terça-feira, 9 de novembro de 2010

Avaliação dos primeiros games do Kinect que vão chegar ao Brasil ainda neste ano


por Denise Dalla Colletta

Durante o lançamento do Kinect, sensor de movimentos que dispensa o joystick no Xbox 360, testamos os primeiros jogos disponíveis no Brasil. O equipamento e os jogos estarão disponíveis no Brasil a partir de 18 de novembro.

O Kinect tem uma câmera, dois sensores de profundidade 3D e um microfone para reconhecer corpo, movimentos e fala do jogador. A experiência do jogo pouco lembra consoles como o Wii, porque o gamer fica totalmente livre do controle e o sensor capta o corpo inteiro. Mas alguns temas de jogos lembram muito do console da Nintendo.


Editora Globo
Kinect Adventures (Divulgação)

Kinect Adventures

Prepare-se para saltar, abaixar, andar de bote em corredeiras e cansar muito. Neste jogo, você passa por diversas aventuras, escalando montanhas e até em um submarino. E não pense que é tudo virtual, o esforço físico é real. O Adventures já vem com o Kinect, que será vendido por R$ 599 a partir de 18 de novembro no Brasil.

Só para percorrer a primeira fase, na qual o jogador fica sobre uma plataforma móvel e tem que desviar, saltar e abaixar para livrar-se de obstáculos que surgem pelo caminho, é necessário estar numa sala espaçosa. E quando dizemos saltar, não pense que é moleza. Se você der um pulo baixo, não vai funcionar para passar a barreira. O mesmo vale para quando é necessário baixar o tronco para não bater nos obstáculo mais altos.

Para pegar as moedas no trajeto, você também tem que se mexer. Elas ficam espalhadas no campo de ação do jogador e você tem que abrir os braços e pular para alcançá-las. O jogo não é como o Wii, em que você consegue realizar as mesmas ações com otimização do movimento. A ideia aqui é reproduzir da maneira mais real possível o que aconteceria fora da tela.

Prós:
- Gráficos superiores aos do Wii
- Variedade de movimentos com o corpo
- O exercício físico é real

Contras
- Se você gosta de jogar sentado e minimizar a fadiga, esta não será sua praia – o que vale para todos os jogos do Kinect até agora
- Ao jogar em uma sala pequena alguns movimentos podem sair prejudicados (o ideal é ter ao menos uns doismetros quadrados de espaço
- Salas cheias de objetos de decoração também correm risco com jogadores mais estabanados

Nota: 9 (de 0 a 10)

>> Brasil terá Kinect em 18 de novembro


Kinectmals

Editora Globo
Mãos digitalizadas do jogador tocam o tigre (Divulgação)

Se você tem mais de 15 anos, provavelmente não vai achar tanta graça neste jogo de animaizinhos fofos. O jogador chega em uma ilha deserta e sua primeira tarefa é escolher um tigre para ser seu companheiro. Primeiro você deve observar as características de cada felino, para só depois optar por seu novo amigo.

Os tutoriais são apresentados por uma espécie de “fada tigre” que faz o papel de guia do explorador. O objetivo é conhecer a ilha e ir realizando tarefas. As primeiras consistem em derrubar objetos de prateleiras com uma bola. Parece fácil quando você é Alex Kipman (brasileiro responsável pelo desenvolvimento do Kinect que demonstrou o jogo aos jornalistas). Mas quando você tenta atirar um bola percebe o quanto isso exige coordenação.

A todo o momento o jogador interage com seu tigre de estimação. Você deve ensiná-lo a agarrar uma bolinha e trazê-la de volta, dar banho e até fazer carinho no animal. Tudo isso usando o movimento das mãos de verdade. Como a maioria dos jogos testados, é em primeira pessoa, assim o jogador não se vê na ação – ele fica na posição da “câmera”.

Com o tempo os tutoriais somem e o jogador passa a ficar mais livre. Mas é um jogo que prioriza a história antes da jogabilidade. Ideal para crianças que não dispersam facilmente. Está disponível com legendas e menu em português.

Preço: R$ 149

Prós
- Gráficos bem feitos
- Enredo bem amarrado, com história
- Ideal para crianças

Contras
- Talvez não seja boa opção para os mais hiperativos
- Pouca ação
- Tutoriais longos em alguns momentos
Nota: 8



Kinect Sports - Vôlei

Editora Globo
(Divulgação)

O pacote inclui game de atletismo, boxe, futebol, boliche, tênis de mesa e vôlei– a única modalidade testada por Galileu. O aviso “descanse de tempos em tempos para evitar dores musculares” faz todo o sentido quando o jogo termina. Conforme ganha, o jogador vai desbloqueando novas quadras em todos os esportes.

