
Os heróis da Olimpíada de 2016: onde estão hoje e o que fazem?
Copenhague, 2 de outubro de 2009. Políticos, empresários e cartolas celebram a indicação do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016. Sábado, 9 de novembro de 2013. Os mesmos 'heróis' que trouxeram os Jogos para os cariocas estarão longe ou 'escondidos' na celebração dos 1.000 dias para o início da competição.
| OS 'HERÓIS' DO RIO 2016 - E COMO ESTÃO HOJE |
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EIKE BATISTA
O empresário que sonhava em ser o homem mais rico do mundo foi o grande investidor privado da campanha carioca. Doou R$ 23 milhões para a candidatura. Ainda emprestou seu jatinho para os políticos irem à capital da Dinamarca, onde aconteceu a escolha final. Planejava faturar muito com hotéis que pretendia reformar ou construir (nada ficou pronto). Hoje, Eike deixou a lista de bilionários do planeta. Suas empresas estão na bancarrota e seu patrimônio derrte. Na festa dos 1.000 dias para os Jogos, ninguém quer sua presença. |
![]() | LULA O ex-presidente foi protagonista em Copenhague. Surfava em altos índices de popularidade e brincava que o próximo passo era o Brasil conquistar também a Olimpíada de Inverno. Mas a passagem do poder para Dilma e o tratamento contra o câncer o tiraram dos holofotes. E, com os gastos com Copa e Olimpíada na pauta dos protestos de junho, não deu as caras nos estádios na Copa das Confederações. |
![]() | SÉRGIO CABRAL Quando o Rio ganhou o direito de sediar a Olimpíada, o governador Sérgio Cabral (PMDB) surfava na popularidade. Em 2010, poucos meses após a vitória em Copenhague, o instituto Datafolha fez uma pesquisa no Estado do Rio em que 55% dos entrevistados classificavam seu trabalho como ótimo ou bom. Mas os gastos excessivos do seu governo na Copa e na Olimpíada estiveram entre os principais motivos dos protestos de junho no Rio de Janeiro. E o povo se cansou dele. Em julho, o mesmo Datafolha fez outra pesquisa sobre a avaliação do governador: agora só 25% o classificavam como ótimo ou bom. |
![]() | EDUARDO PAESGrande aliado de Cabral, o prefeito carioca também é alvo frequente de manifestantes. Sua imagem foi abalada por agredir na porta de um restaurante uma pessoa que o xingava e criticava seu governo. No esporte, viu o Engenhão ser interditado justamente na sua gestão. Otimista com os Jogos e com o legado, acredita ser possível deixar a Olimpíada de Barcelona, considerada a melhor da história, no 'chinelo'. |
![]() | ORLANDO SILVA O então ministro do Esporte do governo Lula era figura fácil nos eventos relacionados à Copa do Mundo e à Olimpíada. Mas sua carreira política no plano federal entrou em queda livre depois de flagrado usando o cartão corporativo do governo para gastar R$ 8,30 na compra de uma tapioca. Acabou dispensado pela presidente Dilma. No ano passado, se candidatou a vereador em São Paulo. Não foi eleito, mas ficou como suplente e acabou assumindo o cargo depois que o cantor Netinho, de seu partido (PC do B), foi convidado para assumir uma secretaria na prefeitura de São Paulo. |
![]() | JOÃO HAVELANGE Em 2009, o ex-presidente da Fifa tinha fama se ser um mito dos cartolas. Seu discurso em Copenhague foi tido para muitos como uma das chaves do sucesso da candidatura carioca. Mas sua máscara não demorou para cair, e o cartolão terá até dificuldades para conseguir um convite para qualquer evento da Rio-2016. Havelange teve que renunciar ao cargo de membro do Comitê Olímpico Internacional, assim como havia feito em relação à presidência honorária da Fifa. Isso para não passar o constrangimento de ser expulso das duas entidades depois que foi tornada pública a propina que recebeu no caso ISL. |
![]() | CARLOS ARTHUR NUZMAN O cartola ainda manda na organização dos Jogos e do Comitê Olímpico Brasileiro. Mas na segunda entidade sua situação não é nada boa. A começar pelos resultados modestos na Olimpíada de Londres, apesar dos milhões injetados pelo governo no comitê e nas confederações esportivas. E principalmente pela lei recentemente aprovada no Senado, que limita os mandatos de dirigentes esportivos. |
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HENRIQUE MEIRELLES
No dia que o Rio saiu vitorioso de Copenhague, o então presidente do Banco Central também discursou. Era uma época em que a economia brasileira crescia forte e se mostrava sólido. Ao fim do governo Lula, deixou o BC. Mas acabou convidado, em 2011, para assumir a Autoridade Pública Olímpica, o órgão criado para comandar o investimento bilionário do governo federal na organização dos Jogos. Mas Meirelles resolveu abandonar o barco menos de seis meses depois da sua posse. |








Um comentário:
O problema é que o povo tem memoria curta, então aquilo que foi bom esquece.
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