O PAC (‘Plano de Aceleração da Copa') informa ao distinto e sempre esfolado contribuinte: em nove das 12 cidades que receberão jogos da grande festa da mamãe Fifa o financiamento federal para a construção e reforma dos estádios superou os repasses destinados à educação nesses municípios nos últimos quatro anos.
O levantamento é da ‘Agência Pública', que usou dados do Portal da Transparência da Controladoria Geral da União (CGU). Apenas Rio, São Paulo e Brasília foram aquinhoados com mais dinheiro para o ensino.
Em Recife, por exemplo, os tijolinhos para o estádio ganharam R$ 400 milhões, enquanto o lápis e a borracha receberam R$ 123 milhões, uma pequena diferença de mais de 300%.
De acordo com os cálculos da ‘Agência Pública', Salvador pegou R$ 323 milhões para reformar a Fonte Nova e R$ 133 milhões para a educação.
O tilintar das moedas em outras sedes: BH - R$ 400 milhões para o Mineirão e R$ 238 milhões para o ensino; Porto Alegre - R$ 275 milhões para o Beira-Rio e R$ 143 milhões para o bê-á-bá; Cuiabá - R$ 339 milhões para o financiamento da Arena Pantanal e R$ 220 milhões para a educação; Curitiba - R$ 234 milhões para a Arena e R$ 99 milhões para os livros; e Natal - R$ 396 milhões para a bola rolar e R$ 149 milhões para o 2+2.

A Copa é deles, a conta é nossa.