ainda estão orbitando o Sol.


Na opinião dos cientistas, somente com novas observações será possível afirmar se 2011 EO40 pode ainda oferecer risco de novas colisões.
Para Jorge Zuluaga, que também vem estudando o impacto de Chelyabinsk junto à Universidade de Antioquia, na Colômbia, 2011 EO40 não representa mais ou menos risco que os outros objetos potencialmente perigosos já catalogados, mas que serão necessários novos estudos e observações para afirmações mais conclusivas.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

CRATERAS DA TERRA

Nosso planeta é coberto por buracos tão fundos e grandes que podem ser vistos até do espaço. Alguns foram causados pela queda de meteoritos e cometas e muitos outros pela exploração de diamantes e metais preciosos. Veja exemplos impressionantes destas “cicatrizes” deixadas na Terra.
 (Foto: Reprodução/The World Geography)


Mina Grasberg, Indonésia
É a maior mina de ouro do mundo e a terceira maior de cobre. Construída em 1963 por 175 milhões de dólares, funciona até hoje e emprega 19.500 funcionários. São dois buracos, o maior deles com 8 km² e 480 metros de profundidade.

 (Foto: Reprodução/The World Geography)

Mina Mir, Rússia

Muitos diamantes saíram da quarta maior mina do mundo, hoje inativa, localizada no leste da Sibéria. Ela tem 525 metros de profundidade e diâmetro de 1,2 quilômetro. Foi a primeira e maior mina da União Soviética e funcionou por 44 anos, até 2001. A partir dos anos 1990, foi operada pela empresa exploradora Sakha, que tinha lucros de 600 milhões de dólares por ano. A cratera é tão grande que o espaço aéreo acima é fechado, pois helicópteros podem ser sugados por correntes de ar.

 (Foto: Reprodução/The World Geography)


Cratera Pingualuit, Canadá


Na língua inuktitut, significa “onde a terra se eleva”. Isso porque a região fica a 160 metros acima da tundra ao redor. O buraco tem 3,4 quilômetros de diâmetro e 400 metros de profundidade. Foi formado pela queda de um meteorito ou cometa há cerca de 1,4 milhão de anos. Um lago preenche a depressão. Ele é um dos mais profundos da América do Norte, com 267 metros. Sua água é considerada uma das mais puras do mundo, devido à sua transparência: é possível enxergar a até 35 metros.

 (Foto: Reprodução/The World Geography)

Mina Ekati, Canadá

Composta por seis buracos, esta mina produziu, entre 1998 e 2009, 40 milhões de quilates de diamantes. Hoje o minério da superfície foi esgotado, mas escavações subterrâneas continuam a retirar cerca de 7,5 milhões de quilates por ano.

 (Foto: Reprodução/The World Geography)


The Big Hole, África do Sul

A cidade de Kimberley é o lar da De Beers, uma das maiores empresas de mineração e comércio de diamantes do mundo, e é considerada a capital das pedras preciosas. A cratera é o resultado do trabalho de 30 mil homens em 1871, quando o primeiro exemplar foi encontrado. Rapidamente, o buraco alcançou 300 metros de diâmetro e 1,1 quilômetro de profundidade. 14.5 milhões de quilates foram encontrados lá, incluindo o famoso Cullinan, de 3,1 mil quilates, aproximadamente 621 gramas.
 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Xbox One poderá ficar ligado direto por até 10 anos, afirma Microsoft

Xbox One está sendo projetado para poder ficar ligado diariamente, sem intervalos, por um período de 10 anos, segundo fontes internas da Microsoft. Estas declarações foram feitas para o site Digital Foundr e incitam os fãs da marca e de seus rivais ao nos lembrar dos polêmicos defeitos que o Xbox 360 apresentou em seu lançamento: as famosas três luzes vermelhas.

Xbox One poderá ficar ligado durante 10 anos (Foto: calmdowntom.com)

Segundo o site, a Microsoft está colocando a confiabilidade do hardware em primeiro lugar. O grande tamanho do Xbox One (34x26x8 cm), bem maior que o modelo original do Xbox 360, é justamente para que o console seja o mais silencioso possível e possa dissipar bem o calor, um dos problemas de seu antecessor.
Interior do Xbox One mostra grande cooler (Foto: Eurogamer)Interior do Xbox One mostra o cooler (Foto:Eurogamer)
Logo no interior do console é possível ver um grande cooler sobre o processador, um pouco maior do que estamos acostumados a ver. Isso porque quanto maior é a hélice do cooler, mais ar quente ela consegue expelir por giro, não precisando girar tão rápido e assim produzindo menos ruído.
No início do ano, em fevereiro e março, muitos desenvolvedores haviam reclamado que seus kits (na época Durango) estavam muito barulhentos. O motivo seria que, como os limites do hardware ainda eram desconhecidos, os coolers estavam ajustados para funcionar no máximo de sua potência. Relatos atuais dizem que o videogame está mesmo silencioso.
A polêmica das Três Luzes Vermelhas da Morte (Red Ring of Death) ocorreu no Xbox 360, onde devido ao calor várias unidades do console apresentavam defeitos. Isso custou bilhões à Microsoft e prejudicou a imagem da marca no início da vida do videogame. O problema foi superado ao oferecer garantia estendida, mas engenheiros da empresa sabem que sua imagem está em jogo novamente.

Acuado, Cabral diz que vai ceder helicópteros do governo


“Me comprometo a passar um helicóptero para o Corpo de Bombeiros, um para a PM e um para a Polícia Civil”, disse o governador do Rio, que teve a pior avaliação em pesquisa do Ibope"

Acuado pela onda de protestos que tomou conta da zona sul do Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral (PMDB) afirmou com exclusividade a ÉPOCA que abrirá mão de três dos sete helicópteros usados pelo governo do Estado. “Em primeira mão, confirmo a passagem de um helicóptero para o Corpo de Bombeiros. Vou passar também um helicóptero, que era usado pelos secretários, para a Polícia Civil e um terceiro para Polícia Militar”, disse. A decisão ocorre após a divulgação, no começo do mês, de que o governador usava um dos sete helicópteros para passar os fins de semana com a família em sua casa de praia, em Mangaratiba, no litoral sul do Rio. O episódio agravou a crise enfrentada por Cabral. 
Cabral afirmou ainda que fará um decreto para regular o uso dos helicópteros do Governo. “Vamos também fazer um decreto regularizando o uso dos helicópteros, baseado no de Minas, de 2005, no do governo federal, de 1999, e no governo do Pará, de 2011, que foram os únicos três que encontramos.” Segundo a mais recente pesquisa do Ibope, Cabral tem a pior avaliação entre 11 governadores pesquisados.
O governador também falou sobre política. Disse que seu candidato a governador é, definitivamente, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, e que não trabalha com a hipótese de a presidente Dilma Rousseff ter dois palanques no Rio no ano que vem, um com Pezão e outro com o senador Lindberg Farias, pré-candidato petista. “Não trabalho com essa hipótese, porque não foi assim que construímos nossa parceria nesses anos. Foi com uma confiança recíproca, respeito recíproco, e com resultados concretos para a população do Estado.”

Caramba que cara bonzinho, poxa da vontade de chorar !!!!!

O Adeus ao Mito, Serena vai às lágrimas após derrota no US OPEN e agradece a irmã Venus "sem você eu não existiria"

  Chegou ao fim uma das maiores carreiras de um atleta na história. Serena Williams, que havia anunciado que se aposentaria após o US Open, ...