sábado, 30 de abril de 2011

Guia: Saiba como escolher sua TV LED


Os preços só caem, com promoções tentadoras ou mesmo parcelas a perder de vista. Você se vê empolgado e começa a pensar seriamente em comprar uma nova televisão para a sua casa e resolve escolher um modelo LED. Mas vá com calma - não dá para se basear apenas no preço do aparelho, é preciso saber escolher bem entre as várias opções disponíveis no mercado para que você não se arrependa depois. Mas como fazer isso?

TV LED 40’ Philips 40PFL6605D (Foto: Divulgação)TV LED 40’ Philips 40PFL6605D (Foto: Divulgação)

Primeiro, é preciso saber o que você está comprando. O LED, criado em 1920 pelo russo Oleg Vladimirovich, é uma sigla em inglês para um componente eletrônico chamado Diodo Emissor de Luz (Light-Emitting Diode) que, na prática, substitui lâmpadas maiores, com efeito melhor e menos consumo de energia. As TVs que também utilizam essa tecnologia são as LCD ("tela de cristal líquido", em português), mas com uma iluminação traseira muito mais eficiente do que modelos comuns.

Isso significa que as imagens ficarão mais vivas, bonitas e com um detalhamento maior, além de proporcionar um design mais fino, com espessura menor, e maior vida útil do aparelho. Mas também acaba pesando no bolso, embora estejam com o preço cada vez mais acessível.

Por isso, o TechTudo te dará algumas dicas para você saber o que procurar e o que evitar nos modelos que vai comprar, explicando o que quer dizer algumas das especificações técnicas e como elas afetam a qualidade final do televisor. É bom sempre procurar por essas informações, já que elas são determinantes para a qualidade do produto final (e se a loja ou fabricante estiverem omitindo números, desconfie).

Contraste

Samsung LED 3D  (Foto: Divulgação)Samsung LED 3D (Foto: Divulgação)

Essa é uma das grandes vantagens dos modelos LED. Com essa tecnologia, as TVs podem oferecer um nível de preto mais fiel, assim como um branco melhor. Isso não é preciosismo, já que uma LCD comum pode ter algum problema com imagens muito escuras, ainda mais se o aparelho está em algum cômodo da casa que tenha muita incidência de luz.

Ainda assim, alguns modelos de LED no mercado possuem níveis de contraste dinâmico semelhantes ao de LCDs comuns, com uma taxa de apenas 8.000:1. Para comparação, a TV LED 42LE5300 da LG tem contraste dinâmico de 3.000.000:1, enquanto a Samsung LED TV 3D Série 8000 tem 8.000.000:1.

Nesse quesito, quanto maior a taxa, melhor e mais nítida será a imagem e a variação de cores. Por isso fuja das que exibirem pouco contraste.

Frequência

Medida em Hertz (Hz), corresponde à quantidade de imagens por segundo que o aparelho é capaz de exibir. Aqui vale a mesma máxima do contraste: quanto maior, melhor. Isso vai garantir uma movimentação com muito mais fluidez, inclusive em cenas panorâmicas lentas (como tomadas aéreas).

Procure por modelos com no mínimo 120 Hz, e preferencialmente com 240 Hz ou mais. TVs LCDs antigas possuíam 60 Hz e sofriam com a movimentação pouco natural, então é bom evitar aparelhos LED atuais que ainda trazem essa frequência.

Tempo de resposta

LG Infinita (Foto: Divulgação)LG Infinita (Foto: Divulgação)

Diz respeito ao tempo em que os pixels (cada quadradinho da tela) levam para apagar e acender e é medido em milissegundos (ou seja, 0,001 segundo). Ao contrário da taxa de frequência, aqui o melhor é procurar pelo menor valor possível.

O modelo 32LE4600 Infinita da LG possui tempo de resposta de 2,4 ms, considerado bom para o padrão das LEDs. O ideal é que seja um valor igual ou menor do que 4 ms, para evitar a incidência de "fantasmas", ou seja, rastros que algum objeto em movimento (seja uma pessoa correndo, seja uma bola de futebol) deixa na tela, borrando toda a imagem.

