O primeiro computador digno desse nome era uma máquina imensa, lenta, cara e pouco confiável. Assim era o Eniac (Electronic Numerical Integrator and Computer) (foto) inaugurado em fevereiro de 1946 na Universidade da Pensilvânia. Seu preço: US$ 20 milhões da época (hoje, algo como US$ 600 milhões). Ocupava o espaço de uma sala inteira, tinha 18 mil válvulas e pesava muitas toneladas. Quem visita o Departamento de Eletricidade da Universidade da Pensilvânia, ainda pode ver uma parte do Eniac original numa de suas salas.
O computador completou 60 anos em fevereiro de 2006. Nesse período de tempo razoavelmente curto, ele tem revolucionado a vida humana. Para quem acompanha a história da informática, é difícil entender como aquela imensa máquina poderia transformar-se nos incríveis laptops ou palmtops desta primeira década do Século 21.

No começo, só as grandes empresas e repartições públicas podiam investir em máquinas de grande porte, os chamados mainframes, para ampliar e modernizar seus sistemas de informação. Com o tempo, foram surgindo computadores menores, como os minicomputadores dos anos 1970.
O grande salto na popularização da informática, contudo, veio com o microcomputador, computador pessoal ou PC, que surgiu em 1978, pouco mais de três décadas depois do Eniac. Os primeiros e mais famosos eram o Apple II, o Commodore e o TRS-80. O IBM PC só chegaria em 1981. (fotos em sequência) Ao longo de duas décadas, de 1980 a 2000, o computador pessoal transformou-se em ferramenta de trabalho de mais de 1 bilhão de pessoas, que passaram a utilizá-lo em seu dia-a-dia, na indústria, na escola e em suas residências. A difusão acelerada dessa máquina no mundo consolidou a revolução da informação, não apenas no trabalho de pesquisa, mas praticamente em todas as atividades humanas.
As crianças de hoje já nascem num mundo computadorizado, convivendo com videogames, brinquedos eletrônicos, telefones celulares e internet. Que diferença de minha infância, nos anos 1940, numa velha fazenda de café, no interior de São Paulo, em contato com a natureza, nadando, pescando e correndo pelos campos.
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