Com Neymar o Santos tem 66,66% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro. Sem ele o índice despenca para 27,08%. Só o lanterna, Atlético Goianiense, tem números piores. Como o camisa 11 atuou em apenas sete partidas, o campeão paulista se arrasta no bloco de baixo da tabela (já esteve até em 18º lugar). Fica evidente que ao perder seu principal jogador para a seleção, o time de Muricy é comum e por isso mesmo não tem mais sonhos nessa temporada.
A consequência disso? O Santos dificilmente disputará a Libertadores em 2013 e se conseguir a vaga para a de 2014, vai disputá-la com Neymar ainda mais envolvido com o time cebeefiano às vésperas do Mundial. O que resta aos santistas para o ano que vem? Sonhar com as conquistas de âmbito nacional. Não que sejam insignificantes, pelo contrário, mas não é pouco para quem, ao anunciar a permanência do craque, acenou com objetivos elevados?
Voltando no tempo: quando os santistas anunciaram que Neymar ficaria no clube até o final do contrato, no ano da Copa, a ideia era mantê-lo para, com sua presença, levar a campo um time mais competitivo, e ganhar taças. Em resumo: abrir mão dos milhões que um clube europeu pagaria para levar o rapaz embora e, com ele em campo, fazer história com mais e mais títulos.
Na prática isso não vem acontecendo, pelas limitações da equipe atual, por responsabilidade de atletas, do técnico Muricy Ramalho, de dirigentes mas, principalmente, pela ausência de Neymar. Com ele tudo muda, mas é raro vê-lo em ação com a camisa do Santos e os reflexos no desempenho da equipe são mais do que evidentes.
Daí a pergunta: vale a pena deixar de ganhar milhões para segurá-lo sem poder contar com seu futebol regularmente? Imagine o Santos ganhando, digamos, apenas dois Estaduais nesse período e vendo o seu maior talento ir embora, de graça, depois do Mundial de 2014... Desse jeito, o melhor a fazer é o Santos aceitar negociá-lo na primeira boa oportunidade.

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