No vôlei de praia, que pode ser jogado em dupla, a tela se divide para que os jogadores tenham noção de sua posição. Por isso, embora não exista nenhuma recomendação da Microsoft, o jogo fica mais interessante em uma televisão de tela grande – pelo menos 32 polegadas. Mas ele funciona em qualquer tipo de aparelho.

No saque, o jogador pode simplesmente lançar a bola para o alto e bater. Mas se ele pular para bater, o saque ganha muito mais potência e é possível fazer um "ace" (ponto de saque) nos adversários. A intensidade com a qual você bate na bola também faz diferença.

Os movimentos de manchete, levantamento, cortada, toque e bloqueio são similares aos que se faz numa quadra real. A combinação manchete para receber, levantamento e corte, pode proporcionar rallys longos no game. Quem já pratica o esporte de verdade se dá bem nos movimentos logo de cara, mas não é difícil aprender.

Prós
- Quem gosta de algum dos esportes inclusos não vai se decepcionar
- Boa opção para quem quer fazer exercício real
- Ideal para ser jogado em dupla

Contras
- Mais uma vez, não é indicado para quem não gosta de suar e saltar
- Também requer um espaço maior do que o indicado pela Microsoft que é de 80 centímetros
- Fica melhor em uma TV de tela grande

Nota: 9 (vôlei)

Dance Central

Editora Globo
(Divulgação)

Não se preocupe se você não sabe dançar, a ideia é que o jogador aprenda os passos de coreografias famosas com o game feito pela Harmonix, a mesma de Rock Band. Os passos são aprendidos separadamente, o jogador copia os movimentos mostrados na tela que são reproduzidos por um personagem que ele escolhe. Depois, junta tudo em uma parte da coreografia.

Cada novo conjunto de passos que ele aprende são somados aos anteriores para que ele dance tudo de uma vez. Ele vai conquistando pontos conforme os acertos. Há ainda espaço para um freestyle que é gravado com a câmera do Kinect e depois apresentado para o jogador. O que pode acabar sendo a parte mais engraçada da brincadeira se o jogador não tiver muito gingado.

Como o Kinect faz um mapeamento tridimensional do corpo do jogador, cada parte do corpo é importante. Depois de muitas horas de jogo, é possível que você saia bem cansado e até dançado um pouco melhor de verdade.

Prós
- Mexe com todo o corpo do jogador
- Explora todas as possibilidades do sensor de movimentos
- A dança via uma espécie de show; mais pessoas podem assistir e rir de você

Contras
- Também requer espaço para dançar com liberdade
- Mais uma vez, quem não gosta de se movimentar, deve passar longe deste e de outros games de dança

Nota: 9,5

Kinect Joy Ride

Editora Globo

É um simulador de corrida livre que permite que o jogador faça manobras com o corpo. Sem volante e controles, muda a concepção de jogos de corrida de carro, nos quais geralmente o jogador/motorista costuma investir em joysticks que imitam volantes e até poltronas de carro.

De início, você imagina que ficar parado com as mãos no ar como se estivesse agarrado ao volante possa ser chato e cansar. Mas, quando chega a curva, é hora de colocar o corpo todo para trabalhar. Se o jogador inclinar seu quadril para fora, o carro joga a traseira junto e pode derrapar na pista. O inverso também é verdadeiro, se o quadril é jogado para dentro da curva, suas chances de não sair são altas.

Outro movimento interessante é para fazer o turbo: você joga os braços para trás e, quanto mais segura, mais força ganhará o carro quando soltar. O efeito pode ser dado em qualquer momento. Mas algumas marcações na pista indicam os melhores momentos para realizá-lo. Geralmente, são antes de penhascos, para que o motorista consiga chegar à continuação da pista do outro lado.

Nestes momentos de salto, também é possível fazer manobras radicais – como se já não fosse radical o suficiente pular de um penhasco. Com um movimento de mãos levantadas, coladas ao corpo e o dorso jogado para trás, você pode realizar algumas manobras com seu motorista.

Preço R$ 149

Prós
- Explora outros usos do corpo em games de corrida
- Boa diversão para quem não é viciado em jogos de corrida
- Pode ser jogado em dupla

Contras
- Pode não agradar motoristas/gamers que gostam de sentir o peso da direção
- Com o tempo, ficar com as mãos agarradas no volante imaginário pode cansar
- Viciados em franquias de automobilísticas, como Gran Turismo, vão ficar decepcionados com gráficos e poucas possibilidades improviso

Nota: 8

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