Brilho

Voltamos à máxima: quanto maior melhor. O brilho é medido em candelas por metro quadrado (cd/m²), ou seja, a luminância em relação ao espaço que alcança. Então, se chegar mais longe e com mais vivacidade, será uma qualidade mais fiel à realidade.

As TVs LED podem ter, em média, algo entre 500 cd/m² de brilho, considerado já uma boa taxa. Menos do que 450 cd/m² já não é uma boa pedida.

Resolução

É a quantidade de pixels (ou seja, quadradinhos que compõem a imagem) que o display consegue exibir. Também é melhor aqui ter a maior quantidade possível, mas há um padrão atual na indústria. Não aceite nada menos do que um modelo "Full HD", ou seja, com a resolução 1980 x 1080 pixels (também representado como "1080p"). Não há mais razão para comprar aparelhos menos potentes, já que os preços já se equivalem.

Além disso, se não exibir a qualidade Full HD, provavelmente você estará comprando um modelo antigo em promoção para esgotar o estoque. Desconfie muito disso e prefira pagar um pouco mais ou sacrificar o tamanho da tela (mais vale uma de 32" com 1080p do que uma 40" de resolução inferior).

Philips Cinema (Foto: Divulgação)Philips Cinema (Foto: Divulgação)

Se quiser se aventurar, você pode tentar o modelo da Philips Cinema de 58 polegadas, com resolução de 2560 x 1080p. A diferença é que horizontalmente a tela é maior, alterando a proporção de 16:9 das TVs atuais para 21:9, formato original de filmes no cinema. O ponto negativo seria justamente a programação comum da televisão, que fica muito pequena no display enorme.

Tamanho da tela

A tentação de comprar o maior modelo possível é grande, mas pense bem antes de fazer isso. Caso o espaço seja pequeno e a TV fique próxima ao ponto de visualização (seja no sofá, na cama ou onde você preferir), uma tela enorme só prejudicará a sua visão e comprometerá a qualidade da imagem, mostrando detalhes pixelados (objetos em forma de blocos).

A fabricante Philips criou uma tabela que indica a relação da distância do telespectador com o tamanho do display. Tome isso como base e você ficará satisfeito com um tamanho mais adequado - talvez, até, você estará gastando até menos com um aparelho de tela menor.

TamanhoDistância
19" ~ 26"de 1,5 a 2 metros
32" ~37"de 2,4 a 2,8 metros
42" ~ 47"de 3,2 a 3,6 metros
+ 52"mais de 4 metros

Mas é também recomendável ao menos uma TV de 32" para jogar videogames na sala, já que alguns detalhes em títulos do tipo FPS (de tiro em primeira pessoa) são difíceis de enxergar em telas menores. A chave mesmo é utilizar o bom senso e não se empolgar demais com displays enormes nas lojas, a menos que seja compatível com o tamanho do cômodo da sua casa.

Conversor digital

Já se foi a época em que ter uma TV com o infame slogan "HDTV Ready" era um bom negócio. Hoje, comprar um aparelho sem o conversor para o sinal digital aberto não é aconselhável, pois a maioria dos modelos atuais já o possui. Mesmo que sua cidade ainda não tenha a DTV, pode ter certeza que em breve ela será oferecida e você vai acabar se beneficiando com uma imagem perfeita, além da alta resolução em vários programas.

De qualquer forma, saiba que a TV digital exige uma antena para funcionar. Uma simples dá conta do recado em lugares com boa recepção, mas em locais mais afastados pode ser necessária uma antena UHF com reforçador de sinal. Separe algum dinheiro para isso, mas faça primeiro o teste com as antenas mais simples.

Modelos mais recentes exibem a compatibilidade com a DTVi, que traz interatividade à programação, como enquetes em partidas de futebol e informações sobre os personagens da novela. Mas é bom lembrar que a opção aparece como um intrusivo "i" no canto superior da tela e pode acabar incomodando. Procure modelos que ofereçam a possibilidade de desligar a função ou ocultar o ícone.

