Crise na segurança do Rio, mas Sérgio Cabral está indo para São Paulo desfilar com Lula na Gaviões da Fiel
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A adesão à greve é parcial, e não foram chamados os reforços das Forças Armadas (14 mil homens do Exército) e da Força Nacional de Segurança (300 homens). Com a medida, o governo do estado emite um sinal de que os policiais e bombeiros que aderirem à greve poderão ser rapidamente condenados e até expulsos de suas corporações.
A nota divulgada pelo estado informa que, em “edição extraordinária do Diário Oficial”, o decreto 43.462 modifica o decreto 2.155, de 13 de outubro de 1978. O decreto regula o Conselho de Disciplina da PM e dos bombeiros do Rio – órgão que julga infrações administrativamente e tem poder de exonerar os servidores.
O decreto de 1978 instituía prazo de 30 dias para conclusão dos trabalhos do conselho. O texto publicado hoje reduz este prazo à metade: 15 dias. O prazo para originalmente estabelecido para a decisão era de 20 dias e caiu para 5. Foram encurtados os tempos de recurso e seus julgamentos, de 20 para 7 dias.
O roteiro, por enquanto, segue à risca o que foi planejado, de acordo com policiais do Bope ouvidos pelo site de VEJA. Os policiais que descumpriram a ordem não foram presos, mas os efeitos da insubordinação em cascata não são previsíveis. O comando do Bope convocou todas as equipes para o batalhão às 20h, como forma de manter a tropa sob controle para uma possível intervenção no movimento grevista.
(Com reportagem de Leslie Leitão e Leo Pinheiro)
Jornal do Brasil Luisa Bustamante
"Não desejamos acabar com o Carnaval no Rio", diz sargento dos Bombeiros
Representantes grevistas afirmam que estão abertos a diálogos com o governo
Representantes do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Polícia Militar afirmaram, nesta sexta-feira (10), os avanços na proposta do Governo do Rio estão "longe de atender às necessidades" das categorias. Ainda assim, os grevistas anunciaram que estão abertos a diálogo com o governo e que manterão "uma proporção mínima necessária" dos serviços para garantir a segurança da população no estado.
"Temos pleno conhecimento e convicção do nosso compromisso com a sociedade, mas nesse momento, chegamos no limite", afirmou o sargento bombeiro Wallace Rodrigues. "De forma nenhuma desejamos acabar com o carnaval no estado do Rio de Janeiro. Para o Carnaval faltam oito dias e temos plena convicção de que conseguiremos resolver isso até lá. Estamos abertos à negociações e dispostos a fazê-las"
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis no Rio (Sindpol), Carlos Gadelha, mesmo com os reajustes salariais previstos pelo governo do estado até 2014, os salários ainda não são suficientes. "O policial militar da Bahia, que prega o aumento salarial de 40% já ganha o que o policial do Rio vai ganhar depois de todos esses aumentos previstos até 2014", afirmou. "Policiais militares e bombeiros têm o segundo pior salário do Brasil. Os civis tem o pior. Isso é inadmissível em um estado que tem a segunda maior arrecadação do país. Então falar que está fazendo um grande esforço pela segurança é um discurso meio antagônico".
Após concederem entrevista coletiva, na manhã desta sexta-feira, os líderes do movimento grevista das polícias e bombeiros do Rio de Janeiro saíram em caminhada até o Quartel-General para se entregar voluntariamente. O cabo João Carlos Gurgel e Carlos Gadelha, lideraram o ato até o Quartel General da PM, na Rua Evaristo da Veiga, no Centro do Rio. Eles foram acompanhados pelo policial civil Francisco Chao e pelo major Hélio de Oliveira, do sindicato de oficiais inativos da PM. Logo depois, Francisco Chao anunciou que só ficaram detidos no QG o cabo Gurgel e o major Hélio de Oliveira.
"O diálogo [com o governo] foi aberto há um mês atrás e nossos companheiros já começaram a ser presos. Hoje de manhã já foi uma viatura na minha casa. Não tem problema: se me prender, vai surgir outro no meu lugar, porque a insatisfação é de 40 mil policiais militares, 22 mil policiais civis e 22 mil bombeiros", afirmou Gurgel momentos antes de seguir para o QG. "Se a sociedade decidir que nós temos que ser encarcerados e tratados como bandidos, como fizeram com o cabo Daciolo, assim vai ser. Agora se a sociedade entender que cadeia é para marginal, e que nós somos trabalhadores e merecemos dignidade, a sociedade só tem a ganhar".
Em nota divulgada na madrugada desta sexta-feira, o comando da Polícia Militar negou que haja paralisação em qualquer tipo de serviço prestado à população no Rio e garantiu que todas as suas unidades estão em pleno funcionamento, contando com o apoio de policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque no patrulhamento da cidade. Os grevistas, no entanto, lamentam o comunicado.
Entre as reivindicações das categorias para acabar com a greve está a liberação do cabo Benevenuto Daciolo, que está preso em Bangu I, por crimes de incitamento à greve e aliciamento a motim.
Mandados de prisão
O porta-voz da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Frederico Caldas, tinha informado que já foram emitidos 11 mandados de prisão contra os líderes da greve da PM. Segundo ele, os responsáveis pelo movimento serão submetidos a conselhos de disciplina. "É inaceitável romper o juramento que fizemos à sociedade. O pacto entre a população e a PM não deve ser rompido", disse Caldas. De acordo com o comando grevista, 200 militares cumprem prisão administrativa no 10º BPM (Barra do Piraí), porque se recusaram a realizar patrulhas na manhã desta sexta-feira.
Sérgio Cabral manda dar armas para recrutas no Cefap e saírem para as ruas
Publico em e-mail que recebi que foi confirmado por outro policial.
"Ricardo, sou aluno do curso de formação de soldados e a primeira companhia acabou de receber fardamento e armas para suprirem a necessidade de policiamento ostensivo no centro da cidade durante a passagem do cordão da bola preta.
é sabido que todas as turma se formaram com atrasos por causa da falta de fardamento.
neste exato momento alguns alunos estão recebendo uma espécie de aula de reforço, já que muitos não aprenderam a manusear as armas.
é sabido que o aluno não pode tirar serviço armado fora do cfap (centro de formação e aperfeiçoamento de praças)
resumo: cabral tá se cagando e provavelmente se o cordão do bola preta não sair pode gerar insegurança no estado. em ação desesperada ele consegue fardamento para a companhia e ordena que sejam eles, alunos, recrutas, os policiais que irão proporcionar segurança durante o bloco.
estes alunos provavelmente nem tem RG de policial, somente de aluno policial.
para comprovar a denúncia basta esperar o bloco sair e perceber que todo policial ali presente que não possuir alguma patente nos ombros é um aluno e não é um soldado formado.
se olhar e ver que a manga da camisa é lisa, sem nada, é pq é um aluno"
Fonte: Blog do Ricardo Gama



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