F1 2013
é o mais recente título da franquia oficial da principal categoria do
automobilismo mundial. O game busca ampliar o seu público com elementos
nostálgicos, como a presença de carros e pilotos que fizeram a história
do esporte, aliados a uma jogabilidade cada vez mais próxima do real. O
game será lançado no Brasil no dia 10 de outubro para PS3, Xbox 360 e
PS3. Nos EUA ele custará 59 dólares (cerca de R$ 130), enquanto aqui
ainda não há um preço divulgado. Confira.
F1 2013 (Foto: Divulgação)
Modo F1 Classics é uma deliciosa viagem no tempo
A Codemasters mostrou que ouve seus fãs e realizou um dos pedidos mais
antigos para a franquia: a presença de carros e pilotos clássicos. Dessa
forma, F1 2013 conta com o modo F1 Classics que traz um variado leque
de opções para que os jogadores possam desfrutar do controle de máquinas
como a Ferrari F1 87/88C, pilotada por Gerhard Berger.
Além dos tradicionais modos Grande Prêmio, Tomada de Tempo e Contra o
Relógio, F1 Classics também conta com o Modo de Cenários. Eles consistem
em apresentar situações adversas as quais o jogador precisa "se virar"
para resolver, tais como ultrapassar nada menos que Alain Prost na
primeira volta, ou as Ferraris de Berger e Schumacher depois de cumprir
uma punição com um Drive Through (aquela passagem pelos boxes que só
serve para atrasar a vida dos corredores...).
No geral, a forma com que tudo é apresentado encanta. A parte visual é
composta pelos mínimos detalhes, como as zebras desgastadas e grama por
todos os lados dos circuitos - exatamente como eram apresentadas nas
pistas da época. A própria luminosidade do modo remete uma viagem no
tempo, assim como os indicadores do carro e a própria telemetria -
representada pela clássica fonte amarela na tela.
Para completar, os carros também são mais complexos do que os atuais.
Se já é difícil controlá-los com todas as opções automáticas, imagine
sem elas. Essa é a sensação que F1 2013 apresenta com maestria,
mostrando o porquê de aqueles antigos pilotos serem considerados até
hoje como verdadeiras lendas do esporte.
F1 2013 - Nigel Mansell em sua histórica Willians (Foto: Divulgação)
Quem disse que pilotar um F1 era fácil?
A jogabilidade de F1 2013 evoluiu. Bom para alguns e ruins para outros.
Isso porque mesmo com todas as opções no automático, como freios,
direção hidráulica, tração, etc., ainda sim não é fácil guiar seu carro.
É preciso saber usar o freio na hora de realizar curvas mais fechadas,
ou tirar o pé do acelerador quando seu carro começa a sair do controle
em curvas mais rápidas.
Para os amantes da categoria, essa complexidade fica mais próxima do
real e exige cada vez mais atenção e cautela, pois qualquer descuido
pode significar o fim da partida. Mas para quem busca apenas uma forma
de se divertir, tantas dificuldades em guiar o veículo podem ser um
ponto negativo.
Na tentativa de balancear essa complexidade, o game conta com o sistema
de replay. Ele faz com que o jogador volte alguns segundos e repita um
determinado trajeto. O problema é que esses replays são limitados a
quatro por corrida, sendo que o mínimo para uma prova do modo carreira,
por exemplo, é de 10% das voltas originais - algo em torno de 10 a 15
voltas.
F1 2013 (Foto: Divulgação)
Pouca evolução nos principais modos de jogo
Parece que os esforços da Codemaster foram voltados para o modo F1
Classics, já que praticamente todos os outros modos continuam iguais.
Até a forma como o game inicia, empurrando os jogadores para uma série
de tutoriais, é semelhante a F1 2012. A pequena diferença é que eles
mostram algumas novas atividades de treinamento, principalmente no que
diz respeito às novas regras.
A grande novidade é a possibilidade de salvar a sua jogada no meio de
uma corrida. Ideal para aqueles que buscam o realismo ao extremo e optam
por disputar uma corrida inteira com o mesmo tempo de duração e números
de voltas do GP original.
Já o Modo de Cenários ganhou uma boa leva de novas atividades.
Divididas em graus de dificuldade, o game proporciona desafios que vão
desde superar um adversário faltando poucas voltas para o final, como
tentar guiar em pista complexas onde o asfalto está completamente
encharcado e escorregadio.
No modo multiplayer online, além das partidas rápidas ou provas
personalizadas, há ainda a opção de um campeonato cooperado com um
amigo, onde devem agir em equipe em busca do título mundial. Também há
um placar de líderes que mostra o seu desempenho perante seus outros
amigos na rede online.
F1 2013 (Foto: Divulgação)
Visual encantador, mas ainda sem pódios
Os gráficos de F1 2013 evoluíram com o jogo. É difícil não se encantar
com cenários tão bem detalhados, como os circuitos de Mônaco, Cingapura e
Emirados Árabes. O capricho começa pelos elementos externos como
arquibancadas e outras construções ao redor. Algumas particularidades
também estão no game, como as marcas no asfalto e o desgaste do terreno
em determinados pontos. Todos bem fiéis aos circuitos de verdade.
As máquinas que compõem o circo da Fórmula 1 estão ainda mais
encantadoras. Além de um brilho reforçado na lataria, todos os mínimos
detalhes foram postos no game para deixar tudo ainda mais real. Destaque
para os cockpits que mostram o volante e a infinidade de botões que
presentes no complexo painel de um F1.
Já as animações continuam bem limitadas. E se a Codemasters atendeu o
pedido dos fãs e colocou pilotos históricos no game, ela ainda precisa
realizar outro desejo antigo: a presença dos pódios. A festa da vitória
ainda é algo inexistente no game, limitando-se a uma comemoração nada
empolgante do piloto e membros da sua equipe.
F1 2013 (Foto: Divulgação)
Conclusão
F1 2013 é o jogo perfeito para os amantes de automobilismo. O modo GP
Classic é o grande atrativo do game e coloca lado a lado carros e
pilotos históricos da Formula 1, em contrapartida os outros modos do
game receberam pouquíssimas novidades. O visual ajuda a recriar
fielmente os anos de ouro da categoria, já a jogabilidade está mais
próxima do real, tornando-a ainda mais complexa para os menos
experientes com o game.
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