Som

Aí vai depender do que você pretende fazer. Se a ideia é colocar a TV ligada permanentemente a um Home Theater ou sistema de som robusto, não faz tanta diferença. Mesmo assim, é bom pensar de que forma você ligará o equipamento, pois é preciso ter saídas de alta definição (como HDMI ou cabo óptico - os mais recomendados) ou ao menos a convencional com seis cabos para o sistema 5.1.

Caso contrário, é melhor apostar em modelos que possuam ao menos 20 W (watts) de potência, de preferência com recursos avançados como subwoofer (que proporciona mais graves) para poder aproveitar melhor os filmes e videogames. Lembre-se que, ainda assim, a TV jamais terá a qualidade de som ou amplitude de um bom home theater.

Demais considerações

LG 42LE5300 (Foto: Divulgação)LG 42LE5300 (Foto: Divulgação)

É sempre bom ter muitas portas HDMI para poder conectar equipamentos como Blu-ray players, videogames e home theaters ao mesmo tempo. Outra boa opção é ter conexão à internet para poder acessar sites como YouTube e a Globo.com diretamente do aparelho. Se possível, preste atenção também no consumo de energia: LEDs tendem a ser mais econômicas, mas algumas são mais do que outras.

Preocupe-se também com o espaço onde a nova TV ficará. Um móvel adequado para deixar o aparelho na altura dos olhos é indicado, mas pense também que a maioria dos modelos permite a fixação na parede por meio de suportes (a base é removível). O LED, mais do que as outras telas finas, tem uma espessura mínima e vai proporcionar muito mais ganho de espaço na sua sala ou quarto.

Por fim, tenha em mente que a qualidade da imagem também depende da fonte: seja o sinal de TV (alguns canais exibem imagens apenas em widescreen, sem a resolução 1080i da DTV), um filme (DVDs geralmente só apresentam a resolução 480p, enquanto Blu-ray e arquivos específicos como MKV e MP4 podem exibir Full HD) ou um game (consoles como o Nintendo Wii ou os mais antigos não possuem suporte à alta definição).

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sangue na pipoca


Na onda do assassino mascarado de Pânico 4, confira os filmes de terror que fizeram escola


Por Leonardo Filomeno


Apesar do terror, as cenas de Pânico 4 estão recheadas de autoreferência e deboche



Quinze anos depois de o personagem de capa preta e máscara de fantasma começar a aterrorizar suas vítimas com telefonemas intrigantes, assassinatos em série e requintes de crueldade, o clássico do terror de Wes Craven dos anos 90 volta a cartaz com irreverência para reviver o gênero conhecido por explorar a violência, sangue e medo.

Agora, a sobrevivente das séries anteriores Sidney Prescott retorna para sua cidade natal para o lançamento do seu livro de autoajuda. Lá, reencontra o Xerife Dewey e a jornalista Gale Weathers, que agora são casados. A volta traz também um dos seus piores pesadelos, o regresso de ghostface, matando jovens e colocando toda a cidade em perigo. A franquia volta à cena com uma crítica ácida às sequências anteriores e produções de horror com suas intermináveis continuações.

A trilogia, que chegou a faturar mais que US$ 500 milhões em todo mundo, ditou moda nas festas a fantasia e serviu de inspiração para outras produções, como Lenda Urbana, Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, além da paródia Todo Mundo em Pânico.

Trunfo do gênero horror para a indústria cinematográfica americana na década passada, a franquia Pânico revive o slasher-movie - filmes de assassinos psicopatas que matam aleatoriamente. Apesar de se passar 11 anos depois da última sequência, parece que as coisas não mudaram muito, e oghostface ainda precisa somente de uma faca para dar vazão aos seus instintos.

Parte de um gênero controverso, os longas de terror são conhecidos pela exploração da violência, sangue e cenários sombrios. Apesar de diretores consagrados já terem passado por lá, como Stanley Kubrick, Ridley Scott e Alfred Hitchcok, essas películas são comumente conhecidas pelos orçamentos apertados, efeitos especiais e uso de muita criatividade. OGuia da Semana selecionou dez filmes que marcaram época e influenciou o público apaixonado pelo terror. Apague a luz, aumente o som e bons sustos.

