Para os que defendem a maconha, leiam o depoimento abaixo, o rapaz começou com a maconha, e depois foi parar no crack, por isso eu digo e repito, diga sempre não as drogas.
Extra
Um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardoza, revelou o mapa das cracolândias no Rio de Janeiro. O cenário, traçado após um amplo estudo conduzido pela Fiocruz, aponta para a disseminação do consumo da droga por praticamente todo o município, com cenas de uso registradas nas zonas Oeste, Norte, Centro e Copacabana. O levantamento ainda mostra locais de alto consumo de crack no Jacarezinho, favela na Zona Norte da cidade pacificada em 2012 - isso ocorre porque os dados foram coletados no primeiro semestre de 2011, antes da chegada da UPP a essa comunidade.
As pesquisas “Estimativa do número de usuários de crack e/ou similares nas capitais do país” e “Perfil dos usuários de crack e/ou similares no Brasil” foram apresentadas nesta manhã, no Palácio da Justiça, em Brasília. O estudo, encomendado pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad/MJ) à Fiocruz, é o maior e mais completo levantamento feito sobre o assunto no mundo. A ideia é que esses números sirvam de base para as políticas públicas que o governo federal, os estaduais e as prefeituras têm desenvolvido.

Os resultados mostram que a maioria dos usuários brasileiros são adultos jovens, com idade média em torno dos 30 anos - cerca de 50% têm idade de 18 a 30 anos. Constatou ainda que as crianças não são a maioria dos usuários - ao contrário do que muitos pensam. Do total de usuários, 78,7% são homens. A grande maioria é formada por pretos e pardos - nomenclatura adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas 20% dos usuários se declararam brancos.
O estudo estima que cerca de 370 mil pessoas sejam usuárias de “crack e/ou similares (pasta-base, merla e oxi)” nas 26 capitais do país e no Distrito Federal, o que corresponde a 35% dos consumidores de drogas ilícitas em geral.
Dos 370 mil usuários de crack e/ou similares, 14% são menores de idade, o que significa afirmar que cerca de 50 mil crianças e adolescentes fazendo uso dessas substâncias nas capitais.

Anderson dos Santos tinha apenas 12 anos quando começou a fumar crack. Em maio, aos 18 anos, ele contou ao EXTRA que já havia perdido as contas do número de abrigos por que passou.
- Raul Seixas, Carioca, Antares - enumera ele. - Mas nunca fiquei muito tempo em nenhum. Prefiro a rua. Durmo em São Cristóvão, onde todos me conhecem.
Caçula de cinco irmãos, Anderson experimentou maconha aos 8 anos. O crack, conheceu quatro anos depois. Nessa época, já largara a escola no 3º ano e andava com traficantes da comunidade de Bárbara Corrêa, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Nunca trabalhou.
Desde os 16, Anderson já passou cinco vezes pela polícia por roubo e furto. Em todas, ficou cerca de um mês apreendido no Degase, na Ilha do Governador. Perguntado se sonha em largar as drogas e o crime e traçar um futuro diferente, o rapaz desconversa:
- Tia, já sou dessa vida há muito tempo.
Naquele dia, o menino havia ido ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Itinerante, no Parque União. Tomou banho, ganhou lanche e aceitou dar entrevista. Após três minutos, nervoso, levantou e se despediu:
- Não consigo mais ficar aqui. Estou agoniado.

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