Estado americano quer aumentar arrecadação de impostos com venda legalizada da droga

Foto por Lucy Nicholson/Reuters
O uso terapêutico da maconha já é permitido há 14 anos no Estado americano, e a nova iniciativa pretende liberar o consumo, com o objetivo primário de arrecadar os mesmos altos impostos já obtidos com bebidas e cigarros.
A arrecadação de impostos, aliás, é o principal argumento dos partidários da liberação, no momento em que a Califórnia amarga um grave déficit fiscal. A iniciativa para legalizar a droga foi defendida pela secretária do Estado, Debra Bowen, que evitou citar a "quebradeira" do Estado:
- Isto vai poupar dezenas de milhões de dólares a cada ano gastos na repressão e na manutenção das prisões.
Segundo a proposta, pessoas com mais de 21 anos poderão portar até 30 g de maconha para uso pessoal. Desde 1975, a posse dessa quantia é considerada um delito menor na Califórnia, passível apenas de multa de R$ 179 (US$ 100). A medida também prevê que maiores de 21 anos possam cultivar até dois metros quadrados de maconha por propriedade.
Os partidários da legalização afirmam que as prisões ligadas à posse e à comercialização da maconha têm crescido drasticamente na Califórnia nas últimas duas décadas. O próprio governador do Estado, Arnold Schwarzenegger, já defendeu a taxação da maconha para diminuir o rombo fiscal do Estado mais rico e populoso dos EUA.
As autoridades do Estado anunciaram que a iniciativa para legalizar a maconha estará na cédula eleitoral de novembro, atendendo a uma petição que reuniu 433.971 assinaturas. No mesmo mês, os californianos vão apontar o substituto do governador Arnold Schwarzenegger.
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