Psicose

Considerado pelos críticos como a obra-prima de Hitchcock, o longa inicia a história com a secretária Marion Crane, que rouba US$ 40 mil do seu patrão e abandona o emprego para se casar. Durante a fuga, erra o caminho e tem que passar a noite em um motel de beira de estrada, onde é amavelmente atendida pelo dono, Norman Bates. O que ela não sabe é que o lugar guarda segredos e revelações assustadoras.

O filme foi considerado pelo American Film Institute o melhor thriller de todos os tempos. Para manter o suspense, o diretor adquiriu anonimamente os direitos do livro de Robert Bloch por US$ 11 mil e depois comprou todas as cópias disponíveis no mercado para que ninguém lesse e seu final não fosse revelado. A famosa cena do chuveiro demorou sete dias para ser filmada e teve 70 diferentes posições de câmera. O filme ganhou três sequências, filmadas após a morte de Hitchcock, focadas na história de Norman Bates.


Ficha Técnica

Psicose
Título original:
Psicho
Diretor: Alfred Hitchcock
Elenco: Anthony Perkins, Vera Miles, John Gavin, Martin Balsam, Janet Leigh
Tempo de duração: 107 minutos
Ano de lançamento: 1960



A Noite dos Mortos-Vivos


Apesar de não ser o primeiro filme com essa temática, foi com ele que o mestre do horror George A. Romero deu força ao gênero chamado apocalipse zumbi. A produção independente, filmada em preto e branco, apresenta a história de um satélite com radiação extraterrestre que acaba provocando a volta à vida de pessoas mortas como zumbis sanguinários. Por causa disso, um grupo de pessoas acaba se abrigando em uma casa isolada para escapar dos comedores de gente, e esperam o resgate em uma noite infernal.

O filme é um dos maiores clássicos cult. Com orçamento apertado, o jeito arrumado pelos produtores foi economizar nos cenários e usar a criatividade nos figurinos e acessórios. Assim, o sangue era xarope de chocolate jogado sobre os corpos dos membros do elenco, a carne consumida era presunto assado e cera de coveiro serviu como maquiagem para os zumbis. O longa teve polêmica no lançamento por suas cenas de violência e pelo final apocalíptico, chamado por muitos puritanos de satanista e 'contra os valores religiosos'. Foi refeito em duas ocasiões, como Night of the Living Dead(1990), dirigido por Tom Savini, e como Night of the Living Dead 3D (2006).



Ficha Técnica

A Noite dos Mortos-Vivos
Título original:
Night of the Living Dead
Diretor: George A. Romero
Elenco: Duane Jones, Judith O'Dea, Karl Hardman
Tempo de duração: 96 minutos
Ano de lançamento: 1968







O Exorcista


O primeiro e único longa de terror a ser indicado em 10 categorias para o Oscar, incluindo o inédito Melhor Filme, ele narra a trajetória de uma mãe capaz de tudo para curar uma doença inexplicável de sua filha, que demonstra um comportamento completamente assustador. Com a intervenção de um padre, ela chega à conclusão de que a garota está possuída pelo demônio e somente um exorcista pode livrar a menina da terrível possessão.

Deixando de lado a sucessão de sustos e usando um suspense baseado nos diálogos, o mais lucrativo filme de terror de todos os tempos, com US$ 402 milhões, logo passou para clássico absoluto do gênero. Com base no livro de William Peter Blatty, que foi inspirado no caso real de um garoto de 14 anos, documentado em 1949, o longa foi responsável por noites mal-dormidas em muita gente.



Ficha Técnica

O Exorcista
Título original: The Exorcist
Diretor: William Friedkin
Elenco: Ellen Burstyn, Max von Sydow, Lee J. Cobb, Kitty Winn
Tempo de duração: 123 minutos
Ano de lançamento: 1973



Alien - O Oitavo Passageiro


Ridley Scott usa o terror psicológico para levar a nave espacial Nostromo e seus sete passageiros a um planeta desconhecido para investigar um pedido de socorro. Enquanto parte da tripulação explora o nebuloso lugar, o computador central da nave descobre que o sinal de SOS era falso, e todos correm sério risco de morte.

