Pela manhã, Michael Phelps foi um peixe – literalmente – fora d’água. O americano não participou das eliminatórias do revezamento 4x100m livre e poupou esforços para a final. Não adiantou muito. O fenômeno foi atropelado por César Cielo na primeira parcial e, durante um quarto da decisão, o Brasil sonhou com a medalha de ouro. O sonho foi ficando pelo caminho quando os companheiros de Phelps salvaram sua pele e colocaram os Estados Unidos no alto do pódio, fazendo o hino americano soar pela primeira vez no Foro Itálico de Roma.

Com o tempo de 3m09s21, os Estados Unidos conquistaram seu primeiro ouro no Mundial de Esportes Aquáticos. Méritos para Ryan Lochte, Mattew Grevers e principalmente Nathan Adrian. Eles compensaram a prova decepcionante de Phelps, que entregou os primeiros 100m em terceiro lugar, com a parcial decepcionante de 47s78.
Com uma equipe renovada, o Brasil não contava com a arrancada russa, mas deixou a piscina com a sensação do dever cumprido e o tempo de 3m10s80. Cielo teve um ótimo início de Mundial, mas preferiu não exaltar sua marca.
- Não estou preocupado com o que eu fiz. Não tem essa de Phelps, de Bernard. A gente fez o que tinha que fazer, baixou o tempo de hoje cedo, mas a Rússia surpreendeu. Este é o Mundial, não importa a raia em que você está. A Rússia nadou melhor hoje à noite, mas estou feliz - avaliou Cielo, que só volta à piscina na quarta-feira, para os 100m livre.
Nicolas Oliveira também ficou satisfeito com o rendimento da equipe, mas lamentou ter ficado fora do pódio.
- Em primeiro lugar, fica a sensação de dever cumprido, baixamos quatro segundos do nosso melhor tempo. Mas é lógico que ninguém gosta de bater na trave - afirmou.


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