O thriller assustador se passa em um ambiente claustrofóbico, onde os personagens precisam fugir de uma criatura alienígena que pouco aparece, gerando um medo ainda maior. Transformou-se em um clássico da ficção científica e um marco nas histórias de longas com seres extraterrestres, seguido de O Predador. Os dois, por sinal, foram protagonistas do filme dirigido por Paul W. S. Anderson, Alien vs. Predador (2004).



Ficha
Técnica
Alien - 8º Passageiro

Título original: Alien
Diretor: Ridley Scott
Elenco: Tom Skerritt, Sigourney Weaver, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton
Tempo de duração: 116 minutos
Ano de lançamento: 1979



O Iluminado


Adaptado do livro homônimo de Stephen King, o aclamado Stanley Kubrick - diretor de Laranja Mecânica e 2001: Uma Odisséia no Espaço - leva o público viajar na história macabra de Jack (Jack Nicholson), que aceita o trabalho de zelador em um hotel em baixa temporada - com um inverno bastante denso e tortuoso - para tentar escrever o seu livro. O passado sombrio do lugar começa a aterrorizar a família e a afetar a sanidade de Jack.

No longa, assuntos como reencarnação, predestinação e previsão do futuro são abordados. A obra destaca-se pela atuação Jack Nicholson, que já afirmou à imprensa que nunca conseguiu livrar-se dos trejeitos desse personagem. O filme foi responsável por sequências de gelar a espinha, como a aparição das gêmeas no corredor ou a enxurrada de sangue na tomada do elevador. A mais marcante é quando Jack coloca seu rosto entre uma fenda feita na porta com machadadas e diz "Here's Johnny!".



Ficha Técnica
O Iluminado

Título original: The Shining
Diretor: Stanley Kubrick
Elenco: Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd, Scatman Crothers
Tempo de duração: 144 minutos
Ano de lançamento: 1980




Sexta-Feira 13

Jason Voorhees nasceu em uma sexta-feira, em 13 de junho de 1946. Com problemas mentais, ele teria morrido afogado no lago Crystal, em 1957. Após saber da notícia, sua mãe surta e mata os monitores e demais adolescentes que estavam no camping. Uma garota consegue interromper os homicídios decapitando a mãe com um facão. Eis que o finado Jason ressurge para vingar a morte da matriarca e se torna umserial killer.

Apesar de o diretor John Carpenter ter criado três anos antes o psicopata Michael Myers, que aterroriza sua cidade natal nas noites de Halloween (Halloween, 1977), foi Sean S. Cunninghan, o diretor da série Sexta Feira 13, que deu força ao assassino ficcional mais conhecido do mundo do horror. Depois dele, Wes Craven deu vida ao psicopata Freddy Krueger, da série A Hora do Pesadelo. O longa Freddy vs. Jason (2003) fez com que dois dos maiores ícones do cinema de horror da década de 80 se enfrentassem em um banho de sangue, terror e boas risadas.

Somando os nove filmes da série, Jason já levou mais de 50 tiros, foi esfaqueado 23 vezes, levou cinco machadadas, foi atropelado por um trator e por um carro e já foi atingido por um sofá, duas cadeiras, uma estante e até uma televisão. Sobreviveu a tudo isso. Já a franquia, lucrou mais de US$ 500 milhões.



Ficha Técnica
Sexta-Feira 13

Título original: Friday the 13th
Diretor: Sean S. Cunningham
Elenco: Betsy Palmer
Tempo de duração: Adrienne King, Robbi Morgan, Jeannine Taylor
Ano de lançamento: 1980




Bruxa de Blair

Bruxa de Blair é um filme de ficção que se vale da uma linguagem documental para criar o clima de terror, com câmera na mão e imagens tremidas

Fugindo do terror explícito, os diretores Daniel Myrick e Eduardo Sanchez montaram um pseudo-documentário para retratar a história de três estudantes que se emprenham em uma floresta para rodar um filme sobre a lenda de uma bruxa e nunca mais são vistos. Após um ano, seus filmes e gravações são encontrados e supostamente se transformam no longa. Com o custo de US$ 35 mil, o filme arrecadou mais de US$ 140 milhões e se tornou um marco do cinema independente, entrando no hall dos 100 filmes americanos de maior faturamento de todos os tempos. Ganhou sequência, que mas não recebeu a mesma empolgação do público.

O mesmo aconteceu com Atividade Paranormal (2007), de Oren Peli. Com a estética home made (feito em casa) e um orçamento ínfimo de US$ 15 mil, a película se virou basicamente com insinuações e truques de câmera e áudio. Para o lançamento mundial, contou com o apadrinhamento de Steven Spielberg, que ajudou na reedição e criou um novo final. Atividade Paranormal bateu o recorde de A Bruxa de Blair (1999) e tornou-se o filme mais lucrativo da história, com mais de US$ 200 milhões. Por isso, ganhou mais duas sequências: Atividade Paranormal 2 (2010); e Atividade Paranormal em Tóquio (2011).



Ficha Técnica

A Bruxa de Blair
Título original:
The Blair Witch Project
Diretor: Daniel Myrick e Eduardo Sánchez
Elenco: Heather Donahue, Michael C. Williams, Joshua Leonard, Bob Griffin
Tempo de duração: 88 minutos
Ano de lançamento: 1999




O Chamado


Prendendo a atenção do começo ao fim, a regravação americana do original japonês Ringu narra a história da jovem jornalista Rachel Keller (Naomi Watts) que, com a partir de uma misteriosa morte de sua sobrinha, resolve investigar uma suporta maldição de uma fita VHS: quem a assiste, recebe um telefone e tem exatamente uma semana antes de morrer. Naomi assiste ao vídeo e precisa correr contra o tempo para salvar a sua vida e a de seu filho do espírito sombrio da menina Samara, que sempre busca suas vítimas.

Até dirigir O Chamado, Gore Verbinski era conhecido por suas peças publicitárias e longas de pouca expressão, como Um Ratinho Encrenqueiro (1997) e Mexicana (2001). Sucesso de crítica, o filme levou Hollywood para uma onda de refilmagens do gênero J-horror, com películas japonesas de horror, comoO Grito (2004) e Os Espíritos (2004). O filme ganhou uma trilogia, com a última parte da série programada para estrear em outubro deste ano (O Chamado 3D).



Ficha Técnica

O Chamado
Título original: The Ring
Diretor: Gore Verbinski
Elenco: Naomi Watts, Martin Henderson, David Dorfman, Daveigh Chase
Tempo de duração: 115 minutos
Ano de lançamento: 2002





Jogos Mortais

Filmado em apenas 18 dias e com um orçamento limitado para os padrões de Hollywood (US$ 1,2 milhão), o primeiro longa-metragem da série tem como protagonista Jigsaw, um serial killer encapuzado que age como justiceiro. Mas, em vez de matar suas vítimas, ele submete-as a jogos de torturas físicas ou psicológicas. De acordo com o maníaco, a sobrevivência (muito rara na ocasião) faria essa pessoa valorizar verdadeiramente a vida.

Apostando em armadilhas criativas, constantes flashbacks e uma trama que não tira o público da cadeira até o fim, a franquia ajudou a difundir o gênero torture porn, com longas famosos por cenas fortes de tortura e sofrimento alheio. No seu lançamento, foi considerado pela crítica como o melhor de suspense e terror desde Seven - Sete Pecados Capitais. Embora tenha recebido mais seis versões, o escritor Leigh Whannell e o diretor James Wan só se envolveram até o terceiro filme.



Ficha Técnica

Jogo Mortais
Título original: Saw
Diretor: James Wan
Elenco: Leigh Wahnnell, Cary Elwes, Danny Glover, Ken Leung
Tempo de duração: 102 minutos
Ano de lançamento: 2004



Deixe Ela Entrar


Baseado em um livro, ele mostra o universo adolescente e fala de vampirismo. Se você pensou na franquia Crepúsculo ou na série de TV True Blood, enganou-se. Mesmo sem a metade do marketing americano, o longa sueco arrebatou diversos prêmios em festivais de cinema ao redor do mundo - quatro indicações no European Film Awards, incluindo de Melhor Filme - com a história do frágil garoto Oskar, de 12 anos, que sofre bullying dos seus colegas e sonha com vingança.

Ele se apaixona por de Eli, (Lina Leandersson), uma garota bonita e vampira, que o incentiva a lutar. O impasse se dá quando percebe que ela precisa beber o sangue de outros para sobreviver, usando requintes de crueldade e violência. O dilema entra ai: até onde o amor pode perdoar? Dirigido por Tomas Alfredson, o longa ganha mérito por usar o mito do vampiro e oferece uma trama psicológica com inventividade e reflexão sobre a solidão. Ganhou um remake nos Estados Unidos em 2010, com o nome de Let Me In.



Ficha Técnica

Deixa Ela Entrar
Título original: Lat Den Rätte Komma In
Diretor: Tomas Alfredson
Elenco: Kare Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar, Henrik Dahl
Tempo de duração: 115 minutos
Ano de lançamento: 2008


segunda-feira, 25 de abril de 2011

O poder dos telescópios e os objetos deixados na superfície Lunar

Algumas vezes somos questionados sobre qual seria o melhor tipo telescópio para que seja possível ver a bandeira ou o carro deixados pelos astronautas na Lua na década de 1970. Outras vezes a pergunta recai sobre o motivo pelo qual, mesmo existindo tantos telescópios na Terra, essas mesmas fotos não são publicadas. Apesar de parecerem ingênuas à primeira vista, as perguntas são bastante interessantes e mostram como um pouquinho de conhecimento pode explicar muita coisa.




Antes de entrar em detalhes, é necessário informar que as fotos dos objetos deixados na Lua não são publicadas simplesmente porque elas não existem. E o motivo é bem simples: não existe nenhum telescópio capaz de enxergar objetos tão pequenos a uma distância tão grande. Nem o telescópio Hubble é capaz desse feito!

Para explicar o motivo que faz essa observação ser praticamente impossível é necessário conhecer dois conceitos importantes: o tamanho angular da Lua e dos objetos no céu e o poder de resolução de um telescópio. Vamos começar pelo primeiro.


Medida Angular
Em astronomia a abóbada celeste é divida em um arco de 360 partes ou graus. Cada um dos 360 graus desse arco é divido em outras 60 partes ou minutos. Assim, o arco da abóbada tem ao todo 21600 minutos. Cada minuto desse arco também é dividido em 60 partes ou segundos, tornando a abóbada um arco composto de 1296000 segundos.



Cada um dos minutos desse arco é chamado de arco-minuto ou minuto de arco enquanto cada segundo é chamado de arco-segundo ou segundo de arco. Qualquer uma dessas denominações estão corretas e podem ser empregadas sem confusões.


Tamanho da Lua
É na abóbada imaginária que estão dispostos todos objetos celestes, os planetas, as estrelas, o Sol e a Lua. Se olharmos a Lua veremos que ela ocupa aproximadamente meio grau (30 minutos) no arco dessa abóbada, ou seja, 1800 arco-segundos.

Como sabemos, a Lua tem um diâmetro de 3474 km e é praticamente esse disco que enxergamos aqui da Terra. Se este disco de 3474 km ocupa 1800 segundos, então cada arco-segundo dele equivale a 1.93 quilômetro.

Uma vez compreendido o conceito acima, vamos ao segundo ponto da questão. Se não entendeu, leia novamente!


A Resolução do Telescópio
Todos os instrumentos óticos, inclusive nossos olhos, têm suas limitações e um dos principais fatores que determinam a capacidade de um telescópio é chamado de "Poder de Resolução". É ele que determina o tamanho do menor objeto que se pode ver através de um telescópio.

Existem diversos métodos para se calcular o poder de resolução de um telescópio e um dos mais usados é o "Critério de Rayleigh". Para usá-lo basta dividir 139.7 pelo tamanho da objetiva em milímetros. O resultado será o poder de resolução, expresso em arco-segundos.

Como exemplo, um telescópio de 150 milímetros tem um poder de resolução de 0.93 arco-segundos (139.7/150mm), o que significa que objetos menores que isso não poderão ser vistos por este telescópio. Apenas para lembrar, a Lua tem 1800 arco-segundos.

A grosso modo, o poder de resolução de um instrumento é diretamente proporcional ao tamanho da sua abertura. Em outras palavras, quanto maior o diâmetro da objetiva ou espelho, melhor será seu poder de resolução.


Juntando tudo e mais um pouco
Como vimos no início, cada arco-segundo no disco lunar equivale a 1.93 km. Se apontarmos para ela nosso telescópio de 150 milímetros, capaz de "resolver" 0.93 arco-segundo, então o menor objeto que podemos ver com ele na superfície da Lua precisa ter no mínimo 1794 metros. Veja porque:

1 - Poder de Resolução=139.7 "dividido" por 150 mm = 0.93 arco-segundo.
2 - Resolução=1.93 km x 0.93 = 1794 metros

Ou seja, com um telescópio de 150 milímetros não dá pra ver o carro, a bandeira ou a pegada de Armstrong na Lua!


Mais força!
Mas... E se aumentarmos o diâmetro do telescópio. Que tal um caro instrumento de 300 milímetros? Bem, neste caso as coisas melhoram, mas não muito. Vejamos:

1 - Poder de Resolução=139.7 "dividido" por 300 = 0.46 arco-segundo.
2 - Resolução=1.93 x 0.46 = 898 metros

Melhorou bastante mesmo. Com um instrumento de 300 milímetros já dá para ver objetos de 898 metros, mas o carro, a bandeira ou a pegada de Armstrong... Nada feito!

Mais Potência
Vamos poupar esforços e vamos olhar a Lua com o maior telescópio que existe no mundo, o SALT, na África do Sul. Seu espelho tem nada menos que 11 metros de diâmetro, ou seja, 11 mil milímetros. Será que agora dá para ver os apetrechos lunares? Vamos ver:

1 -Poder de Resolução=139.7 "dividido" por 11000 = 0.0127 arco-segundo.
2 - Resolução=1.93 km x 0.0127 = 24.51 metros

Nada ainda... Nem com o maior telescópio do mundo é possível ver o carro, a bandeira ou a pegada de Armstrong na Lua!


Concluindo
Como deu pra perceber, não basta ter um telescópio para se ver os equipamentos deixados na Lua. É preciso que esse telescópio tenha um diâmetro muito grande, capaz de "resolver" detalhes muito pequenos. Supondo que o carro deixado na Lua tenha aproximadamente 2.5 metros de comprimento, o telescópio terá que ter aproximadamente 100 metros de diâmetro para que os instrumentos lá deixados sejam visíveis aqui da Terra. Sem dúvida, um instrumento impraticável!

A título de curiosidade, o olho humano médio tem um poder de resolução de 120 arco-segundos. Assim, quando olhamos a Lua o menor detalhe que podemos ver precisa ter no mínimo (1.93 km x 120 seg) 231 quilômetros!

Agora que você já entendeu como se calcula o poder de resolução de um telescópio, faça os mesmos cálculos para o Sol, Júpiter, Marte, etc. A tabela ao lado mostra os diâmetros reais (em km) e angulares (em arco-segundos) para os diversos objetos do Sistema Solar. Experimente. Você vai se surpreender!


No topo, o astronauta e comandante da Apollo 17 Eugene Cernan é retratado pelo piloto Harrison Schmitt, em dezembro de 1972. Ao lado direito da foto temos o Jipe-Lunar deixado na superfície da Lua e ao fundo as marcas das trilhas deixadas durante a expedição. Crédito: Nasa. Na sequência, diagrama mostra a Lua sob a abóbada celeste e seu diâmetro aparente em arco-minutos e real em km. No detalhe vemos o maior telescópio do mundo - SALT - localizado na África do Sul. Mesmo com seu espelho de 11 metros de diâmetro não é possível ver os objetos na superfície da Lua. Acima, tabela mostra os tamanhos reais e angulares de diversos objetos do Sistema Solar.

O Adeus ao Mito, Serena vai às lágrimas após derrota no US OPEN e agradece a irmã Venus "sem você eu não existiria"

  Chegou ao fim uma das maiores carreiras de um atleta na história. Serena Williams, que havia anunciado que se aposentaria após o US Open, ...